quinta-feira, 27 de maio de 2010

O BLOG - INFORMAÇÕES

BOA NOITE IRMÃOS DE FÉ!

ATENÇÃO:
REUNIÃO GERAL DOMINGO DIA 30/05
ÀS 15:00 HS.
_____________________________
CONVITE A TODA COMUNIDADE:
 DIA 05 DE JUNHO (SÁBADO) AS 19:00HS. FAREMOS UMA FEIJOADA EM HOMENAGEM
AOS PRETOS VELHOS.
  AGRADECEMOS SUA COLABORAÇÃO COM CARNES,
LINGUIÇA, ETC. (TRAZER ATÉ QUINTA DIA 03)

________________________

QUEREMOS DAR OS PARABÉNS A QUERIDA AMIGA VANILDA PELA SUA COROAÇÃO DE YALORIXÁ.
QUE OXALÁ LHE CUBRA COM SEU MANTO SAGRADO.


________________________________________

VCS. DEVEM TER NOTADO ALGUMAS MODIFICAÇÕES NO NOSSO BLOG.
TODAS, ESPERAMOS, QUE VCS. GOSTEM.

1 - NA LATERAL ESQUERDA TEMOS AGORA, A PEDIDOS, UMA TV COM AS ÚLTIMAS FOTOS DAS OBRAS, SENDO ATUALIZADA TODOS OS DOMINGOS.

2 - UMA PESQUISA SOBRE O BLOG ESTÁ SENDO FEITA, QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO, RESPONDA POR FAVOR.

3 - VC. PODE ASSISTIR A TV SARAVÁ UMBANDA, COM UMA PROGRAMAÇÃO VOLTADA EXCLUSIVAMENTE A NOSSA RELIGIÃO.

4 - TEMOS UM MAPA QUE VC. PODE SABER QUEM NOS VISITA NO MUNDO INTEIRO, BASTA CLICAR NELE, CADA BOLINHA VERMELHA SIGNIFICA VISITAS FEITAS NOS DIVERSOS PAISES. QUANTO MAIOR A BOLINHA MAIS ACESSOS.

5 - DOMINGO TEMOS OBRAS E ESPERAMOS POR VCS.

GRANDE ABRAÇO E MUITO AXÉ.

NILO COELHO


ANJOS DA GUARDA

Você sabe a importância dos anjos da guarda na Umbanda?

Bem, os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento
também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.

Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho
contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.

É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com
demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.

E para os médiuns?

Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os
próprios Orixás e Entidades.

Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.

Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.

Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da
desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.

O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.

O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que
procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).

O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas... Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.

Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.

O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.
Seu Anjo da Guarda te Chama!

Quando o médium fica meio em transe após a incorporação, alguns dirigentes colocam a
mão sobre o coração do médium e dizem: “_fulano seu anjo da guarda te chama!”
Esta era uma prática comum antigamente (não há como datar precisamente) de benzedeiras.

Elas utilizavam esta frase como uma pequena oração para pessoas que não se achavam
plenamente conscientes por vários motivos (mediunizadas, epilepsia, desmaio, etc.).
Tal prática talvez tenha sido trazido para a nossa amada Umbanda por alguma Preta Velha, já que é de pleno conhecimento nosso que muitas Delas foram exímias benzedeiras.

O Anjo da Guarda é visto como o Mentor de nossa razão, de nossa consciência; Desta forma este é um chamado ao restabelecimento da consciência com implicações magísticas.

Ao fazer referência ao nosso anjo da guarda, chamando-nos de volta ao domínio das
faculdades no corpo físico após o transe mediúnico, ocorre uma espécie de invocação a nós mesmos.


Você Aprendeu:
A importância do Anjo da Guarda para o Médium, suas funções, como entrar em sintonia com ele.

FONTE: SEMAV - SOCIEDADE ESPIRITUALISTA MATA VIRGEM

Médiuns Inconscientes?

COM RELAÇÃO A POSTAGEM DE 23 DE MAIO "NÃO ME LEMBRO DE NADA",
RECEBI EMAIL DO BABALORIXÁ CELSO DE XANGO COM TEXTO DE A. ARAUJO, QUE ESCLARECE UM POUCO MAIS O ASSUNTO:

Alegar que médiuns que são conscientes mais afirmam ser inconscientes por uma questão de vaidade apenas, é fechar os olhos para uma triste realidade de nossos terreiros; a ignorancia pautada no misticismo e falta de estudos sobre suas prórpias capacidades. Sabemos perfeitamente que a Mediunidade na Umbanda vai muito mais além do que Orkut, Internet, livros, apostilas, materiais didáticos sobre mediunismo, grupos de estudos e uma educação teorica sobre o assunto. A verdade é que a grande maioria das pessoas , sejamumbandistas, e de um modo geral, não tem acesso a livros, a leitura, e a grupos de estudos que lhes propicie um esclarecimento amplo de tantas fontes competentes que atualmente abordam o assunto MEDIUNIDADE , SEUS MECANISMOS E APLICABILIDADE.

O desenvolvimento é apenas “a moda antiga”, – bota roupa entra na roda e deixa o “Santo pegar”. E antigamente , tabém sabemos bem que o misticismo , desinformação e falta de uma preocupação em amplicar e obter conhecimentos sobre mediunidade era nulo. E até hoje existem PDS /dirigentes que nem sabem o que seja psicofonia (o que em momento algum desabona seu trabalho enquanto médium), mas só passamos o que temos aos nossos filhos. Se eu nada sei sobre mediunidade, nunca me instrui sobre o assunto, o que posso passar a meus filhos ??? O que aprendi…. pautado em MINHAS EXPERIENCIAS PESSOAIS MEDIUNICAS… que sabemos hoje que cada um , tem a sua propria experiencia e a forma que a mediunidade se apresenta pra mim, não será igual a que se apresenta pra você. Sentirei -a de forma diferente.
E antigamente , como ninguem tinha uma preocupação com um estudo sobre o assunto, havia muita nebulosidade sobre o assunto. Acreditava-se de que eramos “possuidos” pelo espírito.

De que ao estarmos em transe, mediunizados o espirito entraria em nós e tomaria nossa mente, nossa consciencia, e que ao retornarmos , de nada lembraríamos. Claro que as manifestações espírituais outrora, eram mais ‘intensas” e médiuns inconscientes eram mais comum que nos dias de hoje, principalmente em termos de Umbanda, que as manifestações tem um carater mais consciente do que outras manifestações religiosas intercambiáveis espiritualmente falando.

E até hoje, a grande maioria das pessoas acreditam que ao estarmos incorporados, de nada lembramos, pois o espírito toma conta de nós e so voltamos quando o mesmo deixa nosso corpo.

Essa crença é fruto de mais de 70 por cento dos médiuns iniciantes e ela é a causa primária da grande dúvida que atormenta dos médiuns que sentem suas primeiras manifestações. ” será que era eu ou era minha entidade ? Acho que era eu mistificando , porque eu via e ouvia tudo”. E acreditem, muitos vivem em completo tormento e martírio, acreditando que está mistificando , pelo simples fato de ver e ouvir tudo o que se passa, ao estar sob influencia da entidade. Por medo de perguntar e ser taxado de mistificador, se cala e segue seu desenvolvimento baseado no medo e desconfiança de si mesmo. Descrente e duvidoso se de fato, é médium , ou está sendo influenciado pelo sua propria mente. Muitos abandonam e os que n conseguem deixar o trabalho medíunico, escondem sua consciência por anos, por medo de serem acusados de charlatãos e marmoterios. Porque ocultar sua consciência ? Segunda causa observada. Ainda sem sair desse âmbito de desinformação que é , infelizmente, reinante na Umbanda e seus frequentadosres (assitências, estes mesmos é que não tem obrigação de entender ou procurar entender sobre mediunidade), e a crênça que “se tá MESMO com santo, não vai lembrar de nada”…. O assitente acredita fielmente de que ao estar com a entidade é somente ele e a entidade. E sente-se seguro e confiante em se abrir sobres seus segredos mais íntimos e as vezes “cabeludos”. Muitas vezes, se ele souber que o médium também está ali, ele certamente acharia que tudo não passa de enganação. Pois o que ele sempre ouviu falar e que não se sabe de nada quando estamos incorporados com nossas entidades. E a própria entidade não conseguiria atingui-lo, ou seja, não conseguiria a confiança dele, para poder o ajudar.

E muitas vezes deixa-se de socorrer um pessoa por uma causa , ao meu ver, pequena. Muitas vezes para ministrar um remédio curador, é preciso dizer ao doente que é água. Certos vícios , não se desvincula assim de uma hora pra outra. Principalmente quem está de fora, ou seja, no caso dos assistentes, os socorridos da umbanda, não tem obrigatoriedade de conhecer mecanismos mediúnicos, e mais ainda , nossos fundamentos. E náo será num dia, que todas as ideias mistificadas de anos e anos , do ouviu a avô dizer, a bisavô, o tio, vai de dissipar assim. Porém no caso do médium , este sim , tem obrigação de saber, conhecer e repassar a seus irmãos.

SER CONSCIENTE, LEMBRAR , VER E OUVIR TUDO O QUE A ENTIDADE FALA E FAZ DURANTE O PROCESSO INCORPORATIVO, É NORMAL, NATURAL E MUITO MAIS DA METADE DOS MÉDIUNS PASSAM PELAS MESMAS COISAS. MESMO OS QUE JURAM QUE DE NADA LEMBRAM. VOCÊ NÃO É LOUCO NEM MARMOTEIRO PORQUE OUVE TUDO O QUE A ENTIDADE DIZ AO CONSULTAR ALGUÈM.

Embora todos os estudos que há atualemente sejam insuficientes ainda para comprovar ou afirmar tais teorias sobre a psicofonia/incorporação e fenômenos mediunicos com relação a consciência /inconsciencia…..Alguns elementos que podemjos observar que ainda são retrados de “IDEIAS MITICA”, EQUIVOCADAS ou sem nenhum embasamento amplo e coletivo, apenas obervações individuais, mediantes capacidades proprias de um determinado individuo. Por exemplo; a relação que se faz entre consciência e domínio maior por parte do espírito comunicante. Acredita-se que ao estarmos inconscientes, o espírito nesse caso, teria total domínio do corpo do médium, que um médium consciente por exemplo não poderia oferecer. Engano.

Ter ou não dominio do corpo do médium e este ficar sem poder ter nenhum tipo de controle de seu corpo, NADA TEM A VER COM NIVEIS DE CONSCIENCIA. Uma entidade pode ter controle do corpo do médium, deixa-lo impotente, sem poder exercer seus movimentos por vontade própria sem que em nenhum momento , este médium perca a consciência do que está ocorrendo. Logo, ser inconciente ou não……não está via de regra , relacionado com dominio total ou mesmo parcial do espirito sobre o médium. Ledo engano é , achar que a comprovação de uma incorporação de fato e real, está em nossa inconsciência… muitos mediuns iniciantes rezem, oram , imploram pra pelo menos um dia, ficarem inconcientes, pois so assim , eles passariam a acreditar em sua propria capacidade e acabaria com tanto tormento. Porém, ficar inconsciente ou não, não alega nem prova nada. O que , se fosse algum projeção de sua mente apenas, ele poderia inconscientemente , perfeitamente bloquear sua memória durante o “suposto transe mediunico” e de nada ele lembraria , após a “suposta incorporação.

Tal qual alguns disturbios psiquicos e psicologicos provacam perda da memoria em paciêntes com tais disturbios, como dupla ou multipla personalidade. Que causa total ausencia de memória durante a manifestação de outra personalidade do paciente, que de nada lembrará. Porém, perder os movimentos motores e controle dos orgãos da fala, é o primeiro fato comprobatório de que há uma força , além de nossa mente que age sobre nós, direcionando nossos movimentos com vontade propria e que é inteligente, pois pode manifestar individualidade , aquem de nossa propria inteligencia e saber. O que ficaria muito mais díficil , ser uma caraterização de nossa mente agindo, pois , inconscientemente , não é algo que queremos ou imputimos em nós, como no caso dos disturbios psicológicos, que por mais que naquele momento seja algo aquem de nossa vontade, é criação de nosso querer , de nossa vontade , mesmo que não tenhamos consciência disso.

O ser humano é UNO. Ele não pode manifestar uma inteligencia além da sua, uma vontade que denota uma inteligencia, uma consciência além dele mesmo, que não seja outra consciencia/um outro espírito. Uma outra observação que pouco se faz, a diferença entre psicofonia e incorporação. Se eu perguntar o que é incorporação , e seus processos, a grande maioria vai dizer, é a mediunidade que os espíritos usam para falar através do médium, mediante a um ‘acoplamento” , o espírito encosta no médium , lhe transmite mentalemnte as mensagens , o médium interpreta mentalmente e transmite como ouviu. Ou seja, as mensagens passa pelo médium, que exterioriza o que o espirito fala, é uma comunicação entre corpo astral do médium e do espírito. Não discordo, porém acrescento… esse ‘acoplamento” pode ser mais intenso ou não…. quando é mais intenso, dando a sensação de perda de controle e transe mediunico, podendo interferir nos movimentos do médium , pelo maior proximidade da energia da entidade, principalmente se esta energia for de um padrão mais distante do médium, ou este não estiver ainda em harmonia sincrônica com suas entidades, costuma-se chamar de INCORPORAÇÃO. Se for um acoplamento mais sutil, costuma-se chamar de mediunidade intuitiva. Porém, ambas tem o mesmo processo.. basicamente são iguais….. E é esse tipo de mediunidade que está em grande número na Umbanda. Podemos dizer que a maioria das capacidades mediunicas em nossa Seara são intuitivas, em maior ou menor grau. E este tipo de capacidade , dificilmente interfere na consciência do médium, impedindo-o de lembrar e estar “presente” no momento da manifestação de seua entidades.

O termo incorporação, tomou um status genérico que emgloba todas as capacidades de comunicaçao que precise que o médium transmita a mensagem que o espírito que dar. Porém a psicofonia tem carater diferenciado. Para que haja um fenomeno psicofônico, o espírito precisa via de regra, agir sobre os orgãos da fala do médium. Podendo essa psicofonia ser mecânica, comparando a psicografia mecânica, onde o espírito toma a mão do médium , sem que passe por sua mente, e nesse caso , podendo escrever em linguas e usar letras que o médium desconhece..ou semi mecânica, onde o comando passa pela mente do médium, que registra tal controle e age diretamente nos orgãos que irá exercer a comunicação.

Tais capacidades, principalmente as mecânicas , são extremamente raras atualmente, e em temos de Umbanda , mais raras ainda. E estas porem exercer uma perda de memoria/consciencia em maior ocorrência do que, o que se classifica hoje como incorporação. Ser ou passar a ser inconsciente ou não ao contrario do que se pensa, não está relativo a TEMPO DE DESENVOLVIMENTO, status ou melhor capacidade mediunica. Ser ou não in-consciente não é um estado permamente, principalmente se tratando de Umbanda. O que podemos observar é que a entidade pode – claro mediante a uma possibilidade particular do médium – inferir em determinado momento/dia uma inconsciencia, se assim achar necessário. Porque então se obseva que muitos médiuns com o passar de anos no labor , passa a ser inconsciente ?? Capacidade particular dele, que as entidades e seu proprio espirito está fazendo uso, pelo carater que tomou o trabalho mediunico.

Muitas vezes o espírito do médium, sai literalmente em desdobramento , vai se ocupar de outras coisas em outros planos, e deixa a entidade trabalhar, tamanha é a afinidade e confiança que se estabeleceu, como também após anos e anos de labor mediunico, o trabalho constante parece tomar um carater similar e o espírito do médium , muitas vezes aproveita esse tempo para ocupar de outros ensinamentos e trabalhos em outros planos. Porém , nem todos os médiuns tem propriedades espirituais que lhes permita tais viagens astrais em dado momento.

So pra resumir… a consciência ou inconsciência requer uma série de fatores e condições , que mesmo que não esteja fehado o assunto nos meios de pesquisa, podemos através da observação de outros médiuns ratificar e retificar, esclarecendo, muitas teorias que em voga, prejudicam e muito o desenvolvimento mediunico.

É muito comum no inicio das incorporações no desenvolvimento medíunico, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc…

Todos já passaram por isso.

Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca ” se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do inicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium. E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação, ‘interatividade” que é peculiar nesse ínicio, ocorre maior incidência de uma interferência do médium, sobrepondo a da entidade. Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua propria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.

Muitas pessoas desistem no ínicio, por não aceitar sua consciencia e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. E para a Umbanda a afinidade e sintônia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a propria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser pemitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.

Quando passamos a entender certos processos, eles passam a nos soar mais familiares, a parecer mais simples e natural, nem nos causar mais tanto medo e insegurança, principalmente se temos a oportunidade de estar em contato com outros que passam o mesmo ou parecido com o que passamos. Assim criamos mais segurança e vencemos o medo do desconhecido.

Não se apresse, não se precione , nem permite que outros façam isso. Cada pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente “abertura de canais mediunicos”, mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação…e não mais agonia, desespero, medo e insegurança…. Tente aproveitar com serenidade, leveza e amor as vibrações que você sente dos seus guias, esse é um momento único na vida de qualquer pessoa.

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E VC. O QUE ACHA? MANDE SUA OPINIÃO.

Como ser um Médium?

Saber como iniciar seu desenvolvimento mediúnico é importante a todos médiuns, muitas vezes depara-se com dúvidas e incertezas, mas tem medo ou vergonha de perguntar, isto deve ser sempre tratado com muito carinho pelos dirigentes da casa, deveria ter sempre nas casas um tempo de estudos e nestes dias tirar as dúvidas dos médiuns iniciantes, e nunca se esqueça que todos ja passaram pelas dúvidas e aprendizados que você deve passar.
Sempre digo que o kardecismo é muito mais tolerante que a Umbanda. Na mesa um espírito incorpora, deixa uma linda mensagem de amor ou de advertência para os perigos mundanos sem a necessidade de dizer seu nome. 
Na umbanda ele tem que incorporar no ponto de chamada, com a tipicidade da linha (caboclo, preto-velho ou criança), cumprir todas as ordens da hierarquia do terreiro, riscar o seu ponto individual, beber, fumar e dar seu nome, correndo o risco de, se não cumprir tudo, ser chamada a sua atenção. Claro que tudo será feito com cautela e tempo de treinamento. Para chegar a isso, o médium passa uma dificuldade de saber o que fazer dentro do terreiro. Ele está incorporado com o orixá, sentindo toda sua energia, mas ainda falta muito para dar o passo certo como cavalo bem domado, chegando mesmo em alguns momentos achar que o espírito se afastou, fato explicado pelo impulso mental do médium. Nessa parte quero chamar a atenção de um fato de grande importância. Dificilmente um médium é sonâmbulo (ou inconsciente, como alguns dizem), sendo o mais comum o médium consciente, aquele que sabe o que está acontecendo mas não tem o controle das palavras e dos gestos. É o que chamamos de terceira energia. Vejam como funciona: existe uma fusão do espírito do médium com o espírito comunicante, criando-se uma terceira energia. Gosto de dar exemplos. O café e o leite, separados, são puros. Misturados criam uma terceira bebida, podendo ser mais preto ou mais branco, conforme a quantidade das bebidas. Mas sempre, a união de ambos, terá uma terceira qualidade. É impossível a comunicação pura do espírito. O importante é a presença do espírito, com maior ou menor intensidade. 
Voltando ao médium perdido no terreiro, o seu impulso inicial é procurar alguém para lhe dar um passe ou tocar em sua testa. Muitos dirigentes não gostam desse procedimento e inibem o espírito de fazer isso, o que é um erro porque, talvez até mais que o próprio dirigente, é o espírito quem quer o desenvolvimento de seu cavalo escolhido. Recomendo para minha hierarquia deixar que isso aconteça, sem exageros, é claro. Com o decorrer do tempo esse médium ganha um charuto, cachimbo ou cigarro de palha, conforme a entidade, e é quando ele começa a se acalmar, até procurar um lugar para sentar. Daí para riscar o ponto é bem mais rápido. Quero anotar aqui, para conhecimento dos médiuns em desenvolvimento, alguns erros que atrapalham bastante a evolução da mediunidade: 

  • não procurar, sob nenhuma hipótese, tentar adivinhar o nome do espírito; 

  • não querer riscar o ponto sem antes estar bem assentado com a entidade; 

  • não tentar dar avisos e recomendações a ninguém; 

  • não ter ciúmes do espírito e não pensar que ele é seu, porque espírito não tem dono.

  • 1 - É comum o médium incorporado procurar um amigo seu para lhe dar um passe ou falar com ele, e isso não invalida a incorporação e não quer dizer que foi o médium que procurou e não o espírito, principalmente porque a entidade sabendo das dificuldades de seu cavalo tenta de todas as formas facilitar a incorporação. Alguém já me perguntou como o espírito sabe que a pessoa é amiga do médium. Respondi convicto: mais do que o guia ninguém conhece tanto os amigos de seu protegido, o médium deve sempre saber que existem uma evolução espiritual em sua alma, aceitando o compartilhamento de seu corpo, isso é gradativo, não se pode efetuar essa transição muito rápida, então inicie seu desenvolvimento com calma e clareza, o tempo estará a sua disposição e as entidades sabem o momento certo de qualquer execução espiritual.


  • 2 - É fundamental ao médium confiar nos dirigentes do terreiro. os estudos são muito importante para o médium, pois com a sabedoria da matéria os espíritos conduzem com mais facilidade os trabalhos, ou seja quanto mais se aprende mais o espírito utiliza o saber do médium, isso não quer dizer que os trabalhos estão sendo produzidos pelo conhecimento da matéria, mas sim concluídos com mais dedicação por ambos, sendo a dualidade na sintonia pura da alma, pois a alma de ambos estão em paralelo, nunca sua alma sai de seu corpo para dar lugar a uma entidade, isso é folclore.

    Procure sempre uma Casa comprometida com a caridade, saiba também que ser um médium exige muita disciplina e respeito ao próximo, terá que dispor de horas de trabalhos em proveito de seu semelhante, dar muita energia e também recarrega-las quando necessárias.

Emidio de Ogum

Relacionamentos Amorosos?

Recebemos algumas  solicitações de auxílio para a compreensão dos motivos que os relacionamentos amorosos não estão “dando certo”, ou porque a pessoa está sofrendo a atuação ou ataque de espíritos trevosos ou obsessores.
As pessoas ao fazerem a explanação dos seus problemas, invariavelmente dizem não entender o porque das coisas, e ouvimos coisas do tipo:
·         Há cerca de 2 anos conheci e comecei a namorar um homem, que se diz apaixonado por mim, embora ainda casado, eu adoooro ele e não tenho problemas pelo fato dele ter família...
·         não sou uma má pessoa, não quero fazer o mal pra ninguém...
·         o que eu fiz pra merecer isto?
·         Não consigo entender a implicância da minha mulher para que eu tome um chopp  com meus amigos num barzinho... eu sempre fiz isso... desde minha época de solteiro... por que ela insiste em me mudar???
Como é fácil colocar a "culpa" no outro, não é verdade? Como é fácil ver como “natural”, o que fazemos e como absurdo ou errado o que os outros fazem, não é mesmo?
         E me pergunto: como será que as pessoas que se relacionam com alguém casado se sentiriam se estivessem no lugar do cônjuge traído? Como essas pessoas que saem de casa para “tomar um chopp com os amigos”, abandonando os compromissos assumidos, se sentiriam se o seu parceiro ou parceira fizesse a mesma coisa?
         Sem dúvida, são todas pessoas “boas” que não “fazem mal a ninguém”, que só querem “viver em paz”, mas que também não fazem bem nenhum a ninguém. São apenas egoístas...  e presunçosas. Egoístas pois só pensam em seu próprio prazer e satisfação e presunçosas porque tem opinião demasiado boa e lisonjeira sobre si mesmos, imodestas, vaidosas.
         Será que elas acham que atitudes egoístas, presunçosas, interesseiras, escusas, envolvem apenas a si mesmas? Será que pensam que não atrairão companhias invisíveis que vibrem  na mesma faixa de interesses? Será que pensam que fazerem apenas o que desejam e sentem vontade não magoará ou desrespeitará ninguém?
         Obsessor só se aproxima de nós se houver algum tipo de afinidade. Não fazer o mal a ninguém não é garantia de mantermos espíritos trevosos longe de nós. Não é só ódio, revolta, raiva que atraem obsessor. Indolência, egoísmo, volúpia, desrespeito com o sentimento do próximo também atraem. E essas pessoas ainda perguntam o que fizeram para “merecer isto”... procuram os terreiros de Umbanda, considerando tudo uma grande injustiça; quando não afirmam categoricamente que a esposa esquecida em casa , ou a mulher do seu amante está fazendo macumba!!! Como se os terreiros de Umbanda fossem “Tendas de Milagres” e tivessem obrigação de resolver os problemas que elas mesmas criaram.
         Aí ouvem um “sabão” da entidade que foram se consultar e ainda saem dizendo que o terreiro não presta... e coisas do tipo: “Vou lá naquele pai de santo que cobra “X” reais para desmanchar esse feitiço. Pago e me livro disto!! Essa lenga-lenga de “orai e vigiai” não é prá mim pois não estou fazendo nada demais... só quero ter uma vida normal, poxa!”
         É meu amigo(a)... que pena que pense assim, pois o tal “pai de santo” vai certamente “resolver” o seu problema, atraindo mais desgraça para sua vida. Mas tudo bem, né? Afinal você só quer que a sua mulher cale a boca ou que o seu amante largue a mulher e família dele, não é mesmo?
         Caso você mude de idéia ou perceba que tudo ao invés de melhorar e se resolver, piorou e queira melhorar-se e tentar aprender a respeitar a importância de um amor na vida de todos nós, o respeito ao próximo, melhorar-se para ser um(a) bom(a) marido/esposa e pai/mãe de família, melhorar-se para poder realmente ser feliz, seja em qualquer aspecto de sua vida, lembre-se daquele terreiro onde uma entidade tentou lhe mostrar isso através daquilo que considerou um “sabão”, mas que na realidade foi apenas um convite para receber um auxílio, para ser uma pessoa melhor, caridosa, atenciosa, amorosa e não egoísta e interesseira. Onde a entidade tentou mostrar a você que embora você fosse o principal causador da sua infelicidade, havia uma chance de tudo melhorar ... haveria  um  preço, é verdade, mas que não era um preço a ser pago em dinheiro, mas sim em empenho pessoal seu, em dedicação e em humildade para reconhecer-se imperfeito.
         Lembre-se... você foi um dia a um Terreiro de Umbanda, cuja proposta sempre foi e será de nos auxiliar a aprender a sermos humildes e caridosos. Nos amparando nos momentos de dor, mas também nos lembrando constantemente que somente através do respeito, da caridade e do amor conseguiremos ser pessoas melhores e felizes, proporcionando-nos oportunidades únicas de fazermos o bem a quem quer que seja, inclusive aquele(a) que julgamos ser quem está nos “atrapalhando”.

Mãe Iassan

ANIMAIS TAMBÉM REENCARNAM


O médium e escritor Eurípedes Kühl – Autor dos livros Animais, Nossos Irmãos (Petit Editora) E Animais, Amor e Respeito (LEB Editora) – Fala sobre o aspecto espiritual de nosso relacionamento com os animais e a possibilidade dos animais domésticos reencarnarem na mesma família.

Por Eurípedes Kühl

Hoje, quase todo mundo tem em casa um animal de estimação; dos mais tradicionais cachorros e gatos, até os mais exóticos, eles geralmente não são mais considerados apenas bichos sem alma, sem personalidade, mas praticamente fazem parte da família e, como tais, merecem toda a atenção e cuidado, inclusive no que diz respeito ao aspecto espiritual.

Após a edição do meu livro Animais, Nossos Irmãos, da Petit Editora, recebemos um número surpreendente de cartas de leitores, contendo perguntas instigantes, como:
- Se os animais não tem consciência, por que sofrem?;
- Animais podem reencarnar nos mesmo lares nos quais eram amados ao morrer?;
- Deve-se castrar animais para evitar a prole?.

Para responder adequadamente a essas questões, preciso falar sobre a dor nas plantas e nos animais. Em sua obra Depois da Morte (Ed. FEB, 1944), Léon Denis escreve: A dor é uma advertência necessária, um estimulante à vontade do homem, pois nos obriga a nos concentrar para refletir, e força-nos a domar as paixões . A dor é o caminho do aperfeiçoamento. Física ou moral, é um meio poderoso de desenvolvimento e de progresso. É purificação suprema, é a escola em que se aprendem a paciência, a resignação e todos os deveres austeros. É a fornalha onde se funde o egoísmo em que se dissolve o orgulho.
Em A Gênese, de Allan Kardec, no capítulo XVIII, nº 8, encontramos que plantas e animais são atingidos por enfermidades. Considerando que as plantas têm sensibilidade, podemos inferir que tal lhes causa sofrimento. Não temos condições de afirmar que “sentem dor”; apenas podemos constatar que:
- Uma árvore cortada perde seiva e morre;
- Galhos queimados definham rapidamente; antes, à simples aproximação do fogo, se retraem;
- Muitas são as pragas que atacam culturas, além de parasitas que lhes causam danos.
No caso dos animais, não há a menor dúvida que sentem dor tanto quanto nós. Mas aí , não poucas pessoas ponderam: “Se o homem resgata débitos contraídos por ações equivocadas, afastam das leis morais, como justificar que os animais e plantas também sofram? Que culpa lhes pode ser atribuída, se não têm, como nós, inteligência, livre arbítrio e consciência?”
Realmente, eis aqui um aparente contra – senso da natureza. Mas, na verdade, nada há de errado nisso.
Quanto aos homens não resta dúvida de que – para que cada ser galgue os degraus do progresso através de responsabilidade e esforço próprios – a Justiça Divina lhes proporciona o mecanismo das reencarnações, e engendrou o corpo físico suscetível a doenças e dor. Inicialmente, posicionou-se em mundos primitivos e dali os transfere para mundos apropriados ao progresso individual de cada um.
Doenças são próprias do patamar evolutivo dos planetas atrasados, como a Terra. Ajudam o homem a desenvolver a inteligência, para debelá-las. A dor funciona como poderoso alerta de que algo não vai bem, espiritual ou fisicamente falando.
Além do mais, a Lei de Causa e Efeito baliza o equilíbrio da Justiça, fazendo retornar à origem, o bem ou o mal. No caso do mal, ainda pela bondade suprema de Deus, o devedor pode ressarcir seu débito através de ações de auxílio ao próximo. Nesse caso, mesmo visitado por sofrimentos, estes já não lhe pesam tanto, eis que a esperança e a fé na justiça do Pai são poderosos anestésicos, além de potentes energéticos para suplantar dificuldades.
Muito bem. E a dor nos animais? Não tendo inteligência, livre-arbítrio ou consciência, suas ações, necessariamente instintivas, apenas visam à sobrevivência. E, sendo assim, como lhes imputar culpa e o respectivo resgate?
Partindo da premissa de que Deus é a Perfeição Suprema e o Amor Absoluto, em nenhuma hipótese poderíamos aventar a menor possibilidade de que isso consista injustiça ou equívoco da natureza. O enfoque tem de ser outro. Aqui, em cena a condição esclarecedora do Espiritismo.

Vamos nos demorar mais um pouco nas reflexões sobre a dor, de modo geral:

a) – Em A Gênese, capítulo III, Allan Kardec filosofa com grande profundidade sobre o bem e o mal, analisando detalhadamente sobre instinto e inteligência, e particularmente sobre a “destruição dos seres vivos uns pelos outros”. No item 21, esclarece que “a verdadeira vida, tanto do animal como do homem , não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo”. Aqui, já temos conteúdo suficiente para refletir que danos físicos que destruam a matéria, isto é, dos quais resulte a morte, não destroem o espírito (naturalmente, revestido do perispírito, que os animais também os têm, embora de matéria mais rudimentar que a humana).
Kardec prossegue, agora no item 24: “Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, nos quais a inteligência ainda não substitui o instinto, a luta é pela satisfação da imperiosa necessidade – a alimentação; lutam unicamente para viver; é nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para vida”.

b) – O Espírito Emmanuel nos esclarece, de forma a não deixar quaisquer dúvidas, que a dor representa aprendizado constante da trilha evolutiva de cada ser vivo, rumo à evolução; essa informação é textual, cristalina e não deixa margem a derivações filosóficas. Ei-la:
“Ninguém sofre, de um modo, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também, angariando os recursos preciosos para obtê-la”.
“Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se”.
“Espiritismo algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível”.
“O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio”.
“Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução”.
( O Reformador, junho, 1987. FEB).
Assim, mesmo que para muitos de nós tal seja penoso aceitar, prudente será refletir muito sobre o tema e sobre o quanto a ignoramos das coisas de Deus; alenta-nos considerar, com veemência, que o Pai jamais abandona qualquer dos Seus filhos. Com essa certeza, fica afastada, ab initio, que a crueldade que vitima animais seja indiferente à Vida e ao Amor de Deus, presente no infinitamente perfeito Plano de Criação.

c) – Juvanir Borges de Souza, em Tempo de Renovação, capítulo 20, página 164 (Ed. FEB, 1989), arremata: “Para bem compreendermos o papel da dor será necessário situá-la como a grande educadora dos seres vivos, com funções diferentes no vegetal, no animal e no homem, mas sempre como impulsionadora do processo evolutivo, uma das alavancas do progresso do princípio espiritual” (grifamos).

DIANTE DAS ASSERTIVAS ACIMA, REFLETIMOS:

- animais sofrem para que registrem em sua memória espiritual, eterna, que a dor dói, é ruim; assim, ao evoluírem, alcançando a inteligência, já trarão na bagagem cognitiva que a dor deve ser evitada – a própria, por autopreservação, e a do próximo, por ser esse um dos conselhos de Jesus para a evolução espiritual;

- nada nos impede de considerar que a dor, nos animais, completado e aprendizado, não mais se repetirá, sendo muito provável que, ao desencarnarem, sejam quais forem as condições, o sofrimento é interrompido no ato da desencarnação e sob patrocínio caridoso dos Missionários do Amor Eterno;

- aliás, não cremos que seja necessária mais de uma experiência dolorosa para fixação do aprendizado; como existem milhares de espécies e milhões de moradas no universo, há grande probabilidade de que os animais percorram muito desses mundos, em corpos adequados, acumulando experiências;

- com a restauração perispirítica é uma realidade do Plano Maior, nada nos impede também de imaginar que os perispírito dos animais, se danificados, ali serão recompostos por Geneticistas Siderais, os mesmos que promovem as modificações tendentes à escala evolutiva da espécie (vide A Caminho da Luz, capítulo, A Grande Transição);

- se os animais forem “anestesiados” por Espíritos Protetores na hora do abate, para evitar a dor, ali não ocorreria fixação do aprendizado evolutivo; contudo, nada nos abjeta raciocinar que em muitos, muitos casos mesmo, isso ocorra, porém em outras circunstâncias; por exemplo, quando a crueldade humana esteja presente, infligindo sofrimento a animais cujo programa reencarnatório não o previa;

- aos espíritos que amam os animais provavelmente é delegada a função de orientar as espécies animais quando no plano espiritual e de os proteger, quando no material; neste, fazem-no com abnegação e amor, criando habitats e mantendo os ecossistemas; assistindo-os nos momentos difíceis pelos quais passam. 

Consideramos por exemplo, que quando um predador de grande potencial ofensivo (nunca se esquecer que foram os Promotores da Vida que disso o equiparam) ataca uma presa indefesa (também de organismo engendrado pelos Guardiões da Vida Eterna), Deus está presente num e noutro animal; pela Lei do Progresso, certamente, no avançar do tempo, os papéis talvez sejam invertidos, após o quê ambos já terão em sua memória espiritual tal lembrança (automatismo biológico – espiritual); atingindo a razão/inteligência, só cometerão violência por decisão própria, a bordo do livre arbítrio; e, a partir do livre – arbítrio, a evolução passa a ser balizada pela Lei de Causa e Efeito – Ação e Reação.

Por ser oportuno, vejamos alguns trechos das sempre elucidativas instruções de Allan Kardec, Espírito, clareando o assunto através de mensagem contida em O Diário dos Invisíveis, psicografada por Zilda Gama 
( páginas 73 a 75 da 1º edição, 1927, Editora O Pensamento):

“[...] Bem sabeis que a dor, física e moral é a lixívia que alveja a alma enodoada do ser consciente e responsável por seus atos; é a lâmpada que a inunda de luz, tornando-a eternamente radiosa”.

“[...] Se só o homem fosse suscetível à dor e às enfermidades e os irracionais os organismos imunes ao sofrimento, insensíveis como ao aço, romper-se-ia o elo que os vincula pela matéria, que é semelhante em todos os animais”.

“[...] Os animais, quer os de constituição semelhante à do homem, quer os de organismos imperfeitos, não padecem, como os racionais, unicamente para progredir espiritualmente, pois são inconscientes e irresponsáveis, mas Deus, que tudo prevê, não os fez insensíveis à própria defesa e conservação, como meio de serem domesticados, tornando-os úteis às coletividades”.
“Um cavalo que fosse indiferente à dor seria capaz de precipitar-se, com o cavaleiro, ao primeiro abismo que se lhe deparasse, tentando livrar-se da sela e da carga importuna que lhe tolhem os movimentos, privando-o de viver às soltas pela vastidão dos prados ou à sombra das florestas. Por que recuam, temerosos, ante a ameaça de um calhau ou de uma farpa, um cão ou um touro enfurecido? Com receio do sofrimento que teriam se fossem por eles atingidos”.

“[...] Os irracionais necessitam da dor para que possam, em estado de liberdade, defender a própria liberdade, defender a própria vida, temer as sevícias, sofrear os impulsos ferozes, procurar repouso e alimento, torna-se menos perigosos ao homem, manter o instinto de conservação, que não teriam se seus corpos fossem desprovidos de sensibilidade. O homem progride mais pelos padecimentos morais que pelos físicos; nos irracionais predominam estes sobre aqueles”.

“[...] A dor é útil aos animais para que os fracos e pequenos se defendam dos fortes e cruéis, procurando esconderijos inacessíveis a seus adversários nas furnas ou nas mais altas frondes”.

REENCARNAÇÃO DE ANIMAIS

Reflitamos:
 
- a reencarnação, como nós espíritas sabemos, é uma das sublimes bênçãos de Deus aos seus filhos – os seres vivos, todos; tal é o ciclo da Evolução, Lei Divina, amplamente exposta por Kardec em O Livro dos Espíritos e praticamente em todos os livros da Doutrina Espírita;

- um dos postulados da reencarnação, para seres humanos, é justamente o esquecimento do passado. Esquecimento, mas jamais perda da individualidade, da personalidade, do caráter;

- os animais, após a desencarnação, segundo Kardec (questão 600 de O Livro dos Espíritos), embora mantendo também sua individualidade, são agrupados e mantidos sob cuidados de Espíritos especializados; neles, a reencarnação não se demora;

- no livro Evolução em Dois Mundos, do autor espiritual André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, encontramos:

“A girencefalia (características do cérebros com circunvoluções, o que se possibilita uma maior área cortical 
– córtex. Exemplo: o cérebro dos primatas) e a lissencefalia (condição de cérebro sem circunvoluções, o que resulta em uma pequena área cortical), obedecem a tipificações traçadas pelos Orientadores Maiores, no extenso domínio dos vertebrados, preparando o cérebro humano com a estratificação de lentas e múltiplas experiências sobre a vasta classe dos seres vivos.

“À maneira de crianças tenras, internadas em jardim de infância para aprendizes rudimentares, animais nobres desencarnados, a se destacarem dos núcleos de evolução fisiopsíquica em que se agrupam por simbiose, acolhem a intervenção de instrutores celestes em regiões especiais, exercitando os centros nervosos” (capítulo IX, Evolução e Cérebro, páginas 67-68).

“(…) Nomearemos o cão e o macaco, o gato e o elefante, o muar e o cavalo, como elementos de vossa experiência usual mais amplamente dotados de riqueza mental, como introdução ao pensamento contínuo” (capítulo XVIII. Evolução e Destino, página 212).
- quanto aos seres mais evoluídos no reino animal, dentre os quais os cães, símios, bovinos, eqüinos, felinos (gatos, em particular), golfinhos e outros, embora não possamos afirmar com inteira convicção, é muito provável, mas muito tempo, que os criados em ambiente doméstico e que foram amados por seus donos talvez retornem ao convívio deles, num breve tempo após a desencarnação;

- o Amor é a mais sublime vertente do universo; foi por isso que o apóstolo João recitou: “Deus é Amor”! (I João, 4:8).

- Amor é a linguagem universal, entre todos os seres vivos. Fazemos essa citação para analisar que é muito provável que animais recém-desencarnados, embora não tenham condições de se manifestar, certamente recebem as boas vibrações de amor daqueles que os amaram, quando desencarnados;
- registramos, como simples suposição: em casa, temos 99% de suspeitas de que alguns dos nossos gatos(somos “gateiros de carteirinha”, embora minha esposa e meus dois filhos amemos a todos os animais)são a reencarnação de alguns que, conquanto tenham feito a Grande Viagem, deixando profundas marcas de saudade em nossos corações, são sim os mesmos. Pois só quem convive com gatos há 26 anos, como nós, por exemplo, pode perfeitamente avaliar os costumes dos felinos, cada qual tendo seu canto próprio, suas manias, sua linguagem, sua forma de demostrar gratidão, medo, carinho, fome etc.

Em casa, tivemos gatos que conviveram conosco por 14, 15 e até 16 anos. Atualmente (2005), só gatos “jovens” – “Baixinha” com 14 anos, a “Ventania”, com 8, e o “Dominó”, com 6.

Ora, quando um gato, dentre tantos, repete os mesmos gestos e apresenta os mesmos costumes, permitimo-nos conjeturar que pode ser a reencarnação de um daqueles que já havia morado conosco e que procedia exatamente assim.
- assim, dentro do quadro de animais domésticos desencarnados que foram amados por seus donos, sabendo que por pouco tempo permanecem no plano espiritual, embora não possamos afirmar com inteira convicção, é muito provável, mas muito mesmo, que retornem àquele convívio terreno, num breve tempo após a desencarnação. Não sendo improvável, da mesma forma, que se nossa desencarnação for próxima, à deles, talvez possamos encontrá-los no plano espiritual, considerado nosso patamar evolutivo e principalmente nosso merecimento.
- É uma esperança!

CASTRAÇÃO DE ANIMAIS

A resposta está em O Livro dos Espíritos, questão 693, com trechos que reproduzimos:
“693. São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?”

“R: Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral.”
“a) Entretanto, há espécies de seres vivos, animais e plantas, cuja reprodução indefinida seria nociva a outras espécies e das quais o próprio homem acabaria por ser vítima. Pratica ele ato repreensível, impedindo essa reprodução?”

“R: Deus concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de que ele deve usar, sem abusar. Pode, pois, regular a reprodução, de acordo com sua necessidades[..]”.
De nossa parte, consideramos a castração “mil” vezes preferível ao cruel do abandono, ou, mais grave ainda (se possível for), o abate das crias, dos filhotes.

Fonte: Revista Espiritismo e Ciência Nº38
Mithos Editora

FALANDO DE BRINCOS, PULSEIRAS ETC...

Certamente tal tema deixará de "cabelos em pé" parte da coletividade umbandista que atua como médium nos vários Templos de Umbanda em atividade. E antes que nos rotulem de preconceituosos ou coisas do gênero, asseveramos que o conteúdo do assunto a ser abordado é reflexo de estudos e observações da ação dos fluidos etéreos sobre a matéria, e ...... da ação da vaidade sobre alguns médiuns umbandistas do sexo feminino (alguns homens também).

Por ausência de conhecimento e/ou necessidade de exibir-se em uma sessão ou gira, temos notado um verdadeiro, crescente e inaceitável derrame de pulseiras, cordões, gargantilhas, brincos-argola, tornozeleiras, e outras bijuterias, elaboradas com diversos tipos de metal, sendo utilizadas por medianeiras durante as atividades litúrgico-magísticas de nossa religião.

É cientificamente comprovado que dentre as matérias tangíveis encontradas em nosso planeta, os metais (ouro, prata, bronze etc.) constituem-se em substâncias de grande poder magnético-atrativo (capacidade de atrair, conduzir e/ou condensar em seu corpo energias dos mais diferentes tipos e níveis). Não vamos discorrer sobre as peculiaridades e os processos de tal fenômeno, solicitando aos interessados estudos sobre o eletromagnetismo.

O importante é que, com esta informação em mente, é bem fácil deduzir-se o que pode ocorrer a um médium que se apresenta como autêntico cabide de bijuterias ambulante.

É fato que nos trabalhos mediúnico-espirituais, estando incorporados ou não, quase sempre enfrentamos forças de baixo teor vibratório (kiumbas/formas-pensamento negativas etc.) que acompanham e turbam a vida de muitas pessoas. Estas (as pessoas), ao serem conduzidas ou procurarem o auxílio de um Templo de Umbanda para verem dissipadas as causas ou efeitos de tais assédios, apresentam seu campo perispiritual (corpo astral) e sua aura (campo energético) completa ou parcialmente contaminados pelos fluidos hostis das forças supracitadas.

Não obstante os obsessores serem doutrinados e as formas-pensamento serem desintegradas, durante todo o trabalho de assepsia espiritual resíduos magnéticos destas individualidades tendem a agregar-se aos metais mais próximos, inundando-os com fluidos nocivos, neste caso, os metais que o intermediário (médium) utiliza.

Muitos podem estar se perguntando qual o papel das Entidades Espirituais nesta situação. Bem, Elas fazem a parte que lhes compete, descarregando as guias, solicitando a seus médiuns somente o uso de vestimenta branca nos trabalhos de terreiro (cor branca - função refletora/repulsora de fluidos negativos), lavagem do uniforme com germicidas (cloro), banhos de mar ou cachoeira, banhos com ervas, defumações especiais no Templo, e uma série de outras providências salutares ao médium.

No entanto, será que há preocupação em se fazer à assepsia de brincos, pulseiras, cordões e outras bijuterias, como coloca-las em um recipiente de barro com água e sal grosso ? é claro que não !

O que acontece então ? paulatinamente tais adereços vão sendo encharcados por cargas densamente negativas, que acabam por transbordar no próprio médium.

Temos sempre dito que na Umbanda possuímos não só repressivos, mas também preventivos para lidarmos com certas circunstâncias.

Não custa nada ao médium, principalmente do sexo feminino, antes de começar o labor caritativo, tirar e guardar os metais que ora utiliza, evitando com isto eventuais efeitos danosos a sua composição espírito-física.
Mas é aí que se esbarra em outro problema: O DA VAIDADE HUMANA.
Por falta de vigilância em manter a vaidade em níveis aceitáveis, certos médiuns do sexo feminino acabam por fazer de alguns terreiros palco para exibicionismos, para auto-afirmação, onde o egocentrismo e a egolatria afloram de maneira sem-igual.

Assim como em outras religiões, na Umbanda nos deparamos com uma pluralidade de consciências nem sempre afinadas com os reais propósitos professados por nosso segmento de fé. Se há médiuns sérios, compenetrados e conscientes da atividade que desempenham como veículos de expressão da Espiritualidade, há também aqueles que vão às Casas Umbandistas para extravasarem caracteres negativos de sua personalidade. Procuram aconchegos, promovem conchavos, semeiam a discórdia, perpetram golpes contra a dignidade alheia, desfilam, exibem dotes estéticos, tentam chamar atenção através de comportamentos bizarros etc.

É isto que infelizmente observamos em determinados lugares, transformados em passarelas da vaidade, onde não faltam bijuterias, lábios com batons de cores provocantes, e maquiagem, muita maquiagem.

Melhor seria que estas pessoas migrassem para outras religiões, onde tal comportamento é inclusive fomentado por "religiosos modernos", que encaram o religare como verdadeira festa profana.

É triste irmãos umbandistas, mas é a realidade. E só poderemos muda-la fazendo um esforço hercúleo para plantarmos em cada um que assim se comporta sementes de simplicidade, humildade, seriedade e consciência religiosa.

Saravá Umbanda !!!

NOVOS CDs

ABERTURA E ENCERRAMENTO - TERREIRO GUARACY
18 faixas

Pontos:
01 - Ponto de defumação
02 - Saudação a Exu
03 - Saudação a Omulu
04 - Saudacao a Pemba e a Toalha
05 - Prece de abertura
06 - Saudacao a Oxala
07 - Saudacao a Ogum
08 - Saudacao a Oxossi
09 - Saudacao a Xango
10 - Saudacao a Iemanja
11 - Saudacao a linha do Oriente
12 - Saudacao a Corrente Africana
13 - Saudação aos Caboclos
14 - Saudacao as Criancas
15 - Saudacao ao Povo da Bahia
16 - Subida de Caboclo
17 - Encerramento
18 - Despedida

Considerado por mim uns dos melhores discos de Umbanda, gravado pelo grande Carlos Buby (Babalaô, ogã e compositor de Umbanda)!
 Download do CD Completo:
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AMOR CIGANO
16 Faixas

Pontos:

01- Amor Cigano
02- Cigana das Rosas
03- Povo Cigano
04- Cigana Salamanda
05- Feitico Da Cigana
06- Lua Cheia
07- Cabana Florestal
08- Cigana Sonhadora
09- Cigana Carmecita
10- Cigana Sulamita
11- Carmecita
12- Protecao do Cigano
13- Linda Cigana
14- Cigana Formosa
15- Cigana Da Praia
16- Poder Dos Cristais

Ótimo disco com pontos para Ciganos, não possui toque de atabaques!
 Download do CD Completo:
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NA GIRA DE MAMÃE OXUM
11 faixas

Pontos:

Okolofe Mamae Oxum
2-Mamae Oxum chegou
3-Canto pra Oxum
4-Salve Mamae Oxum
5-Minha mae e Oxum
6-Oxum e amor
1-Oxum O Lewa(Oxum e bonita)
2-Deusa suprema das cachoeiras
3-La na cachoeira
4-Eu sou da mina
5-Rainha dos orixas
6-Deusa da beleza

Disco muito bom! com lindos pontos!
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CANTIGAS DE UMBANDA
12 faixas
Pontos:
1 - HORA DE REZAR
2 - PEDRA LÍRIO DE XANGÔ
3 - FLORES DE OBALUAÊ
4 - O MUNDO ENCANTADO DE JANAÍNA
5 - O CANTO DE TUPI
6 - IRÔCO
7 - RESSURREIÇÃO
8 - TOADA DE BOIADEIRO
9 - VOVÓ CHICA
10 - FESTA DE CABOCLO FOLHA VERDE
11 - VENHAM AS CRIANÇAS
12 - PRECE A TUPÃ

Download do CD Completo:

domingo, 23 de maio de 2010

OGUM MEGÊ E OGUM YARA

Outro Falangeiro, já bem conhecido, chama-se Ogum Iara.
Ogum Iara, também escrito Ogum Yara, é uma falange do Orixá Ogum, bem conhecida, trabalha como intermediador com a linha das crianças, sua cor vibratória é o azul escuro.



Alguns dizem ser da linha de Oxum, mas sua ligação é primordialmente com Ibeji.



Trabalha na cachoeira e comanda Ogum Caiçara entre outros.





Ponto de Ogum Iara






Se meu pai é Ogum, Ogum Vencedor de Demanda


Não me deixe sofrer, Tanto assim meu pai.






Quando Morrer vou partir pra Aruanda


Com a força de Ogum Iara, vencedor de demanda










Que Oxalá nos abençoe sempre










Saravá .'.



Ogum Megê, assim como Ogum Beira-Mar também é bem conhecido dentro dos caminhos da Umbanda. Até mesmo no candomblé está nomenclatura é dada a uma qualidade do Orixá Ogum.
O Senhor Megê trabalha na linha das Almas, isto é, fazendo um entrecruzamento com Obaluae, ele que comanda a energia de Ogum dentro da Calunguinha (Cemitério). Vibrando com Obaluae o Senhor Ogum Megê que é o disciplinador das Almas insubmissas. Aplicado da lei sagrada nessas Almas.
É importante ressaltar que sua governança é dentro da Calunguinha, pois fora dela o comando é de Ogum de Ronda.
Suas cores vibratórias são três, Branco, Vermelho e Preto. Em alguns terreiros as entidades desta linah chegam a usar capas negras e espadas douradas. Pois este Ogum também é ligado a Exu, pois Ogum Xoroque é seu intermediário, em alguns lugares este Ogum trabalha também na linha de Exu como disciplinador, em alguns lugares Ogum Megê é sincretixado com São Miguel.


Ponto de Ogum Megê.


Ogum em seu cavalo corre
e a sua espada reluz
Ogum em seu cavalo corre


e a sua espada reluz


Ogum, Ogum Megê
Sua bandeira cobre os filhos de Jesus.
Ogum, Ogum Megê


Sua bandeira cobre os filhos de Jesus.

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Quando prejudicamos as Entidades de Umbanda?

Vivemos falando em “Orai e Vigiai” sempre com o sentido de nos protegermos de nós mesmos e principalmente de nos defendermos das artimanhas das forças trevosas. Hoje, entretanto, estarei falando sobre a importância do “Orai e Vigiai” com relação as entidades, guias, protetores e guardiões de Umbanda, sobre o quanto os prejudicamos e atrapalhamos quando esquecemos dessa máxima, do quanto contraímos de karma quando ao prejudicá-los estamos contraindo, não somente com eles (que tudo perdoam), mas com as pessoas encarnadas que eles estariam orientando e ajudando se não tivéssemos falhado, assim como também, dos desencarnados carentes de orientação ou disciplina.



Estudemos pois algumas situações.
1. Quando nos dirigimos ao terreiro “sujos”. O que é um servidor da Umbanda sujo? Não se iludam achando que é somente o servidor que não tomou o banho de erva ou o banho comum mesmo. Conheço muito servidor que está com os “banhos em dia” mas que sempre transmite uma aura suja, ou seja, impregnada de sentimentos profanos. Por “sentimentos profanos” entenda-se: ciúme, inveja, prepotência, arrogância, idolatria, avareza, indisciplina, indolência, etc. Tudo isso não tem banho de erva que tire.
2. Quando durante a gira de atendimento deixamos o nosso mental ser impregnado por pensamentos torpes, profanos ou pouco elevados. Como por exemplo:
2.1. Ficar observando o comportamento do irmão de fé, sem que em momento algum isso seja para conversar com ele depois da gira para orientá-lo ou ajudá-lo a se corrigir, mas sim para simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.
2.2. Observar o comportamento dos consulentes na hora da consulta sem ser com o objetivo de orientá-lo sobre a disciplina da Casa, ou sobre o entendimento do que esteja sendo dito pela entidade, mas, novamente, simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.
2.3. Quando, enquanto médiuns de incorporação e de consulta, nos recusamos a “dar passagem” porque estamos tão preocupados com nossas próprias mazelas que achamos que não estamos em condições emocionais ou físicas... Falsa humildade! Egoísmo! Que tal deixar para a entidade decidir se estamos ou não em condições? Se realmente estivermos sem condições a própria entidade dará apenas a sua irradiação e bênção. Mas não! Insistimos em saber mais do que elas! Além do mais esquecemos também quantas vezes aprendemos nas consultas e quantas vezes um consulente está passando por um problema semelhante aos nossos e somos indiretamente orientados.
2.4. Quantas vezes durante a consulta, por não “irmos com a cara” do consulente, interferimos na consulta, vibrando antipatia, atrapalhando a incorporação, ao ponto, muitas vezes, da entidade ter que encaminhar o consulente para outra entidade, ou ainda, ser obrigado a terminar logo a consulta? Somos sempre os certo, né?
2.5. Desejar sexualmente um(a) irmão(ã) de fé ou consulente. Você esquece que a galera lá de cima tá vendo tudo? Você esquece que a entidade que você está cambonando sente ou percebe? Você esquece que a entidade que você está incorporada simplesmente desincorpora? Que vergonha! Que absurdo!
3. Toda vez que temos uma atitude incoerente ou incompatível com o fato de sermos umbandistas, nós prejudicamos não somente as entidades, mas a própria Umbanda. Como por exemplo: sujar reino da natureza, desrespeitar uma pessoa, trair o nosso cônjuge, nos omitirmos diante de uma injustiça, silenciarmos diante de uma calunia, etc.
Eu poderia escrever páginas e mais páginas a respeito do quanto prejudicamos as entidades de Umbanda quando nos esquecemos do “Orai e Vigiai”, mas será que adiantaria? Será que você leria até o fim? Porque orientação de não ingerir bebida alcoólica e não fazer sexo 24 horas antes das sessões a grande maioria segue, mas do que adianta seguir alguns preceitos disciplinares se nosso coração ou mental está preocupado com a “balada” que está marcada para depois da gira? Pensando só no choppinho que vai tomar, na pessoa que vai paquerar ou “ganhar”? Você sinceramente acha que será um servidor decente se estiver com isso na cabeça?
Enquanto sacerdotisa de Umbanda, eu prefiro um médium que tenha feito sexo na véspera da sessão, mas que seu sentimento esteja voltado para o servir e para a caridade no dia da gira, do que um que não faça sexo há um ano, mas esteja cheio de rancor ou inveja dentro do seu coração. Não sejamos hipócritas! A espiritualidade tudo vê e não cabe a você julgar o outro! Se o cara fez sexo na véspera da sessão com a esposa dele, porque ficou viajando um mês inteiro e estava morrendo de saudades... Esse sexo é até salutar! Pois imagina como ele estaria na gira? Só pensando na hora de ir embora prá poder “matar a saudade”. E é você quem vai julgar isso? Ou é a entidade?
Orai e Vigiai sim! Sempre! Mas só adianta se você tiver uma coisa chamada consciência! A consciência de que quem realmente faz a Umbanda são as entidades.
A consciência de que se você não estiver “prestando” prá trabalhar quem decide é a entidade.
A consciência do que é ser umbandista.
A consciência de que quem faz caridade é a entidade, guia, protetor, guardião. Médium resgata karma!


Mãe Iassan Ayporê Pery

" NÃO ME LEMBRO DE NADA "

O assunto objeto desta matéria com certeza trará para alguns bastante dissabor e repulsa, pois tocará na vaidade e no ego daqueles que não querem que venham à baila determinadas verdades atinentes ao fenômeno da incorporação. No entanto, como o compromisso do Jornal Umbanda Hoje é ver os adeptos da religião mais esclarecidos e livres de determinados mitos que tanto prejudicam os iniciantes no culto, resta-nos tão somente esclarecermos um ponto nevrálgico sobre o presente tema.
Sabemos que na Umbanda fala-se muito em mediunidade de incorporação semiconsciente e inconsciente, que, via de regra, ensejam verdadeiras dicussões doutrinárias a respeito. Não vamos nos ater a explicarmos o processo de acoplamento de um espírito aos chakras e centros nervosos do médium, sendo tema para o futuro.
As incorporações em que os espíritos deixam completamente inconsciente o médium, com tomada integral de todas as faculdades biopsicomotoras, é fenômeno raríssimo nas religiões mediúnicas. Em tempos imemoriais, foi a forma encontrada pelos espíritos para cumprirem suas missões no plano físico sem que o medianeiro pudesse interferir em suas tarefas, pois muitas pessoas não acreditavam na ação dos espíritos sobre o corpo humano e, por isto, se tivessem alguma porcentagem de consciência, acabariam por intervir, voluntária ou involuntáriamente, no labor dos amigos espirituais.
Com o passar do tempo, e através de um maior estudo e consequente entendimento do que ocorria, a inconsciência dos médiuns foi pouco a pouco sendo elevada à semiconsciência, fenômeno pelo qual os espíritos agem conjuntamente com a psiquê do médium, que, mesmo manifestados, sabem de quase tudo o que se passa a seu redor, inclusive que estão sob o domínio parcial de uma força externa. Este tipo de incorporação (semiconsciente) predomina quase que inteiramente nos segmentos espiritualistas, porque é a que melhor se adequa às necessidades atuais. Através da semiconsciência há uma interação entre o medianeiro e o espírito atuante, que são doutrinador e doutrinado ao mesmo tempo. Além disto, esta espécie de incorporação faz com que o médium seja co-responsável pela mensagem transmitida por um Caboclo, Preto-Velho, Exu etc.
O fato é que, na mediunidade de incorporação semiconsciente, que, diga-se de passagem, também tem seus graus de variação, o espírito ao desprender-se do médium com o qual trabalha, deixa neste quase que a totalidade das informações recebidas ou transmitidas durante uma sessão. Caso haja alguma necessidade, o espírito, atuando no sistema nervoso central e também no cérebro, pode fazer com que o médium deixe de lembrar de alguma coisa, mas isto é exceção. A regra é o médium lembrar-se de quase tudo que foi dito pelo espírito trabalhador. Neste sentido, muito importante é o respeito e a obediência que os médiuns devem ter para com o segredo de sacerdócio, tópico que analisaremos oportunamente.
Infelizmente alguns médiuns que trabalham semiconscientemente insistem em dizer que não se lembram de nada depois que o espírito interventor se afasta. E o fazem por duas razões básicas: primeiro, querem dar um maior valor a sua mediunidade, dizendo: " eu sou especial porque trabalho sem consciência"; segundo, para se eximirem de responsabilidade, caso haja alguma comunicação equivocada, por influência do próprio médium, dizendo este depois: " eu sou inconsciente, quem errou foi o espírito".
Repito: a mediunidade de incorporação inconsciente ainda existe, mas é raríssima, e quem a tem geralmente não fala, porque é assunto pessoal, e também é circunstância difícil de ser provada.
Na atualidade, não se concebe deixar os iniciantes com a falsa idéia de que, incorporados por um espírito, sua mente se apagará temporariamente. Muitos médiuns sob a ação dos espíritos acham que não estão incorporados, visto terem ouvido de outros que, durante a manifestação dos espíritos, não há consciência no médium. Criam com isto uma série de dúvidas na mente dos iniciantes, fazendo com que muitos pensem até não serem médiuns de incorporação.
A Umbanda vai crescer. E crescerá através de médiuns mais preparados, mais esclarecidos em relação aos fenômenos mediúnicos. Desta forma, farão cair por terra falsas verdades que estão, infelizmente, ainda sendo difundidas irresponsavelmente por alguns.