ASSIM PODEMOS DIVULGAR NOSSA RELIGIÃO AO MUNDO INTEIRO.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
CONHEÇA A TENDA ESPIRÍTA CABOCLO COBRA VERDE - ASCOVE
Tenda Espírita Caboclo Cobra Verde - TECCV ASCOVE - Associação Cobra Verde de Ações Solidárias.
Somos uma instituição espiritualista sem fins lucrativos localizados no município de São José / Sta Catarina. Atualmente estamos realizando nossas atividades todas as sextas feiras com início às 20 horas e término aproximado 22 horas e 30 minutos.
Contatos via e-mail:
INSTALAÇÕES
GRUPO DE IDOSAS
PROJETO INFANTO-JUVENIL CIRANDA DOS ORIXÁS
NATAL SOLIDÁRIO 1998 PROMOVIDO PELA TECCV E REALIZADO NO GINÁSIO DE ESPORTE DO BAIRRO BELA VISTA 1 EM SÃO JOSÉ COM MAIS DE MIL PESSOAS ATENDIDAS GANHANDO BRINQUEDOS E CESTAS BÁSICAS
O AXÉ
CABOCLO COBRA VERDE MENTOR ESPIRITUAL E ENTIDADE CHEFE DA TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE INCORPORADO NA SAUDOSA MÃE TEREZA DE OXALÁ (In Memoriam)
PAI EVALDO DE OXALÁ (In Memoriam) NA SAÍDA DE CAMARINHA DE SEU FILHO DE SANTO PAI GIOVANI DE OXALÁ ATUAL PRESIDENTE DA TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE E COORDENADOR GERAL DA ASCOVE - ASSOCIAÇÃO COBRA VERDE DE AÇÕES SOLIDÁRIAS
MÃE IDA DE XANGÔ (In Memoriam) FUNDADORA DO RITUAL DE ALMAS E ANGOLA EM SANTA CATARINA EM OUTUBRO DE 1951 E RESPONSÁVEL PELA CONSAGRAÇÃO DE TATALORIXÁ DE MÃE TEREZA DE OXALÁ (In Memoriam) NA TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE
MÃE TEREZA DE OXALÁ FUNDADORA DA TENDA ESPÍRITA CABOCLO COBRA VERDE AO LADO DE MÃE IDA DE XANGÔ E PAI EVALDO DE OXALÁ - PRIMEIROS TATALORIXÁS DA UMBANDA DE ALMAS E ANGOLA EM SANTA CATARINA
LIVROS DE PAI GIOVANI MARTINS
AGRADECEMOS AO PAI GIOVANI PELAS FOTOS.
ASSIM PODEMOS DIVULGAR NOSSA RELIGIÃO AO MUNDO INTEIRO.
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Conduta Esperada
Se somos pessoas religiosas, ou seja, se temos uma religião, espera-se de nós atitudes compatíveis com esta condição. Em função disto já que sou umbandista, falo de minha religião e sobre o que é esperado de seus praticantes.
Muitos falam apenas na conduta esperada no médium antes e durante as sessões ou giras, mas quase nada se fala do depois da gira e normalmente o que é falado é sobre o imediatamente após a gira ou no máximo 24 horas após o término da sessão.
Não podemos e nem devemos ser umbandistas durante as 48 horas que giram em torno de uma sessão, mas sim 24 horas por dia e 7 dias por semana. Mas isso é no sentido da conduta no nosso dia-a-dia. O quanto nos preocupa a caridade, o amor, a fraternidade e o respeito pelo próximo, o quanto disto tudo faz parte de nossos corações e mentes, verdadeiramente.
Não adianta de absolutamente nada banhos, defumadores, preceitos preparatórios para as sessões, se quando a mesma termina, trocamos nossa roupa e esquecemos todas as palavras e orientações recebidas durante a sessão, saímos do centro achando que nossa missão e papel terminaram ali e conseqüentemente não aplicamos o nosso aprendizado.
A Umbanda é extremamente prática e nós temos obrigação de executarmos essa praticidade. Como? Tendo uma conduta compatível com a nossa religiosidade dentro e fora do terreiro.
As defesas de um terreiro não serão abaladas pela conduta inconseqüente de alguns médiuns, mas as defesas do médium sim. Daí advém problemas que alguns médiuns passam e ainda tem a coragem de afirmar que "tomou o banho" direitinho, que firmou o Anjo da Guarda direitinho, etc, etc... Ou ainda, o que considero pior: dizem que não merecem isso ou aquilo e que a “Banda” deles tem a obrigação de resolver!!
Desculpas! Meras e tolas desculpas, que servem apenas para ajudar a mascarar a verdade. E qual é a verdade que estou me referindo? A verdade que alguns médiuns e dirigentes acreditam que preceitos e oferendas substituem conduta moral correta, honestidade de propósitos, caridade e humildade!
Não! Em absoluto não! Não há banho, trabalho, preparo, despacho, oferenda, amaci, que substitua um coração nobre, caridoso, honesto e sincero! Para que os preceitos de Umbanda surtam efeito é fundamental a coerência entre o que está sendo feito e quem está fazendo ou recebendo.
Urge que nos tornemos aparelhos melhores. Preocupe-se menos com oferendas e mais com conduta moral. Aprenda primeiro a “oferendar-se”, pois como disse o Caboclo Pery na mensagem Oferendas Para Orixás somos a melhor oferenda que podemos dar aos nossos guias e mentores, mas eu digo, que precisamos ser dignos de sermos oferendados.
Lembre-se: somos os únicos responsáveis pelas companhias invisíveis que atraímos e mantemos. Cabe a cada um de nós respeitar a Umbanda através de atos nobres, corretos e coerentes com Ela dentro e fora do terreiro, pois não agindo assim, tornamo-nos os piores detratores de nossa própria religião, e para cada um de nós existe uma conduta esperada coerente com o fato de sermos umbandistas, e a intolerância e a vaidade não fazem parte dela.
Mensagem publicada no livro "Umbanda - Mitos e Realidade"
MEDIUNIDADE E OS JOVENS
O despertar da mediunidade, pode ocorrer em tenra idade, onde não é incomum a criança que seja feliz, e em família equilibrada, ter experiências visuais, ver amigos familiares espirituais, mesmo conversar com eles, ou ter lembranças vívidas da última encarnação, citando nomes, datas, até em outra língua que não a sua atual de origem.
Bem orientada, ela conseguirá lidar com isso,aos poucos percebendo que as outras crianças ao redor, não têm as mesmas interações, e a partir dos 7 anos geralmente isso se ameniza, podendo aflorar novamente na adolescência ou em qualquer momento da vida adulta.
Outras crianças, porém, cuja mediunidade se manifesta cedo, podem estar em lares desequilibrados ou seus familiares pertencem a religiões radicais em relação a fenômenos espirituais, ou suas vivências podem não ser agradáveis, através de visões que causam medo,ou constantes adoecimentos.
Estas crianças, provavelmente não encontrarão amparo na medicina convencional, sentindo-se mais confortáveis com terapias complementares e vitalistas, como a Homeopatia, Acupuntura, Florais, Cromoterapia, Reiki e outras. Com certeza também serão muito aliviadas com passes, água fluidificada, e, além disso, seria conveniente acompanhá-las, se possível com a conjunta orientação dos pais quanto à necessidade de manter-se a firmeza e disciplina moral, para que a espiritualidade protetora possa atuar de forma mais abrangente.
Na verdade, todos deveriam ser orientados e cultivar uma vida espiritual, ter uma crença, uma compreensão além da matéria, pois facilitaria muito caso houvesse uma eclosão repentina da mediunidade. Muitos adolescentes passam por provações espirituais, como transtornos de humor, que se agravam com as oscilações hormonais, com picos descontrolados de alegria e tristeza, baixa auto-estima, orgulho, raiva, apatia, etc. Se as portas da sua mediunidade estão abertas, eles poderão ficar à mercê de entidades hipnotizadoras e vampirizadoras. Há poucos dias tivemos notícia em jornal, sobre Clínicas no Japão de recuperação de jovens viciados em Vídeo games. Os bons espíritos vêm informando que as colônias trevosas vem cada vez mais utilizando a inteligência como recurso para a produção de vídeo games cada vez mais violentos e deturpadores da verdade, das noções de Bem e Mal. Isto não é fanatismo, nem absolutamente se estende a todos os jogos, mas quem tem um jovem em casa, alucinado por dias diante de uma tela de computador, sem sair de casa, ver o sol, amigos, sem comer ou dormir direito, saberá do que estou me referindo.
Ações super-protetoras, até piedade e excesso de condescendência podem agravar o quadro, ao contrário de mais disciplina e bom senso.
Muitos jovens se perdem porque se tornam joguetes de verdadeiras gangues espirituais e ninguém percebe. Allan Kardec já avisava que somos muito mais influenciados pelo mundo espiritual do que possamos sequer imaginar.
Aqueles que tiveram uma formação moral e religiosa sólida estarão muito mais fortalecidos para compreender e combater em si estas tendências obsessivas, fruto por sua vez, de verdadeiras obsessões vindas de outros planos. E em outras ocasiões, os pais conseguem o discernimento para buscar ajuda espiritual, quando notarem que as atitudes do (a) filho (a) estão fugindo o controle.
Há também aqueles que conhecem sua mediunidade, estão conscientes dela e de quanto seria importante desenvolvê-la em prol da caridade ao próximo e resgate de suas próprias faltas passadas, mas, no entanto, porque não querem assumir compromissos, se acham jovens e com a vida pela frente, ou consideram-se já assoberbados pelo mundo material, alegam não ter condições ou tempo, para umas poucas horas semanais em um Centro Espírita , Terreiro de Umbanda, ou Igreja.
Podem sofrer muitos desacertos na vida e terminam em dizer que não são agraciados pela sorte. Sabemos que especialmente aqueles que têm de andar nas fileiras umbandistas, são dos mais solicitados e sofrem bastante quando decidem não seguir os chamados das Forças dos Orixás.
Mediunidade não é um castigo, nem faz ninguém especial ou diferenciado. Todos têm em menos ou maior grau, porém para alguns, seria conveniente desenvolvê-la na atual encarnação, para poder dar prosseguimento em sua caminhada, resgatar dívidas, corrigir erros e aperfeiçoar seu aprendizado, sua sensibilidade e seus sentimentos d’alma.
É preciso saber que mediunidade NÂO é espetáculo, não é show de manifestações, não é leitura de sorte, previsão de futuro, trabalhos encomendados, modificar o destino das pessoas, comandar o bem e o mal, ultrapassar o livre arbítrio de quem quer que seja.
A trajetória pessoal de um médium é constante e nunca termina. Sempre haverá necessidade de burilamento, de harmonia com os mentores e guias, muitas e muitas situações onde haverão testes, em muitos dos quais se fracassa e fica a lição dolorosa. Mas deve-se prosseguir sempre, com uma imperiosa necessidade de se despir do orgulho, egolatria, desejos.
Cada um aprende suas lições quanto a isso, chegando à conclusão que cada um tem o que precisa o que plantou e vibrou não necessariamente o que se deseja. Infelicidade e depressão hoje em dia é muito fruto disso. Excessiva oferta de coisas, sonhos e atitudes, os quais na sua maioria, não são atendidos, e logo já aparecem outros tantos. Se não estiver provido de Equilíbrio, Auto conhecimento e Objetivos é certo a instalação de depressões e outras prisões espirituais, que muitas vezes envolvem irmãos que certamente não querem que o Bem prevaleça.
Os médiuns que se deixam encantar por falsos espíritos elevados, vão vibrando cada vez mais baixo, acabando por afastar os espíritos de verdadeira Luz…
Não estamos fazendo apologia à fuga do jovem ao desenvolvimento da mediunidade. Pelo contrário, as palavras são fruto da necessidade de fazer um alerta, mostrando que tem de ser guerreiro, com coragem, desprendimento, sobretudo Fé e Compreensão que é o caminho da Caridade, da Paciência, do Estudo, do Burilamento e Conquista do Eu, que na verdade vai conduzir à verdadeira Felicidade e Bem Estar!
Quem já teve a experiência sabe que minutos de um verdadeiro contato com um espírito iluminado, bastam para manter acesa a Luz do Buscador sincero, e não depende da religião, embora estejamos falando quase o tempo todo de Umbanda, para estas experiências ocorrerão em qualquer crença, em qualquer lugar do Mundo.
Estejam todos em Paz!
Alex de Oxóssi
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
PERGUNTAS E RESPOSTAS
P.: O que significa quando se diz que uma pessoa "tem o santo"?
Acredito que é algo relacionado ao pai de santo. Mas significa que a pessoa nasceu com uma energia ou algum propósito ligado á umbanda?
R.: Bom dia, Irmão
Ter o santo não esta relacionado ao pai de santo, E sim você ter uma origem divina que é ligado a uma das forças de Deus, por exemplo "teu santo é Ogum", Significa que o orixa que lhe rege é ogum que é uma divindade ou uma força de Deus ligado ao sentido da Lei, Essa origem tem a ver com nossa essência, todos independente de religião tem essa ligação ancestral com uma das sete forças de Deus, se estamos na Umbanda chamamos essa força de Ogum e se estamos na Igreja chamamos essa força de São Jorge ou anjo Gabriel, Muda-se o nome mas a força é a mesma. então resumindo, quando lhe disserm que "você tem o santo" disseram na verdade que você como todos nós tem uma origem divina ligada a uma força de Deus Fé (Oxala) Amor (oxum) Conhecimento (oxossi) etc. Porem o que ira dizer se vc tem ou nasceu com uma energia ou propósito ligado a Umbanda, sera o seu amor e se vc sente no coração que deve adota-la como religião. Todos nascemos com o propósito de servirmos Deus através da religião que mais nos for afim, se for a Umbanda, seja bem vindo a religião mais tolerante e amorosa do mundo, mas se não for na Umbanda e for em outra religião , não importa , pois oque importa é estarmos servindo Deus da melhor maneira possivel e sendo benção na vida dos nossos semelhantes
Espero ter ajudado.
Nilo Coelho
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P.: Umbandista é toda pessoa que assumiu a Umbanda como sua guia espiritual e religiosa e frequenta regularmente aos seus ritos, independete de ser medium de incorporação ou de desenvolver qualquer atividade interna.
R.: Creio que sim irmã, pois apenas exige do assistido/fiel que tenha amor ao seu próximo e a si mesmo, pratique a reforma íntima etc. Se ainda existem Umbandistas que não pensam assim é por que não entenderam a mensagem rs...
E talvez seja por isso que a Umbanda (apesar da grande pressão e ataques de outras religiões) venha sempre agregando fiéis/seguidores, pois não promove a conversão em massa, e também não condena por cor, condição social/econômica, opção sexual, etc. A Umbanda entende seus irmãos (pessoas) como partes do Criador, que se são diferentes uns dos outros, é simplesmente para nos fazer enxergar que a Natureza possui uma imensa diversidade.
Abraços fraternos!
Marcello Balido
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P.: O que é Umbanda?
R.: Podemos fazer uma grande reflexão em cima da palavra Umbanda e seu significado. Após a fundação da Umbanda, foi sendo feito uma pesquisa em cima da palavra e o seu significado sendo encontrado a palavra "M'banda" que significa Curador, Sacerdote, ou mesmo atribuida a arte de curar etc. Ou seja, somos "Embandas", pois ainda sim somos sacerdotes, curadores, benzedores, médiuns!
Agora a Umbanda em si atribui um conjunto de pilares, sendo o pilar católico-apostólico-romano (surgindo o sincretismo com os santos católicos etc.), os cultos de Nação Africana (o ritual as divindades Orixás), a cultura européia (aqui incluindo o Kardecismo como manifestação dos espíritos, a magia européia etc.) e a cultura indígena (tão presente nos trabalhos de Umbanda). Formando um todo, Uma Banda só, aonde ordenadamente se trabalha com a manifestação do espírito para a caridade como afirma o Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Marcello Balido
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P.: Afinal, quando foi fundada a Umbanda?
R.: Em meu entendimento, a Umbanda foi anunciada em 15 de Novembro de 1908 com a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas em seu Médium, Pai Zélio Fernandino de Moraes, em um Centro Espírita em que foi dito que no dia seguinte iria ter início a uma nova religião, a religião de Umbanda.
E no dia 16 de Novembro de 1908 foi fundada no plano material a religião de Umbanda aonde foi realizada uma genuína sessão de Umbanda na residência do saudoso Pai Zélio Fernandino de Moraes.
Mas se formos refletir em cima disto, o que aconteceu no plano material eu penso que foi apenas "a ponta do iceberg" pois isso vinha sendo preparado a anos no plano espiritual, aonde o Caboclo das Sete Encruzilhadas foi o incumbido a iniciar esta religião no plano material por intermédio de seu médium Zélio Fernandino de Moraes.
Marcello Balido
OBRIGADO
- A TODOS OS QUE VISITARAM NOSSO BLOG NO ANO PASSADO E CONTINUAM NESTE NOVO ANO.
- AOS QUE AJUDARAM NA CONSTRUÇÃO DA TENDA DIRETA OU INDIRETAMENTE.
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- A TODOS QUE ATRAVÉS DESTE BLOG DIVULGARAM NOSSA RELIGIÃO COM FOTOS E VIDEOS.
- A TODOS QUE APRENDERAM COM ESTE BLOG O VERDADEIRO SENTIDO DA UMBANDA.
VAMOS CONTINUAR EM 2011, COM TODA NOSSA FORÇA E PERSEVERANÇA, A LEVAR AO MUNDO INTEIRO A BANDEIRA DE OXALÁ.
FELIZ ANO NOVO.
NILO COELHO
OXAGUIAN
Oxaguiã, também é conhecido como Ajagunã, é o conflito que antecede a paz; a revolução que antecede as transformações profundas; a instabilidade necessária ao dinamismo da vida e da sociedade e a busca do conhecimento. Por isso é compreendido como Oxalá moço, enquanto a paz, a tranqüilidade, a estabilidade, a sabedoria são compreendidos como Oxalá velho, Oxalufã. Ele é também guerreiro, e sente prazer em destruir para que o novo se estabeleça.
Um dos mitos diz que Oxaguiã nasceu apenas de Obatalá. Não teve mãe. Nasceu dentro de uma concha de caramujo. E quando nasceu, não tinha cabeça, por isso perambulava pelo mundo, sem sentido. Um dia encontrou Ori numa estrada e este lhe deu uma cabeça feita de inhame pilado, branca. Apesar de feliz com sua cabeça, ela esquentava muito, e quando esquentava Oxaguiã criava mais conflitos. E sofria muito. Foi quando um dia encontrou Iku (a morte), que lhe ofereceu uma cabeça fria. Apesar do medo que sentia, o calor era insuportável, e ele acabou aceitando a cabeça preta que a morte lhe deu. Mas essa cabeça era dolorida e fria demais. Oxaguiã ficou triste, porque a morte, com sua frieza, estava o tempo todo acompanhando o orixá. Foi então que Ogum apareceu e deu sua espada para Oxaguiã, que espantou Iku. Ogum também tentou arrancar a cabeça preta de cima da cabeça de inhame, mas tanto apertou que as duas se fundiram e Oxaguiã ficou com a cabeça azul, agora equilibrada e sem problemas.
A partir deste dia ele e Ogum andam juntos transformando o mundo. Oxaguiã depositando o conflito de idéias e valores que mudam o mundo e Ogum fornecendo os meios para a transformação, seja a tecnologia ou a guerra.
Dia da semana: sexta-feira
Cores: branco e azul
Número: 4
Comida: inhame pilado
Saudação: Exeuê, babá! Epa Babá!
F0lhas: capeba, saião, eucalípto.
Odu regente: Ejionile
OXALÁ é o detentor do poder genitor masculino. Todas suas representações incluem o branco. E um elemento fundamental dos primórdios, massa de ar e massa de água, a protoforma e a formação de todo tipo de criaturas no AIYE e no ORUN. Ao incorporar-se, assume duas formas: OXAGUIÃ jovem guerreiro, e OXALUFÃ, velho apoiado num bastão de prata (APAXORÓ). OXALÁ é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza. Sua cor é o branco e o seu dia é a sexta-feira. Seus filhos devem vestir branco neste dia. Pertencem a OXALÁ os metais e outras substâncias brancas.
Na África, todos os Orixás relacionados a criação são designados pelo nome genérico de Orixá Fun Fun. O mais importante entre todos eles chama-se Orixalá(Òrìsanlà), ou seja, o grande Orixá, que nas terras de Igbó e Ifé é cultuado cmo Obatalá, rei do pano branco. Eram cerca de 154 Orixás Fun Fun, mas no Brasil a quantidade se reduz significativamete, sendo que dois, Orixá Olùfón, rei de Ifón (Oxalufã), Orixá Ógìyán, o comedor de inhame e rei de Egigbó(Oxaguiã), tornaram-se suas expressões mais conhecidas.
A designação de Orixá Fun Fun se deve ao fato de a cor branca configurar-se como a cor da criação, guardando a essência de todas as demais. O brando representa todas as possibilidades, a base de qualquer criação. O nome Orisanlá foi contraído e deu orígem a palavra Oxalá, e com esse nome o grande Deus-pai passoua ser conhecido no Brasil. Todos os Orixás Fun Fun foram reunidos em Oxalá e divididos em várias qualidades de suas duas configurações principais: Òsálufón, Osagiyan, sendo este último, jovem e grerreiro, filho do primeiro mais velho e paciencioso.
Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por Oxalá, que foi o primeiro Orixá concebido por Olodumaré e encarregado de criar não só o universo, como todos os seres, todas as coisas que existiríam no mundo.
A maior interdição de Oxalá é de fato o azeite-de-dendê, que jamais deve macular suas roupas, seus objetos sagrados, e muito menos o seu Alá. A única coisa vermelha que Oxalá permite, é a pena de Ikodidè, prova de sua submissão ao poder genitor feminino.
Epó kété ó, Alà telè ó
Epó kété ó, Alà telè ó...
Evite o dendê, evite pisar no Alá
Evite o dendê, evite pisar no Alá.
O Alá representa a própria criação, está intimamente relacionado a concepção de cada ser; é a síntese do poder criador masculino. Sua função primeira já remete ao seu significado profundo. A ação de cobrir não evoca somente proteção, zelo, denota a atividade masculina no ato sexual.
No Xirê Oxalá é homenageado por último porque é o grande símbolo da síntese de todas as orígens. Ele representa a totalidade, o único Orixá que, como Exú, reside em todos os seres humanos. Todos são seus filhos, todos são irmãos, já que a humanidade vive sob o mesMo teto, o grande Alá que nos cobre e protege, o céu.
Arquétipo
A liderança é uma de suas especialidades. Duas características dividem os filhos de Oxaguian: Uns são amigos das intrigas, são orgulhosos, se acham os melhores , são faladores. Outros são voltados para a família, calmos e guardam segredos para si, mas todos são teimosos ou como eles próprios dizem determinados.
Na verdade são duas faces de Oxaguian, numa delas estão os filhos que carregam a espada e os outros, os mais calmos carregam a mão de pilão.
Os filhos de Oxaguian são valentes, guerreiros, combativos, geniosos, intuitivos , são instáveis, têm caráter romântico e são sensuais. Os filhos de Oxaguian não desprezam o sexo e cultivam o amor livre.
Além destas características, são alegres, gostam profundamente da vida, são faladores e brincalhões. Ao mesmo tempo são idealistas, defensores dos injustiçados, dos fracos e dos oprimidos.
Frequentemente são Orgulhosos, sedentos de feitos gloriosos.
Oxaguian é um jovem guerreiro combativo, seus filhos são habitualmente altos, esguios, eventualmente robustos, mas não são agressivos ou brutais.
Os filhos de Oxaguian são ciumentos e detestam concorrência. São criativos, generosos, inteligentes, sábios e justos. Em seu aspecto negativo porém, são também lentos, mandões, teimosos e podem ser violentos.
Cozinha ritualística
Arroz doce
Ingredientes
◦1 tigela branca grande;
◦velas brancas;
◦mel;
◦1 litro de leite de cabra.
Preparo
Cozinhe o arroz com 2 litros de água. Deixe cozinhando, até que toda água evapore. Junte, na própria panela, o leite e o mel a gosto. Coloque esse arroz na tigela, préviamente lavada com água e mel. Decore com um ramo de boldo.
Barquinhos de Inhame com canjica
Ingredientes
◦1 prato de barro (branco) médio;
◦1 pilão pequeno virgem;
◦1 quartinha de louça branca;
◦velas brancas;
◦500 g de canjica;
◦2 inhames grandes;
◦mel.
Preparo
Cozinhe o inhame, sem casca, até amolecer. Coloque-os no pilão, socando até obter uma massa firme. Separadamente, cozinhe a canjuica com com uma pitada de sal e uma colher de mel, não deixando secar a água. Escorra a canjica, guardando a água na quartinha.
Modele, com a massa do inhame, oito barquinhas, deixando um buraco no meio. Dentro da barquinha, coloque grãos da canjica cozida. Arrume os barcos no prato (préviamente lavado com água e mel).
Bolinhas de Inhame
Ingredientes
◦1 prato de barro (branco) médio;
◦1 pilão pequeno virgem;
◦velas brancas;
◦4 inhames grandes;
◦mel.
Preparo
Cozinhe o inhame, sem casca, até amolecer. Coloque no pilão para amassar. Junte o mel a gosto, misturando bem. Faça vários bolinhos, num mínimo de oito, arrumando tudo no prato. A oferenda segue o mesmo procedimento das anteriores.
Itan
Batalha dos Atoris
Na cidade Africana de Eleegibò até hoje por ocasião de sua festa os habitantes são divididos entre dois bairros e trocam golpes de atori (varas), relembrando o mito que diz sobre um Babalaô seu amigo que foi preso pelos guardas de Eleegibò ,por que se referiu o Rei como, Oxaguian (Orixá Comedor de Inhame) tendo sido encontrado no calabouço Oxagüian pediu-lhe perdão só aceito se os moradores da cidade trocasse golpes de varas durante suas festas (sob pena de não haver boa colheita caso isto não acontecesse).
O Castelo de Ogum
Oxaguian, jovem filho guerreiro de Oxalá, acompanhava Ogum pela terra em suas guerras. Aproveitava de toda ocasião em que a guerra criava destruição para reconstruir no lugar algo maior e mais próspero. Assim espalhou pelo mundo prosperidade, sem descanso, obrigando todos a trabalhar e progredir. Onde via preguiça, inspirava movimento e crescimento. Um dia, entre uma batalha e outra, Oxaguian foi à cidade de Ogun para buscar provisões e encontrou um castelo que acabava de ser construído pelo povo do lugar em oferecimento a Ogum. Oxaguian perguntou ao povo: "Que vão fazer agora que terminaram de construir o castelo do seu rei?" "Descansar", eles responderam. Oxaguian retrucou: "O seu rei ainda demora a voltar; vocês devem aproveitar deste tempo de maneira melhor. Construam um castelo ainda melhor e encham de alegria o seu rei." Sacou da espado e com um toque empurrou a parede do castelo, que ruiu todo." Oxaguian voltou para a guerra, e o povo pôs-se a construir um castelo ainda melhor.
O tempo passou e Oxaguian voltou à cidade de Ogun em busca de mais provisões. Encontrou lá um castelo ainda maior e melhor do que o que tinha derrubado. Semelhante diálogo se travou. Oxaguian perguntou ao povo: "Que vão fazer agora que terminaram o castelo do seu rei?" "Vamos descansar", eles responderam. Oxaguian interrogou: "Mais uma vez, o seu rei demora a voltar; vocês que aproveitem ainda deste tempo de maneira melhor. Construam um castelo melhor para o seu rei." Como tinha feito antes, sacou da espado e com um toque derrubou o castelo." E partiu para guerra, voltando sempre em busca de novas provisões. Tantas vezes isto aconteceu que o povo do lugar se transformou em um povo de grandes construtores, desenvolvendo engenharia e arquitetura soberba, reconhecida mundialmente. Oxaguian promove o progresso. Não gosta de ver ninguém parado.
Lendas
Ogum faz instrumentos agrícolas para Oxaguian
Oxaguian, rei de Ejigbô, o Elejigbô, chamado "Orixá-Comedor-de-inhame-pilado", inventou o pilão para saborear mais facilmente seus prediletos inhames. Todo o povo do seu reino adotou a sua preferência. Todo o povo de Ejigbô comia inhame pilado. E tanto seu comia inhame em Ejigbô que já não se dava conta de plantá-lo. E assim, grande fome se abateu sobre o, povo de Oxalá.
Oxaguian foi consultar Exu, que o mandou fazer sacrifícios e procurar o ferreiro Ogum, que naquele tempo viva nas terras de Ijexá. O que podia fazer Ogum para que o povo de Ejigbô tivesse mais inhame?, consultou Oxaguian. Ogum pediu sacrifícios e logo deu a solução. Em sua forja, Ogum fez ferramentas de ferro.
Fez a enxada e o enxadão, a foice e a pá, fez o ancinho, o rastelo, o arado. "Leve isso para o seu povo, Elejigbô, e o trabalho na plantação vai ser mais fácil. Vão colher muitos inhames, mais do que agora quando plantam com as mãos", disse Ogum. E assim foi feito e nunca se plantou tanto inhame e nunca se colheu tanto inhame. E a fome acabou.
O povo de Ejigbô, agradecido cultuou Ogum e ofereceu a ele banquetes de inhames e cachorros, caracóis, feijão-preto regado com azeite-de-dendê e cebolas. Ogum disse a Oxaguian: "Na casa de seu Pai todos se vestem de branco, por isso também assim me visto para receber as oferendas". E o povo o louvava e Ogum ficou feliz. E o povo cantava: "A kaja lónì fun Ògúnja mojuba". "Hoje fazemos sacrifício de cachorros a Ogum, Ogunjá, Ogum que come cachorro, nós te saudamos". Oxaguian disse a Ogum: "Meu povo nunca há de se esquecer de sua dádiva. Dê-me um laço de seu abadá azul, Ogum, para eu usar com meu axó funfun, minha roupa branca. Vamos sempre nos lembrar de Ogunjá". E, do reino de Ejigbô até as terras de Ijexá, todos cantaram e dançaram.
Referência Bibliográfica: VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Yorubas na Africa e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997.
Ebó
Wikipédia:
Ebó nada mais é do que uma limpeza espiritual, contendo vários tipos de comida ritual. Como alguns dizem é uma limpeza da aura de uma pessoa, de uma casa, de um local de comércio. Transfere-se para os alimentos a energia maléfica que está na pessoa ou no local, com a ajuda de Exú e dos Orixás.
Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas, e na receita, algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do Candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinação do jogo de búzios merindilogun.
No jogo de búzios define-se qual orixá será oferecido o ebó, sendo que cada um leva seus ingredientes especiais tais como: a canjica de Oxalá, a batata doce de Oxumaré ou o inhame de Ogun. Há ainda aqueles ebós para afastar espíritos desencarnados que ainda atrapalham a vida de alguns chamado de ebó de Egun, e outros para curar traumas e ajudar no esquecimento e superação de experiências ruins, o ebó de "susto" é para prevenir problemas no futuro.
Não são em todos eles que ocorre a sangria de animais, pois há os chamados ebós brancos ou secos, nos quais não é permitido qualquer sacrifício e os animais utilizados, geralmente neste caso os frangos e galos, são soltos na natureza com vida.
Após o ritual do ebó as folhas sagradas são usadas de forma ordenadas nos banhos liturgicos, podendo ser necessário o uso de água sagrada. Existe uma rígida cartilha a ser seguida para que se tenha resultados, e o sacrifício seja aceito. As proibições denominado de ewo são revelados, por exemplo: a não ingestão de qualquer tipo de carne vermelha nem tão pouco frutas vermelhas ou ácidas (incluindo seus sucos), a abstinência principalmente de praticas sexuais como também beijos e abraços, fica proibido a ida a velorios, hospitais, cemitérios ou mesmo a passagem sob arames farpados ou escadas, a bebida alcoolica é um verdadeiro tabu.
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A grande maioria das comidas salgadas é feita no azeite de dendê, ou frita nele. As comidas votivas provém na maioria, da culinária africana, algumas conservando-se exatamente iguais, outras sofrendo algumas modificações. Na umbanda, e mesmo em alguns cultos tradicionais os orixás comem frutas, as comidas variam muito de culto para culto. De modo geral porém, as principais, nos candomblés (algumas adotadas pela umbanda).
As comidas não são oferecidas todas de uma vez, sendo feitas algumas em certas festas, outras depois. Todas as semanas as comidas, bebidas, etc., são renovadas em dias certos, cada orixá te o seu , no candomblé após o término de xiré são distribuídas aos assistentes.
Nos templos de umbanda diferentemente do candomblé, as comidas são dadas aos guias incorporados, e eles mesmos consomem.
Portanto são comidas feitas com condimentos que os médiuns estão acostumados a comer. Geralmente é dada em dias de festas ou acontecimento especial de cada templo.
- OBS.: “As comidas votivas não contém pimenta.”
Dividir o alimento com os deuses é ter a insigne hora de comer com eles, garantindo, dessa forma, a presença dos Orixás em nossas vidas e da refeição em nossa mesa.
Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxossi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc. Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las.
A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.
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O que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..
O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.
Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.
Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.
Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.
O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca (paki), combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá.
Nas oferendas a Ogum são dados inhame (isu) assado com azeite de dendê e feijoada.
Oxossi come axoxó feito com milho vermelho (àgbado) cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma árvore.
A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estourá-las e enfeitando com fatias de coco.
Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê.
Ossaim prefere acaçá, feijão (ewa), milho vermelho (àgbado), farofa e fumo de corda.
O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá.
Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria.
O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.
Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá.
A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa.
O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo (ilá), doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente.
Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero.
O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã.
As comidas oferecidas a Orixás Funfun (brancos), devem ser sempre colocadas sempre louças brancas.2
OXALÁ Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal, (canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel, ebo e Eko
OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), fígado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão, Eko, e Asoso.
XANGÔ Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru e Eko.
OBALUAIE Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.
OMULÚ Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.
OXOSSI Axoxó (milho de canjica vermelha cozida com mel enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha, olelé-ewa-akará e Eko.
YEMANJÁ Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva, peixe de água salgada, ebo pupá, Eko e acaçá.
OXUM Omolocum, xinxim de galinha, ipeté, ovos cozidos, milho com coco e Eko.
IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho e Eko.
NANÃ Acaçá, arroz, inhame, feijão fradinho, omolocum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio; efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco, Eko e pirão com batata roxa.
OXUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame, Eko, gaari pupa ni eyin adie, etc.
OSSAIM Feijão preto, farofa, mel, acaçá, Eko, ewa Osain e fumo.
OBÁ Acarajé, amalá, abará, ovos e Eko.
LOGUM EDÉ Axoxo, omolucum, inhame, Eko, etc.
EXU Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, fígado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho, mel, Eko e Gaari Pupa.
Ebó nada mais é do que uma limpeza espiritual, contendo vários tipos de comida ritual. Como alguns dizem é uma limpeza da aura de uma pessoa, de uma casa, de um local de comércio. Transfere-se para os alimentos a energia maléfica que está na pessoa ou no local, com a ajuda de Exú e dos Orixás.
Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas, e na receita, algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do Candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinação do jogo de búzios merindilogun.
No jogo de búzios define-se qual orixá será oferecido o ebó, sendo que cada um leva seus ingredientes especiais tais como: a canjica de Oxalá, a batata doce de Oxumaré ou o inhame de Ogun. Há ainda aqueles ebós para afastar espíritos desencarnados que ainda atrapalham a vida de alguns chamado de ebó de Egun, e outros para curar traumas e ajudar no esquecimento e superação de experiências ruins, o ebó de "susto" é para prevenir problemas no futuro.
Não são em todos eles que ocorre a sangria de animais, pois há os chamados ebós brancos ou secos, nos quais não é permitido qualquer sacrifício e os animais utilizados, geralmente neste caso os frangos e galos, são soltos na natureza com vida.
Após o ritual do ebó as folhas sagradas são usadas de forma ordenadas nos banhos liturgicos, podendo ser necessário o uso de água sagrada. Existe uma rígida cartilha a ser seguida para que se tenha resultados, e o sacrifício seja aceito. As proibições denominado de ewo são revelados, por exemplo: a não ingestão de qualquer tipo de carne vermelha nem tão pouco frutas vermelhas ou ácidas (incluindo seus sucos), a abstinência principalmente de praticas sexuais como também beijos e abraços, fica proibido a ida a velorios, hospitais, cemitérios ou mesmo a passagem sob arames farpados ou escadas, a bebida alcoolica é um verdadeiro tabu.
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” Certo que os Orixás Comem o que os homens comem, porém, recebem a seus pés, nos terreiros onde os modos de preparar, ao lado dos saberes: Palavras de encantamento (fó), rezas (ádùrà), evocações (oriki) e cantigas (orin); ligadas a estórias sagradas (itans), são elementos essenciais e vitais para a transmissão do axé.”
São alimentos votivos preparados ritualmente e oferecidos aos orixás, aos quais necessitam de suas vibrações para a manutenção da própria força dinâmica. Algumas comidas são preparadas com a carne dos animais sacrificados ritualmente, outras como o peixe, camarão, verduras, legumes, farinhas, etc., muitas são bem temperadas, levando sal (menos de Oxalá), louro e etc., e algumas ainda levam mel. A grande maioria das comidas salgadas é feita no azeite de dendê, ou frita nele. As comidas votivas provém na maioria, da culinária africana, algumas conservando-se exatamente iguais, outras sofrendo algumas modificações. Na umbanda, e mesmo em alguns cultos tradicionais os orixás comem frutas, as comidas variam muito de culto para culto. De modo geral porém, as principais, nos candomblés (algumas adotadas pela umbanda).
As comidas não são oferecidas todas de uma vez, sendo feitas algumas em certas festas, outras depois. Todas as semanas as comidas, bebidas, etc., são renovadas em dias certos, cada orixá te o seu , no candomblé após o término de xiré são distribuídas aos assistentes.
Nos templos de umbanda diferentemente do candomblé, as comidas são dadas aos guias incorporados, e eles mesmos consomem.
Portanto são comidas feitas com condimentos que os médiuns estão acostumados a comer. Geralmente é dada em dias de festas ou acontecimento especial de cada templo.
- OBS.: “As comidas votivas não contém pimenta.”
Dividir o alimento com os deuses é ter a insigne hora de comer com eles, garantindo, dessa forma, a presença dos Orixás em nossas vidas e da refeição em nossa mesa.
Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxossi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc. Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las.
A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.
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O que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..
O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.
Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.
Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.
Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.
O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca (paki), combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá.
Nas oferendas a Ogum são dados inhame (isu) assado com azeite de dendê e feijoada.
Oxossi come axoxó feito com milho vermelho (àgbado) cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma árvore.
A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estourá-las e enfeitando com fatias de coco.
Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê.
Ossaim prefere acaçá, feijão (ewa), milho vermelho (àgbado), farofa e fumo de corda.
O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá.
Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria.
O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.
Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá.
A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa.
O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo (ilá), doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente.
Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero.
O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã.
As comidas oferecidas a Orixás Funfun (brancos), devem ser sempre colocadas sempre louças brancas.2
OXALÁ Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal, (canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel, ebo e Eko
OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), fígado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão, Eko, e Asoso.
XANGÔ Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru e Eko.
OBALUAIE Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.
OMULÚ Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.
OXOSSI Axoxó (milho de canjica vermelha cozida com mel enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha, olelé-ewa-akará e Eko.
YEMANJÁ Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva, peixe de água salgada, ebo pupá, Eko e acaçá.
OXUM Omolocum, xinxim de galinha, ipeté, ovos cozidos, milho com coco e Eko.
IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho e Eko.
NANÃ Acaçá, arroz, inhame, feijão fradinho, omolocum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio; efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco, Eko e pirão com batata roxa.
OXUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame, Eko, gaari pupa ni eyin adie, etc.
OSSAIM Feijão preto, farofa, mel, acaçá, Eko, ewa Osain e fumo.
OBÁ Acarajé, amalá, abará, ovos e Eko.
LOGUM EDÉ Axoxo, omolucum, inhame, Eko, etc.
EXU Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, fígado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho, mel, Eko e Gaari Pupa.
ENTREVISTA A PAI FERNANDO DE OGUM
Sr. Fernando Guimarães ou Pai Fernando de Ogum é dirigente do TERREIRO DE UMBANDA PAI MANECO (Paraná), que já foi alvo de pesquisa da Discovery Channel, lidera inúmeros filhos de fé que manifestam amor e respeito sincero ao seu comando, autor de Grifos do Passado e moderador do Blog Pai Maneco.
BLOG: A Umbanda concorda que é presente a importância energética que os chacras imprimem em nosso corpo físico e psíquico? Caso afirmativo, é possível que uma pessoa promova o equilíbrio de seus chacras sem contar com o auxílio de um médium incorporado?
PAI FERNANDO: estou preparando um novo livro e onde eu falo sobre as influencias dos chacras no espírito e na mediunidade, mas faço isso de uma maneira simples, sem me aprofundar em seus nomes e suas atividades porque acho que isso pertence ao esoterismo. Sabemos que os chacras existem. Às vezes eles ficam deslocados e precisam ser tratados, o que se faz através de vibrações energéticas na Umbanda ou um contato mais direto com a Natureza, como as matas, rios e o mar. A pessoa com os chacras desequilibrados deve andar descalça em cima da terra ou grama.
BLOG: No Espiritismo há um entendimento comum de que todas as pessoas são médiuns, independente do desenvolvimento desta faculdade. Na Umbanda também há este entendimento?
PAI FERNANDO: Sem nenhuma duvida uma pessoa intermediar uma ligação dos espíritos com o mundo material não é privilegio de ninguém. Todos são médiuns e as faculdades surgem, como vc disse, de acordo com o seus desenvolvimentos.
BLOG: Os guias que se manifestam através do médium umbandista, sempre o acompanharam, desde o seu reencarne?
PAI FERNANDO: não existe regra sobre isso. Vou falar por mim, trabalho com entidades que estou ligado por encarnações anteriores e também com entidades que conheci recentemente.
BLOG: A revelação da consciência mediúnica aproxima o médium da responsabilidade da comunicação, enquanto instrumento de auxílio dos espíritos, talvez por isso muitos terreiros apóiem o dogma da inconsciência?
PAI FERNANDO: não quero ser grosseiro, mas não entendo apoiar ou não apoiar uma mediunidade. Se for consciente ou inconsciente, a responsabilidade é a mesma. Eu estou insistindo sempre que posso em atribuir ao médium a parceria da comunicação o espírito. Esse papo do médium gritar, ofender, dizer bobagens e declarar depois que não sabia o que estava fazendo merece o nosso repudio. E mais grave ainda quando parte de pai ou mãe de santo. Não posso deixar de dizer que alguns dirigentes se dizem inconscientes para que seus filhos contem seus segredos.
BLOG: A mediunidade não desenvolvida, ou seja, reprimida, pode causar mal físico ou psíquico ao médium umbandista?
PAI FERNANDO: depende do controle dessa mediunidade. Se houver consciência dessa mediunidade e o médium procurar manter suas energias em ordem, recebendo vibrações no terreiro, ela não causará nenhum dano. Claro que sempre fica a resposta dentro do nível comum da mediunidade. Em casos excepcionais tem que haver o atendimento principalmente quando pode acontecer a aproximação de espíritos obsessores, mais freqüente nos médiuns.
BLOG:As reencarnações de um mesmo espírito podem oscilar entre o sexo masculino e feminino?
PAI FERNANDO: não, quem descende de uma energia não pode alterá-la. O masculino sempre será masculino e o feminino a mesma situação.
BLOG: O que fazer para a promoção da desmistificação da Umbanda?
PAI FERNANDO: para a Umbanda ser desmistificada e atualizada a cultura moderna, a verdade tem que ser falada e a mentira tem que ir para o lixo e os segredos têm que ser revelados. É o que eu tento fazer.
BLOG: Há associação entre Ciência e Umbanda?
PAI FERNANDO: vou responder com um ensinamento do Caboclo Akuan. Ele disse que o espiritismo sempre usou a ciência para provar que ele existe, quando deveria usá-la para evoluir. Sempre que posso chamo os cientistas para nos ajudarem a entender os fenômenos.
BLOG: Os umbandistas, atualmente, têm se preocupado mais com a postura ecológica e social?
PAI FERNANDO: não pode ser diferente, pois a Umbanda é a Natureza. Fico revoltado quando vejo entregas aos nossos Orixás com vidros, plásticos e sujeiras deixados irresponsavelmente. Socialmente temos varias oficinas que ajudam desde meninos de rua até os bem abastados, mas malcriados. A Umbanda veio para reformar conceitos e culturas erradas.
BLOG: Considerando o fator cármico como desencadeador de dor e sofrimento, para resgaste, podem as pessoas se furtarem disto?
PAI FERNANDO: o resgate cármico não precisa ser feito com dor. Sofrem só aqueles que relutam em pagar suas dividas. A Umbanda é uma religião que ensina o pagamento do carma e suaviza a sua dor.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS (PAI FERNANDO): Nilo e todos os que participam deste blog. Todos os preconceitos serão enterrados através de blogs como este e outros que existem por aí. A cultura na Umbanda está cada vez mais presente. Jornalistas, músicos, políticos e pessoas de notabilidade têm declarado abertamente a simpatia pela nossa religião inteiramente brasileira. Continuem a escrever, entrevistar, combater e dar opiniões. É disso que a Umbanda precisa. Axé a todos vcs.
Obrigado, Pai Fernando!
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