quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Catimbó e a sua importância para a Umbanda!!!


A  Umbanda,  religião  genuinamente  brasileira,  é  um  misto  de  Cristianismo, Espiritismo, Catolicismo, culto aos orixás e Catimbó. A Umbanda tem seu edifício solidificado nas bases principais do evangelho cristão, e sua maior lei é Amar a Deus sobre todas as coisas e o amar ao próximo como a si mesmo. A Umbanda é uma religião, espírita - magista, trabalhando com os espíritos desencarnados, de diversas faixas vibratórias, a Umbanda, tem seu catecismo em simbologias enigmáticas (Pontos riscados, cantados, velas coloridas, etc.)
A Umbanda é voltada para a prática da caridade (fora da caridade não há salvação), tanto espiritual quanto material (Ajuda entre irmãos), propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.
Hoje o culto do catimbó começa a ser difundido numa rapidez tão grande, como no começo. O Catimbó, ainda hoje cultuado nas terras do Norte e em algumas casas tradicionais de Umbanda, tem significativa importância no processo de entendimento e decodificação da Umbanda Brasileira.
Pajelança, Torés, Rituais de Fogo entre outros, fazem parte desta linha de trabalhadores da Umbanda, que erroneamente são confundidos com Exus ou com espíritos maléficos. O ritual do Catimbó, ainda hoje pouco estudado mais muito difundido, emprega a magia das fumaças dos cachimbos virados,  dos toques dos antigos atabaques, chocalhos e maracás. A presença desses mestres e mestras é constante já há muito tempo, mais de forma errada e por se apresentarem junto com os Exus, passaram a ter ser culto difundido de forma errada. Trabalham em uma faixa de energia vibratória muito parecida com a dos Exus, ou seja o preto começando a clarear para o vermelho.
Daí a necessidade da incorporação nas giras de Exu. Como o culto do Catimbó foi esquecido e eles precisavam trabalhar e prestar a caridade, encontraram na gira de Exu a faixa vibratória perfeita para realização dos trabalhos.
São entidades presentes desde o começo da Umbanda, conhecendo todas as magias e feitiços. Não tem compromisso com qualquer orixá ou entidade, respeitando somente a força de uma árvore conhecida como Jurema. Segundo os mestres do Catimbó, é da jurema que foi feito a cruz para crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Trabalham com fogo, fumaça, pontos de fogo, caldeirões com feitiços, punhais e ossos. Trazem na sua origem os sertões do nordeste onde a fome era predominante, e o sol maltratava a todos.
Muitos foram vaqueiros, tocadores de boi e andarilhos sempre a procura de alguma diversão ou amores com mulheres da vida (algumas hoje também são grandes mestras do Catimbó). Hoje o culto do catimbó, começa a tomar força novamente e algumas casas já dão suas giras separadamente das giras de Exu. Suas bebidas vão desde a cachaça, passando pelas cervejas e chegando até os misturados das terras do norte, tipo Aluá.. Não são assentados e tem por obrigação a sua casa na entrada dos barracões. São cultuados junto com as almas das segundas-feiras, recebem suas oferendas em portas de bar e em subidas de morro. Tem predileção pelo peixe frito e pelos petiscos em geral. Suas guias são de preto, vermelho e  branco. Se vestem com roupas claras e alguns com roupas típicas das regiões onde viveram.
A UMBANDA DE ZÉ PELINTRA

Fica difícil falar em Catimbó sem citar o mais conhecido de todos os malandros e chefe dessa magnífica falange, Seu Zé Pelintra.

Tem sua importância hoje difundida ao ponto de ser sinônimo de catimbó e de culto da Jurema. Ogã de Xangô e morto pelas costas pelo amor de uma velha malandra, hoje Zé Pelintra é difundido e falado em toda as linhas do santo, como grande malandro e boêmio.

Grande mestre do Catimbó, comanda a falange dos mestres e mestras juremeiras e no plano espiritual continua ensinando e difundindo o culto.

Dentre os Mestres e Mestras mais conhecidas, podemos citar Zé pelintra, Mestre Junqueiro, Mestre Chico, Mestre Antônio, Mestre Bira, Carioquinha, Mestra Maria Tereza, Mestra Maria da Luz, Mestra Josefa de Alagoas entre outras. Hoje a saudação usada pala louvar os mestres do Catimbó é A COSTA!!!



A UMBANDA DE SEU MARTIM PESCADOR


São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.

Em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras do Catimbó. Em algumas regiões são conhecidos como baianos ou marujeiros. Quase sempre se apresentam bêbados, e tem em suas danças o balanço das ondas do mar. Suas cores são o branco e azul, vem quase sempre vestidos de marujos, tem no peixe o seu símbolo máximo, comem todos os tipos de frutos do mar e bebem também a cerveja e a cachaça. Sua saudação é TRUNFÊ, TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, A COSTA MARUJADA!!!

POMBA GIRA GUARDIÃ ROSA DA NOITE

Rosa da noite é responsável por proteger as pessoas viciadas em
álcool e drogas em geral, do assédio vampirizador de entidades malévolas, que
costumam sugar a energia dos encarnados e fazer com que os mesmos se tornem
cada vez mais dependentes dessas drogas.
Sabe-se que na grande maioria dos casos de alcoolismo, existe a influência de
espíritos obsessores. Esses espíritos que são os , algozes da vida atual, foram as
vítimas de vidas passadas desses encarnados, que hoje vingam-se através das
influências negativas e hipnóticas que exercem sobre os que consideram seus
devedores.
Essa Guardiã tem por missão freiar ou impedir, caso já haja merecimento por
parte da "vítima", a ação desses obsessores.
Esse é um trabalho extremamente difícil, visto que para o viciado se libertar da
ação de seus obsessores, necessita de aprimoramento moral e espiritual.
E por outro lado, os espíritos perseguidores, necessitam também de reconhecer
o erro que cometem e aceitarem a submissão às leis divinas.
Semelhante atrai semelhante.
As Guardiãs podem, como já foi citado, freiar e minimizar a ação
desses espíritos, todavia, se o encarnado continua a manter sentimentos,
desejos e pensamentos que sintonizam com seus obsessores, ele os atraí
novamente.
Rosa da Noite, optou por trabalhar junto à encarnados viciados
por ela mesma, já ter vivido como tal.
Também não recebe oferendas e raramente incorpora, trabalha diretamente
junto aos seus protegidos.
Cumpre as missões determinadas por Dona Rosa Caveira.

Saravá Dona Rosa da Noite!
Claudia Baibich
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domingo, 30 de maio de 2010

OBRAS 30/05

  MUITO OBRIGADO A TODOS QUE COMPARECERAM
AXÉ, AXÉ, AXÉ.

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Sobre Cobranças de Consultas na Umbanda

Lembro-me de quando fundei o CECP, um dos médiuns fundadores sugeriu que estabelecêssemos uma quantia para que os médiuns da Casa pagassem mensalmente visando ajudar na manutenção física da mesma. 
         Embora tenha ficado constrangida na ocasião, acabei por aceitar, pois vi que realmente iria precisar de toda ajuda possível, pois construira o Centro com recursos próprios, sem nunca haver recebido qualquer tipo de ajuda financeira.

         Confesso que sempre tive dificuldades com relação a esta questão. Talvez porque ouvi da Preta Velha que tenho a honra de trabalhar, Vovó Maria Conga, que “quem não pode com a mandinga, não carrega patuá”. Só que me conscientizei que havia criado uma instituição pública, o terreiro não era meu, mas de todos.

         Tão logo tive condições, criei uma cantina que auxilia fortemente nas despesas de nossa Casa até os dias de hoje.

         Hoje o nosso terreiro “se paga”, ou seja, todas as despesas de manutenção são pagas com o dinheiro arrecadado das mensalidades dos médiuns e da cantina.

         Solução mais difícil e demorada? Certamente! Mas a certa!

         Não se pode misturar o sagrado com o profano.

         Umbanda é Caridade e Caridade não é dar o que está sobrando, mas dividir o que se tem!

         Quando temos a graça de receber em nosso templo sagrado, ou seja, em nossos corpos, as vibrações de nossos guias e mentores, devemos ter esse templo limpo e livre de contaminações terrenas.

         A mediunidade é graça divina para a queima de nosso carma, não pode ser maculada com trocas, com venda, ou mercantilização da fé!

         Costumo ouvir pessoas dizerem que não vêem nada de mais em se cobrar um pequeno valor, ou uma esmola nas consultas... e que já que na Umbanda não se pode cobrar, então “o que faço em meu terreiro não é Umbanda”? Eu respondo: o que você faz não é caridade, você faz troca, logo, não é Umbanda!

         Você está maculando os nossos guias e mentores sim! Você está maculando o nome da Umbanda! Você está mercantilizando a fé! Você está trocando por alguns níqueis a palavra do preto velho, a energia de caboclo e isto meu amigo, NÃO É UMBANDA! 
       
É papel do dirigente, auxiliado por seus filhos, buscar os recursos materiais para a manutenção de sua Casa, em nível também material e nunca buscar no espiritual esses recursos.

Não ver nada demais em se cobrar um pequeno valor para auxílio nas despesas é na realidade eximir-se do compromisso enquanto médium do comprometimento com a manutenção da Casa que é dele também.

Mas, eu não interfiro no quanto cada médium está envolvido e compromissado com a Nossa Casa, por isso no CECP a mensalidade não é obrigatória! Paga quem quer e quanto quer e pode!

Por outro lado a assistência também “não ver nada demais” em pagar pequena quantia pela consulta que terá, dá a ela o “poder” de exigir pela qualidade de resultados que estão exclusivamente em nível espiritual. É como quando compramos um produto, passamos a ser donos dele e podemos exigir resultados. 

Sabemos que a espiritualidade não funciona assim, tudo depende do merecimento de cada um e não do valor pago na consulta. A espiritualidade superior não está a venda!

A paga também serve para jogar para o guia ou para a Casa a responsabilidade de seus atos escusos! “To pagando... quero resultados!”

Em suma, não se mistura a necessidade material com a espiritual! São água e óleo!

          Cabe a mim, enquanto dirigente a responsabilidade principal, embora isso não exima os meus filhos de uma co-responsabilidade, mas nunca serão obrigados a contribuir! NUNCA! Aliás, eu não tomo conhecimento de quem paga mensalidade, de quem faz doações, etc... Existe uma tesoureira que cuida de tudo o que diz respeito a essa parte.

         Não podemos “jogar” para os nossos amados guias a responsabilidade por nossas despesas materiais, estabelecendo qualquer valor para este momento de graça e glória.

         Então “não tem nada demais” expô-los a nossa mesquinhez?

         Eles não precisam de templos bonitos, quem precisa somos nós!

        Eles precisam de médiuns que desejem verdadeiramente fazer caridade, ou seja, dividir o que se tem!

         Ninguém recebe tratamento diferenciado em Nossa Casa por haver contribuído ou deixado de contribuir seja filho ou consulente!

         É fundamental a clareza de propósitos e intenções!

         Ainda não ficou claro o que é Umbanda? “É a manifestação do espírito para a Caridade” Caboclo das 7 Encruzilhadas por ocasião da anunciação da Umbanda no plano físico. E o que é caridade? É dividir o que se tem.

         “Quem não pode com a mandinga, não carrega patuá”, se não tem condições materiais de abrir terreiro, certamente não tem espirituais também! Porque mesmo passando por inúmeras dificuldades, nada justifica cobrar pelas consultas!

         E sabe baseada em que afirmo isso? Porque a espiritualidade superior trabalha em favor daquele que reúne as condições espirituais. Eles precisam de tão pouco para trabalhar... nós é que precisamos de muito. Muito aprendizado e humildade! Aceitar o fato de que não reunimos condições (materiais e espirituais) para abrirmos um terreiro é muito difícil... é mais fácil abrir e cobrar pelas consultas. Só que não é Umbanda!

Mãe Iassan
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