domingo, 1 de junho de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
BAIANOS E BAIANAS
São pessoas quer viveram na Bahia(geralmente) ou Nordeste de forma geral, e que vêm ao terreiro para passar seu Axé, e sua energia positiva na forma de passes e conselhos.
A alegria que essa gira nos traz é contagiante, gostam muito de dançar.
Os conselhos dados aos consulentes e médiuns demonstram uma firmeza de caráter e uma força digna de quem soube aproveitar as lições recebidas de uma vida sofrida e de luta.
Têm ainda um trânsito muito bom pelos caminhos de exu, podendo trabalhar na esquerda a qualquer momento em que se torne necessário também.Cientes dessa valiosa capacidade sempre contamos com eles para um desmanche de demanda ou mesmo sérios trabalhos em que a magia negra esteja envolvida.
O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na "escola da vida" e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande freqüência e importância nas giras paulistas e de todo o país, nos últimos anos.
Conhecem de tudo um pouco, por isso podem trabalhar tanto na direita desfazendo feitiços, quanto na esquerda.
Quando se referem aos Exus usam o termo "Meu Cumpadre", com quem tem grande afinidade e proximidade, costumam trazer recados do povo da rua, alguns costumam adentrar na Tronqueira para algum "trabalho". Enfrentam os invasores (kiumbas, obsessores) de frente, chamando para si toda a carga com falas do gênero "venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo". Buscam sempre o encaminhamento e doutrinação, mas quando o Zombeteiro não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de "amarrá-lo" para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado. Costumam dizer que se estão alí "trabalhando" é porque não foram santos em seu tempo na terra, e também estão alí para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra.
São amigos e gostam de conversar e contar causos, mas também sabem dar broncas quando vêem alguma coisa errada.
Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, passam segurança ao consulente que tem fé.
Os trabalhos com a corrente dos Baianos, trazem muita paz, passando perseverança, para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena.
A Entidade pode vir na linha de Baianos e não ser necessariamente da Bahia, da mesma forma que na linha das crianças nem todas as entidades são realmente crianças.
Os Baianos são das mais humanas entidades dentro do terreiro, por falar e sentir a maioria dos sentimentos dos seus consulentes. Talvez por sua forma fervorosa de se apresentar em seus trabalhados no terreiro, aparentem ser uma das entidades, mais fortes ou dotadas de grande energia (e na verdade são), mas na umbanda não existe o mais forte ou fraco são todos iguais, só a forma do trabalho é que muda.Nesta gira manifestam também os Cangaceiros.
Nomes de Baianos na Umbanda
Baiano dos Sete Cocos
Chico Baiano
Januário
Joaquim Baiano
João Baiano
João do Coqueiro
Juvenal
Juvêncio
Mané Baiano
Serafim
Severino da Bahia
Simão do Bonfim
Zeca do Côco
Zé Baiano
Zé Pereira
Zé Pretinho
Zé Tenório
Zé da Estrada
Zé da Estrada
Zé da Lua
Zé do Berimbau
Zé do Côco
Zé do Ouro
Zé do Prado
Zé dos Trilhos
Zézinho Baiano
Nomes de Baianas da Umbanda
Baiana Rosalva
Baiana da Estrada
Baiana da Palmeira
Baiana da Praia
Baiana dos Cocos
Baiana dos Sete Nós
Chica Baiana
Jacinta
Juvência
Maria (ou Baiana) do Rosário
Maria Baiana
Maria Fulô, Januária
Maria Mulata
Maria da Cruz
Maria das Candeias
Maria do Balaio
Maria dos Anjos
Maria dos Remédios
Quitéria
Raimunda
Rosa Baiana
terça-feira, 13 de maio de 2014
SANTAS ALMAS
Santas almas benditas
- salve as almas, salve sacombina. salve pai cipriano.
Todas as coisas que eu tive, tenho e terei. pela minha
Proteção e de todos os meus amigos.
* eu agradeço se você acredita
* nas santas almas benditas
Eu agradeço
* refrão i...
*** toda segunda-feira
*** vá ao cruzeiro e acenda uma vela
*** nunca haverá aborrecimento
*** no humilde barraco com a gabriela, eu agradeço.
* refrão i...
Mas eu agradeço
* refrão i...
** se você rezar pras almas
** muita fé, muita devoção
** seu pedido será atendido, amigo
** de bom coração, eu agradeço.
* refrão i...
Mas eu agradeço
* refrão i...
Uma vez na subida do morro
Uma turma tentou me assaltar
Eu gritei pelas santas almas
O chefe gritou: "deixa o cara passar", eu agradeço.
* refrão i...
Mas eu agradeço
* refrão i...
** refrão ii...
* refrão i...
Mas eu agradeço
* refrão i...
*** refrão iii...
* refrão i... {
Mas eu agradeço. {bis, bis.
---------------------------------------------------------------
Os pretos velhos são o símbolo da caridade, da paciência, da sabedoria, da compaixão e do amor.
São os pretos velhos que possuem a feche do mistério das rezar, das curas, das simpatias, das ervas, benzeduras e que nos alenta nos momentos difíceis,nos dão doutrinas e amparo.
Os pretos velhos são guias de Umbanda e seu culto é de grande importância para nós umbandistas. São nossos guias e protetores de luz, nos estende a mão e caminham junto conosco, o que seria de um filho de Umbanda sem o vovô ou a vovó? Impossível imaginar, pois um dos pilares da Umbanda são os pretos velhos. Por eles e pelos caboclos que foi fundada a Umbanda. A caridade pura, a humildade assim é a Umbanda. Estes espíritos que começaram a trabalhar na senda da espiritualidade livrando os filhos das perturbações e que quando se manifestavam eram discriminados por idendificar-se como pretos velhos. O caboclo das sete encruzilhadas funda o culto, a religião que abre as portas e que fundamenta seus trabalhos com os pretos velhos e os caboclos.
Nós umbandistas devemos nos espelhar no exemplos dos pretos velhos, ouvir e praticar suas doutrinas.
Acima de tudo é importante ter o amor, a fé, para caminhar firme e certo de que a lei do retorno é certa, tanto para o bem quanto para o mal, a escolha é nossa.
Então fazei o bem, não procure os guias apenas para pedir, mas também para agradecer,não seja ingrato, não minta, não calunie, abra o coração e olhe para sua vida com otimismo e fé de que tudo há sempre de melhorar.
No dia 13 de maio comemoramos o dia da vitória. Como já postei é o dia de Nossa Senhora de Fátima, Nossa Gloriosa Virgem Maria e também o dia dos Pretos Velhos na Umbanda.
Tenho orgulho de dizer que fui criada na umbanda, e que além dos meus pais, sempre tive e tenho a orientação dos guias e protetores.
Com a água, reza e vela Vovó Maria Conga tirou muito filho da aflição, posso dizer Vovó fez milagres.
"E olha a fé, olha fé, olha a fé,
os filhos só não vencem
quando Zambi não quer"
Tenha fé, sem fé não se faz nada.
Adorei as Almas Santas e Benditas!
Salve as Santas Almas!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Louvado seja a Virgem Maria!
Viva Deus!
Neste espaço aproveito para postar alguns pontos em Louvor aos pretos velhos:
Chora meu cativeiro,
Meu cativeiro, meu cativerau,
Chora meu cativeiro,
Meu cativeiro, meu cativerau,
No tempo da escravidão,
Preto velho batia tambor,
Estava sentado no toco
A sarava Ogum ,sarava Pai Xangô!
.........................................................
Aô estrela,
Ô estrelinha,
Estrela de São Cipriano
No dia dos quimbandeiros,
Salve os pretos velhos feiticeiros
Ah eu tenho pemba meu Pai,
Mas não pego nela pra riscar,
Tenho a providência divina
Eu tenho fé em Oxalá!
Me guia, de dia, de noite Maria e José
Me guia, me guia
Salve o meu Pai Oxalá!
........................................................................
Lá vem vovó,
Vovó que vem chegando de Aruanda,
Lá vem vovó,
Vovó que vem chegando de Aruanda,
Ai ai ai Vovó das Almas,
Não deixa seus filhinhos
Só na “banda”
..................................................................................
Maria Conga é quem vence demanda!
Maria Conga é quem vence demanda!
Ô na sua terreiro ela diz que tem mironga
Ô na sua terreiro ela diz que tem mironga
Maria Conga lavadeira de sinhá
Lavou roupa de chita
No ribeirão de Iaiá.
................................................................................
Está iluminada a nossa Umbanda,
Está cheio de flor nosso gongá,
Está iluminada a nossa Umbanda,
Está cheio de flor nosso gongá,
Maria Conga,
Sabe tudo o que faço,
Maria Conga,
Ilumina os caminhos por onde eu passo!
..............................................................................
Vêm minhas Almas,
Vêm-me ajudar minhas Almas,
Vêm minhas Almas,
Vêm-me ajudar minhas Almas,
As Almas Santas Benditas,
Vêm-me ajudar minhas Almas,
As Almas Santas Benditas,
Vêm-me ajudar minhas Almas!
...............................................................................
Filho,
Se “suncê” precisar,
É só pensar na Vovó
Que ela vem te ajudar
Filho,
Se “suncê” precisar,
É só pensar na Vovó
Que ela vem te ajudar
Pensa numa estrada longa “ zin filho”
Lá no meu jacutá
E numa casinha branca “ zin filho”
Que a Vovó tá lá,
Sentada num banquinho tosco “zin filho”
Com a sua rosário na mão,
Pensa na Vovó Maria Redonda
Fazendo oração!
...........................................................................................
Quando o galo canta em louvor as Santas Almas
Quando o galo canta em louvor as Santas Almas
As Almas pedem uma Ave Maria
As Almas pedem uma Ave Maria
Ave Maria cheia de graça,
O Senhor é convosco,
Bendita sois Vós
Entre as mulheres
Bendito é o fruto
Do Vosso ventre nasceu Jesus
domingo, 11 de maio de 2014
MÃE
O Dia das Mães para nos Umbandistas, e como é impossível deixar passar essa data em branco quero expor alguns pontos para que possamos vivenciar esse dia de forma diferente e especial.
Saibam que a comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga a entrada da primavera era celebrada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. Na África Yemanjá é a Orixá Mãe, orixá que gerou todos e todas, é a Mãe cujos filhos são peixes, portanto, para os cultos de nação e para as religiões de origem africana, Yemanjá é o orixá feminino de maior representação e de maior força. Já Maria, a Mãe de Deus, é o maior fenômeno religioso que ultrapassa as barreiras de qualquer religião e transcende no íntimo de cada ser humano pelo seu amor incondicional e exemplo real de uma mulher realizadora, forte e fiel à sua crença.
Assim como Yemanjá, Eva, Rhea, Maria e Marias, Aparecidas, Joanas, Silvanas, Anas… Mães que como tantas outras geram, propiciam, lutam, choram, realizam e amam, amam e amam. Um amor tão pleno que é capaz de mudar o homem e gerar a Paz.
Mães que criam futuros e que, portanto, são responsáveis pelo hoje e pelo amanhã. Mães que sofrem e que creem. Mães que fazem, vivem e que muitas vezes esquecem o que são e do que são capazes.
E envolvidas por esse ‘esquecer’, se esquecem de sonhar e de criar um futuro. Esquecem de suas responsabilidades e de quanto amor existe dentro delas. Esquecem de olhar a vida de forma diferente, esquecem de ver as flores, borboletas, estrelas, nuvens, pássaros….
Esquecem, enfim, que seu olhar de adulta já foi um olhar de criança. E pensando nisso, reproduzo um trecho do livro “A Festa de Maria”, de Rubem Alves, que ajudará de forma muito peculiar em nossas reflexões.
O Olhar Adulto
“Lá vão pelo caminho a mãe e a criança, que vai sendo arrastada pelo braço – segurar pelo braço é mais eficiente que segurar pela mão. Vão os dois pelo mesmo caminho, mas não vão pelo mesmo caminho. Bleke dizia que a árvore que o tolo vê não é a mesma árvore que o sábio vê. Pois eu digo que o caminho porque anda a mãe não é o mesmo caminho porque anda a criança.
Os olhos da criança vão como borboletas, pulando de coisa em coisa, para cima, para baixo, para os lados, é uma casca de cigarra num tronco de árvore, quer parar para pegar, a mãe lhe dá um puxão, a criança continua, logo adiante vê o curiosíssimo espetáculo de dois cachorros num estranho brinquedo, um cavalgando o outro, quer que a mãe também veja, com certeza ela vai achar divertido, mas ela, ao invés de rir, fica brava e dá um puxão mais forte, aí a criança vê uma mosca azul flutuando inexplicavelmente pelo ar, que coisa mais estranha, que cor mais bonita, tenta pegar a mosca, mas ela foge, seu olhos batem então numa amêndoa no chão e a criança vira jogador de futebol, vai chutando a amêndoa, depois é uma vagem seca de flamboyant pedindo para ser chacoalhada, assim vai a criança, à procura dos que moram em todos os caminhos, que divertido é andar, pena que a mãe não saiba andar por não ter os olhos que saibam brincar, ela tem muita pressa, é preciso chegar, há coisas urgentes a fazer, seu pensamento está nas obrigações de dona de casa, por isso vai dando safanões nervosos na criança, se ele conseguisse ver e brincar com os brinquedos que moram no caminho, ela não precisaria fazer análise …
A mãe caminha com passos resolutos, adultos, de quem sabe o que quer, olhando para a frente e para o chão. Olhando para o chão ela procura as pedras no meio do caminho, não por amor ao Drummond, mas para não dar topadas, e procura também as poças d’agua, não porque tenha se comovido com o lindo desenho do Escher de nome Poça d´água, uma poça de água suja na qual se refletem o céu azul e os ramos verdes dos pinheiros, ela procura as poças para não sujar o sapato. A pedra do Drummond e a poça de água suja do Escher os adultos não vêem, só as crianças e os artistas …
A mãe não nasceu assim. Pequenina, seus olhos eram iguais aos do filho que ela arrasta agora. Eram olhos vagabundos, brincalhões, que olhavam as coisas para brincar com elas. As coisas vistas são gostosas, para ser brincadas. E é por isso que os nenezinhos têm esse estranho costume de botar na boca tudo o que vêem, dizendo que tudo é gostoso, tudo é para ser comido, tudo é para ser colocado dentro do corpo. O que os olhos desejam, realmente, é comer o que vêem. Assim dizia Neruda, que confessava ser capaz de comer as montanhas e beber os mares. Os olhos nascem brincalhões e vagabundos – vêem pelo puro prazer de ver, coisas que, vez por outra, aparece ainda nos adultos no prazer de ver figuras. Mas aí a mãe foi sendo educada, numa caminhada igual a essa, sua mãe também a arrastava pelo braço, e quando ela tropeçava numa pedra ou pisava numa poça de água, porque seus olhos estavam vagabundeando por moscas azuis e cachorros sem-vergonha, sua mãe lhe dava um safanão e dizia: “Olha pra frente menina!”.
“Olha pra frente!” Assim são os olhos adultos.
Coitados dos adultos! Arrancaram os olhos vagabundos e brincalhões de crianças e os substituíram por olhos ferramentas de trabalho. Os olhos tornam-se escravos do dever. Os olhos solicitam: “ Brinquem comigo! É tão divertido! Se vocês brincarem comigo, eu ficarei feliz, e vocês ficarão felizes …”.
Rubem Alves
É, não dá para reclamar de violência se propiciamos violência, e olha que ela nem precisa ser física, assim como não dá para esquecer nossa responsabilidade com o futuro e com a Paz.
Mães, incorporem o sentido da Mãe, vivam como Mãe, amem, lutem, deem, ensinem a beleza da vida, a plenitude da fé e exemplifiquem o sentido real da crença. Assim, quem sabe, nosso filhos, netos e toda a humanidade saberá o que é o AMOR.
Para todas as mães, um excelente Dia das Mães! A todos, um grande e forte Axé!
Obrigado pelo texto Mãe Mônica
Obrigado pelo texto Mãe Mônica
Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
domingo, 4 de maio de 2014
PARABÉNS AO BABALORIXÁ.
Feliz aniversário
BABALORIXÁ DANILO DE OXOSSI
Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza,
a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejamos a você, uma vida cheia de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições,
vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.
Axé.
sábado, 26 de abril de 2014
ADEUS IRMÃO
Nesta semana Oxalá levou nosso Irmão de Fé Adalberto.
Fica aqui a homenagem do Blog a este incrível amigo e companheiro.
Nasce no céu uma nova estrela!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O que quer dizer a chama de uma vela?
Chama
Azul Clara: Seu pedido poderá sofrer algumas mudanças. Assim sendo,
pede-lhe para ter calma, pois a realização do seu desejo pode estar prestes a
concretizar-se e ofereça uma oração novamente.
Chama
amarela: significa que a felicidade está próxima, mas você precisa
melhorar sua alto estima.
Chama
vermelha: indica que o pedido é favorável e que está a ser realizado vá a
luta com muita convicção.
Chama
brilhante: mostra que o pedido está a ser ouvido e que vai ser atendido,
aguardando sua compreensão e consentimento astral.
Pavio
Brilhante: indica sorte e sucesso em seu pedido mas tenha muita calma,
pois as portas abrirão no momento certo.
Chama
que liberta pequenas faíscas: indica que irá fazer surgir alguém para
comunicar uma mensagem importante. Antes de o seu pedido ser concretizado é possível
que sofra alguma desilusão, por isso esta é uma forma de um aviso para que
esteja preparado.
Chama
que levanta e abaixa: significa que, como quem está fazendo o pedido pensa
em várias coisas ao mesmo tempo, necessita colocar as ideias no lugar e concentrar-se
naquilo que deseja ver resolvido, crie um objetivo, e siga em frente acenda
novamente outra vela.
Chama
em forma espiralada: indica que o pedido está encaminhando e as preces
para entidades superiores e que estas estão prestes a ser realizadas, seja
merecedor.
Pavio
que se divide em dois: deverá repetir o seu pedido, porque, este foi feito
de forma dúbia.
Vela
que Chora: dificuldades em realizar o pedido, peça com o coração e acenda
novamente outra vela.
Chama
fraca: indica que o pedido deve ser reforçado.
Chama
baixa: indica que o pedido vai ser realizado mas com alguma demora.
Chama
que treme: indica que para que o pedido seja realizado é necessário haver
uma transformação.
Vela
que se apaga sem motivo: significa que você terá uma ajuda na parte
mais difícil do pedido e mas o resto fica por conta da própria pessoa.
Vela
que queima completamente: significa que o pedido foi aceite.
Quando
se acendem várias velas e uma delas sobressai porque está mais brilhante do que
as outras, significa sorte.
Quando
se acende mais de uma vela, e todas as chamas estão brilhantes e altas
significa que o pedido está abençoado.
As velas são ferramentas de ligação com
nosso Pai Criador e suas Divindades. Ao acender velas criamos elo de ligação
com nossos Orixás, Guias, Mestres e Mentores. As chamas das velas acompanham as
religiões ao longo da história da humanidade. Elas fornecem amparo e aquecem
nosso espírito, promovendo bem estar a quem as utiliza. Seja de maneira
magística ou religiosa a utilização das velas propagam energias e são firmadas
com propósito desencadeiam ações fantásticas em nosso benefício e em benefício
de nossos semelhantes. Nunca devemos esquecer de verbalizar nossos desejos,
pois o verbo é movimento e realização, e o fato de verbalizarmos nossos desejos
estamos programando ações e ligações divinas.
As velas dedicadas aos Divinos Orixás unidas ao
conhecimento dos fatores de Deus promovem ações realizadoras na vida daqueles
que tem fé e acredita no grande poder dos Sagrados Pais e Mães Orixás.
Abaixo uma pequena relação das cores de velas
sincretizadas para cada Orixá:
Oxalá
Velas: Branca, e em casos específicos prata.
Campo de Atuação: Pai Oxalá é a própria plenitude de
Deus, os pensamentos de Deus refletem em Oxalá. Podemos dedicar velas em
diversos casos, pois Oxalá é o Pai Universal da Umbanda, porém Oxalá é o trono
Masculino da Fé, e em casos de falta de confiança, necessidade de congregar
valores ou até apatia ante as coisas religiosas, podemos recorrer e este Divino
Pai.
Oxum
Velas: Rosa, Amarela e Azul-clara
Campo de atuação: Mamãe Oxum, como é carinhosamente
chamada na Umbanda é o Trono Feminino do Amor, quando nos referimos a Amor, não
destacamos somente o Amor entre homem e mulher, mas sim o amor de Deus, amor no
seu sentido amplo e universal. Podemos rogar a Mãe Oxum união para nossa
família, dissipação do ódio e do ciúme, agregação de fatores positivos,
prosperidade material e espiritual. Mãe Oxum também é a Nossa Senhora da
Conceição, portanto em casos de infertilidade podemos pedir seu auxílio, ou até
mesmo na hora de conceber projetos, idéias e ações esta amada e Divina Mãe
Orixá nos ampara sempre.
Oxumaré
Velas: Azul-Celeste
Campo de Atuação: Pai Oxumaré é o Trono Masculino do
Amor, seus dois principais fatores são: Diluidor e Renovador. Este amado Orixá
atua em nossas vidas diluindo os excessos e desequilíbrios e renovando nossas
vidas, os meios de vida e até mesmo os sentidos, para que possamos retomar
nossa caminhada evolutiva. Diluição e Renovação são duas das palavras chaves
para pedidos de auxílio deste Amado Orixá.
Oxóssi
Velas: Verde-Escuro
Campo de atuação: Pai Oxóssi é o provedor de toda a
aldeia, caçador ágil e tenaz. Evocamos este Sagrado Orixá, para que haja
fartura em nossa mesa, que não nos falte o alimento para o corpo e a alma. Pai
Oxóssi é o Trono Masculino do Conhecimento, portanto atua na expansão de nosso
conhecimento e como caçador representa a busca incessante pelo conhecimento.
Obá
Velas: Magenta ou Vermelha
Campo de atuação: Mãe Obá é o Trono Feminino do
Conhecimento, Senhora da Verdade, evocamos esta amada Mãe quando queremos que a
Verdade se faça presente em nossas vidas. Se Oxóssi é a expansão do
Conhecimento, Mãe Obá é a fixação deste conhecimento,portanto podemos evocar
esta Divina Orixá quando tivermos problemas nos estudos,acender uma vela antes
de uma prova para que consigamos fixar conhecimento.
Xangô
Velas: Marrom, Vermelha
Campo de atuação: Pai Xangô é Trono Masculino da
Justiça. Senhor do equilíbrio e da Razão, Pai Xangô pode nos auxiliar em casos
de ações judiciais, e em pedidos para que possamos recuperar nosso equilíbrio e
razão. Devemos clamar pela misericórdia de Xangô e evitarmos clamar sua
justiça, pois afinal somos todos devedores.
Egunitá
Velas: Laranja
Campo de Atuação: Trono Feminino da Justiça, Mãe
Egunitá é o próprio fogo consumidor. Mãe Egunitá é a ação implacável da Justiça
e da Lei. Devemos evocá-la em casos de desequilíbrios, obsessões, e etc. Mãe
Egunitá é o fogo que consome, mas que também aquece nas horas de dificuldades,
evocamos os seu fogo abrasador para nos defender das injustiças e daqueles que
desejam por ventura nos prejudicar.
Ogum
Velas: Azul-Escuro, Vermelha, Branca
Campo de Atuação: Trono Masculino da Lei, Ogum é o
Defensor e Guardião de toda a Criação Divina. Ela é a própria ordem Divina de
tudo e de todos. Senhor de todos os caminhos, podemos pedir a abertura de
nossos caminhos, além de amparo, proteção e defesa contra todo e qualquer mal.
Iansã
Velas: Amarelas
Campo de atuação: Trono Feminino da Lei, Mãe Iansã é a
Senhora dos Axés, pois não há a propagação dos axés sem o direcionamento e
movimento de Iansã. Mãe Guerreira e Defensora da Lei, podemos clamar sua
proteção. Iansã é a direção, é a Luz no fim do túnel, é também esta Mãe Orixá
que direciona os espíritos recém desencarnados aos seus lugares de merecimento,
portanto, quando estivermos sem rumo ou direção podemos clamar o auxílio desta
amada e Divina Mãe Direcionadora.
Obaluaê
Velas: Preta e Branca, Violetas, Brancas
Campo de Atuação: Trono Masculino da Evolução, Senhor
da Sabedoria. Pedimos o auxílio de Pai Obaluaê para nos dotar de sabedoria,
para aquietar nosso íntimo e emoções turbulentas, pois Obaluaê é também o
Senhor da Quietude, afinal o silêncio é a oração dos sábios. Orixá da Cura de
todas as doenças que possam afetar o corpo e a alma, pode recorrer ao seu poder
curador em casos de doenças físicas, emocionais e espirituais. Pai Obaluaê tem
como um de seus muitos fatores a Transformação, portanto podemos rogar a este
Pai Amoroso a transformação de nosso negativismo, ou de qualquer coisa que
possa ser transformada em nossa vida, para que possamos evoluir de fato.
Nanã
Velas: Lilás e Brancas
Campo de atuação: Trono Feminino da Evolução Mãe Nanã é
a Senhora do Saber, da Maturidade. Essa Mãe Orixá atua decantando de nossas
vidas todos os males. O significado da palavra decantar é:
Separar, por gravidade, impurezas sólidas que se
contenham em um líquido, portanto Mãe Nanã atua purificando nossa alma e
sentimentos a fim de livrar-nos dos males que possam afligir nossa mente e
espírito.
Iemanjá
Velas: Azuis-Claras
Campo de Atuação: Trono Feminino da Geração, Mãe
Iemanjá é a Matriz Geradora de todas as coisas geradas por Deus. Senhora da
Criatividade e Mãe das oportunidades, podemos clamar seu auxílio para que gere
o necessário em nossas vidas para continuarmos nossa caminhada ao nosso Pai
Criador
Omolu
Velas: Roxas
Campo de atuação: Trono Masculino da Geração. Pai Omulu
é o punidor de todos aqueles que cometeram atentados contra a vida. Um de seus
fatores é o paralisador de excessos
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
terça-feira, 1 de abril de 2014
O SONHO

O SONHO
Hoje eu tive um sonho.
Sonhei com o Caboclo Cobra Coral.
Cobra Coral é o Caboclo que minha mãe trabalha.
Cobra Coral me levou num terreiro.
Um terreiro muito branco e limpo, que tinha um chão de madeira e paredes brancas.
Um terreiro em que os médiuns todos estavam de branco e com guias coloridas na cor de seus Orixás.
Onde todos estavam descalços, não tinha roupas coloridas nem luxuosas, tudo branco e simples. Não existia vaidade. Tinham iniciantes, oburis, yaôs, Babalorixás e Yalorixás, só identificados pelas guias. Tinha Santas Almas atendendo nas segundas, kardecismo nas quartas e sessões de Orixás, Caboclos, Exus e Ibegis nos sábados. Ninguém mandava em ninguém, todos sintonizados num bem maior: ajudar quem precisava: vivos e mortos. Os Exus trabalhavam com roupas brancas, as crianças comiam doces e bebiam guaraná, os Pretinhos com cachimbos, vinho, café, os Caboclos não tinham enormes cocares que se arrastam no chão. Tinham somente seu charuto e seu curiado, descarregavam com muita curimba e passes. Não existia vaidade, só humildade e caridade. Não existia fofoca nem discussões, afinal os médiuns não tinham tempo pra isso, pois quando não estavam atendendo, estavam estudando. Não se importavam em ser melhores que ninguém, só em ser um servo de Oxalá. Tinha camarinha onde tudo era doado a quem necessitava, asilos, creches, orfanatos. Tinha grupos de arrecadação para ajudar as famílias pobres e os que nada têm.
Tinha festas pra todos os Orixás e entidades, para todo o povo que viesse, tinha muito amor ao próximo, não tinha intriga, nem falsidade, nem vaidade. Só era coroado quem estava preparado pelo Santo e pelo estudo. Tinha fundamento respeitado, não tinha nome este ritual.
Eu nunca vi um terreiro em que todos são tratados como iguais, que os iniciantes são colocados em um circulo e os coroados em volta para desenvolverem os novos. Em que as entidades não misturam a vida das pessoas com o atendimento, onde não existe confusão, onde não existe gente querendo ser melhor que seu irmão, onde as pessoas escondem o que sabem com medo de serem passados pra trás, onde o orgulho e a vaidade são mais importantes que o conhecimento, onde as roupas luxuosas e mirabolantes significam mais que a pureza do branco. Onde não existe a segunda intenção, onde a intenção e somente ajudar quem precisa. Um terreiro que mistura a Umbanda, o espiritismo e o catolicismo sem discriminações. Onde as Almas rezam, Exus rezam, Caboclos rezam sem pensar em compensações. Sem querer saber a cor, a raça ou se a pessoa tem bens ou não. Onde as pessoas antes de entrar na corrente são orientadas e cuidadas, indicadas para sua correta função dentro de uma casa de Santo. Onde todos desenvolvem com todos os Santos, com os irmãos da espiritualidade, que trabalha com psicografia, com passes, com pinturas, com aulas de curimba e de cambonagem. Como pode existir um terreiro assim? Que respeita todos os outros rituais, sem criticas, sem sugestões, sem impor nada. Com toda simplicidade e fé. Com aulas de fundamento, de curimba, de comidas, de dança, de tudo que o médium precisa saber.
Perguntei ao Caboclo: _Qual é esse ritual?
Ele me disse: _ É somente um ritual de amor ao próximo e aos Orixás. Qual nome você quer dar a este ritual?
Eu não soube responder.
Eu não conhecia um ritual assim.
Eu nunca vi um terreiro assim.
Eu queria um terreiro assim.
Acho que vou fazer um terreiro assim. Acho que vou criar um ritual novo. Um ritual onde exista fundamento. Um terreiro em que as pessoas gostem de ir pra se descarregar, pra conversar, se curar, se desenvolver e que as pessoas fiquem pra sempre. Que nunca queiram sair ou desistir dos seus Orixás. Um terreiro que todos sejam irmãos. Um terreiro de Amor e Paz.
E vocês? Não querem um terreiro assim?
E vocês? Que nome dariam a este ritual?
Obrigado Caboclo Cobra Coral por abrir meus olhos e me dar a inspiração.
Hoje eu tive um sonho.
Sonhei com o Caboclo Cobra Coral.
Cobra Coral é o Caboclo que minha mãe trabalha.
Cobra Coral me levou num terreiro.
Um terreiro muito branco e limpo, que tinha um chão de madeira e paredes brancas.
Um terreiro em que os médiuns todos estavam de branco e com guias coloridas na cor de seus Orixás.
Onde todos estavam descalços, não tinha roupas coloridas nem luxuosas, tudo branco e simples. Não existia vaidade. Tinham iniciantes, oburis, yaôs, Babalorixás e Yalorixás, só identificados pelas guias. Tinha Santas Almas atendendo nas segundas, kardecismo nas quartas e sessões de Orixás, Caboclos, Exus e Ibegis nos sábados. Ninguém mandava em ninguém, todos sintonizados num bem maior: ajudar quem precisava: vivos e mortos. Os Exus trabalhavam com roupas brancas, as crianças comiam doces e bebiam guaraná, os Pretinhos com cachimbos, vinho, café, os Caboclos não tinham enormes cocares que se arrastam no chão. Tinham somente seu charuto e seu curiado, descarregavam com muita curimba e passes. Não existia vaidade, só humildade e caridade. Não existia fofoca nem discussões, afinal os médiuns não tinham tempo pra isso, pois quando não estavam atendendo, estavam estudando. Não se importavam em ser melhores que ninguém, só em ser um servo de Oxalá. Tinha camarinha onde tudo era doado a quem necessitava, asilos, creches, orfanatos. Tinha grupos de arrecadação para ajudar as famílias pobres e os que nada têm.
Tinha festas pra todos os Orixás e entidades, para todo o povo que viesse, tinha muito amor ao próximo, não tinha intriga, nem falsidade, nem vaidade. Só era coroado quem estava preparado pelo Santo e pelo estudo. Tinha fundamento respeitado, não tinha nome este ritual.
Eu nunca vi um terreiro em que todos são tratados como iguais, que os iniciantes são colocados em um circulo e os coroados em volta para desenvolverem os novos. Em que as entidades não misturam a vida das pessoas com o atendimento, onde não existe confusão, onde não existe gente querendo ser melhor que seu irmão, onde as pessoas escondem o que sabem com medo de serem passados pra trás, onde o orgulho e a vaidade são mais importantes que o conhecimento, onde as roupas luxuosas e mirabolantes significam mais que a pureza do branco. Onde não existe a segunda intenção, onde a intenção e somente ajudar quem precisa. Um terreiro que mistura a Umbanda, o espiritismo e o catolicismo sem discriminações. Onde as Almas rezam, Exus rezam, Caboclos rezam sem pensar em compensações. Sem querer saber a cor, a raça ou se a pessoa tem bens ou não. Onde as pessoas antes de entrar na corrente são orientadas e cuidadas, indicadas para sua correta função dentro de uma casa de Santo. Onde todos desenvolvem com todos os Santos, com os irmãos da espiritualidade, que trabalha com psicografia, com passes, com pinturas, com aulas de curimba e de cambonagem. Como pode existir um terreiro assim? Que respeita todos os outros rituais, sem criticas, sem sugestões, sem impor nada. Com toda simplicidade e fé. Com aulas de fundamento, de curimba, de comidas, de dança, de tudo que o médium precisa saber.
Perguntei ao Caboclo: _Qual é esse ritual?
Ele me disse: _ É somente um ritual de amor ao próximo e aos Orixás. Qual nome você quer dar a este ritual?
Eu não soube responder.
Eu não conhecia um ritual assim.
Eu nunca vi um terreiro assim.
Eu queria um terreiro assim.
Acho que vou fazer um terreiro assim. Acho que vou criar um ritual novo. Um ritual onde exista fundamento. Um terreiro em que as pessoas gostem de ir pra se descarregar, pra conversar, se curar, se desenvolver e que as pessoas fiquem pra sempre. Que nunca queiram sair ou desistir dos seus Orixás. Um terreiro que todos sejam irmãos. Um terreiro de Amor e Paz.
E vocês? Não querem um terreiro assim?
E vocês? Que nome dariam a este ritual?
Obrigado Caboclo Cobra Coral por abrir meus olhos e me dar a inspiração.
Nilo Coelho
Assinar:
Postagens (Atom)





