quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EU SÓ PEÇO A DEUS


ANIMAIS E SEUS SIGNIFICADOS

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9n2QYuAJ6mwrRjWKrPs5YcltfUt4ovyCP6SE62PFnOLvzjfjY13Hz1VG8aZx4Mdw6rQsoikmUu4EfsxxiebXfMTZ_uznIJRNJXVsSK2KjpFYqCOQ70ZMci710RtJ7BBFb_nZ_g6dDkxFU/s1600/tigre-branco.jpg

Os animais estão mais próximos do que nós da Fonte Divina por serem míticos, oníricos. Ao compartilharmos de sua consciência animal transcendemos o tempo e o espaço, as leis de causa e efeito. A relação entre homem e animal é puramente espiritual, pois nosso instinto animal é mais forte e menos racional por serem manifestações dos poderes arquétipos do ser humano. Fortificam o vigor físico e mental, aumentando a disposição e o conhecimento, auxiliando ainda no diagnóstico de doenças e na realização de desafios.
Existem rituais, auxiliados pelo tambor que auxiliam na conecção com o animal, onde também são realizadas as Danças do Animal, que é uma forma de invocação. Cada animal possui uma essência, e assim cada um possui sua própria medicina e sabedoria. Relaciono abaixo alguns dos animais (incluindo os místicos) com seus significados:

Águia - Iluminação, a visão interior, invocada para poderes xamânicos, coragem, elevação do espírito a grandes alturas;

Aranha - Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos;

Abelha - Comunicação, trabalho árduo com harmonia, néctar da vida, organização.

Alce - Resistência, auto-confiança, competição, abundância, responsabilidade.

Antílope - Cautela, silêncio, consciência mística através da meditação, calma, ação.

Baleia - Registros da Mãe Terra, sons que equilibram o corpo emocional, origens;

Beija-flor - Mensageiro da cura, amor romântico, claridade, graça, sorte, suavidade;

Borboleta - Auto-transformação, clareza mental, novas etapas, liberdade;

Búfalo - Sabedoria ancestral, esperança, espiritualidade, preces, paz, tolerância;

Cabra/Cabrito - Determinação para ir ao topo, nutrição, brincadeiras.

Camelo - Conservação, resistência, tolerância.

Canguru - Proteção maternal, coragem para seguir em frente nas fraquezas.

Castor - Novos canais de pensamentos, construção, segurança, conforto, paciência.

Cisne - Graça, fidelidade, ritmo do Universos, ver o futuro, poderes intuitivos, fé.

Coiote - Malicia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.

Coelho - Fertilidade, medo, abundância, crescimento, agilidade, prosperidade.

Condor - Idem a águia, é um dos filhos do Sol no Peru, representa o Mundo Superior.

Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.

Corvo - Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.

Cavalo - Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força ,clarividência;

Cachorro - Lealdade, habilidade para amar incondicionalmente, estar a serviço;

Cobra - Transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade;

Coiote - Malícia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.;

Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga;

Doninha - Poderes ocultos, vivencia, poder de esconder, observações, segredos.

Elefante - Longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.

Esquilo - Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio.

Esturjão - Determinação, sexualidade, consistência, profundidade, ensinamento.

Falcão - Precisão, mensageiro, olhar a volta, abertura a distância, oportunidades.

Formiga - Comunidade perfeita, paciência, trabalho duro, força, resistência, agressividade.

Gaivota - Voar através da vida com calma e esforço para alcançar objetivos.

Gambá - Campo de proteção, reputação, repelir quem não o respeita, respeito.

Gato - mistérios, poderes mágicos, sensualidade, independência, visões místicas, limpeza.

Galo - Sexualidade, fertilidade, oferendas, cerimônias, altivez.

Girafa - Calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura.

Golfinho - Pureza, iluminação do ser, sabedoria, paz, amor, harmonia, comunicação.

Gorila - Sabedoria, inteligência, adaptabilidade, guardião da terra, habilidade.

Guaxinim - Bom humor, limpeza, sobrevivência, tenacidade, inteligência, folia.

Hipopótamo - Desenvolvimento psíquico, intuição, ligação água-terra, aterramento.

Jacaré - Instinto de sobrevivência, o inconsciente profundo, o caos que precede a criação.

Jaguar - A busca em águas da consciência, mensageiro, interação mente e alma.

Javali - Comunicação entre pares, expressividade, inteligência.

Lagarto - Otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação, transformação.

Leão - Poder, força, majestade, prosperidade, nobreza, coragem, saúde, liderança, segurança, auto-confiança.

Leopardo - Conhecimento do subconsciente, compreender aspectos sombrios, rapidez.

Lince - Segredos, conhecimento oculto, tradição, ouvir para o crescimento.

Libélula - Ilusão, ventos da mudança, comunicação com o mundo elemental.
Lobo - Amor, relacionamentos saldáveis, fidelidade, generosidade, ensinamento.

Macaco - Inteligência, bom humor, alegria, agilidade, perícia, irreverência, amizade.

Minhoca - Regeneração, resistência, auto-cura, transformação.

Morcego - Renascimento, iniciação, reencarnação, habilidades mágicas.

Onça - Espreita, proteção de espaço, silencio, observação. Precisão.

Pantera - Mistério, sensualidade, sexualidade, beleza, sedução, força, flexibilidade.

Pato - Desenvolvimento de energia maternal, fidelidade, nutrição energética.

Peru - Dar e receber, transcendência, dádivas, celebração.

Porco -Espinho - Fé, confiança, inocência, inspiração para realizações, dentro da essência.

Puma - Força, mistério, silêncio, sobrevivência, velocidade, graça, liderança, coragem.

Pica-Pau - Regeneração, limpeza, comunicação, proteção, unido aos Espíritos do trovão.

Pingüim - Viver em comunidade, fidelidade, lealdade nos romances.

Pombo - No cristianismo simboliza o Espírito Santo, paz, comunicação, mensagem.

Raposa - Habilidade, esperteza, camuflagem, observação, integração, astúcia.

Rato - versatilidade, alerta, introspecção, percepção, satisfação, aceitação.

Salmão - Força, perseverança, nadar contra a maré, determinação, coragem.

Sapo - Evolução, limpeza, transformação, mistérios, humor, ligado a chuva.

Tartaruga - Estabilidade, organização, longevidade, paciência, resistência, proteção, experiência, sabedoria, Mãe-Terra.

Tatu - Limites, doas dá a armadura, limites emocionais, protege a saúde.

Texugo - Agressividade, coragem, formar, alianças, persistência, agir em crise.

Tigre - Aproximação lenta, preparação cuidadosa, aproveitar oportunidades.

Touro - fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potencia.
Urso - Introspecção, intuição, cura, consciência, ensinamentos, curiosidade.
Vaga - Lume - Iluminação, entendimento, força de vida, luz e escuridão, maravilhas.

Veado - Delicadeza, sensitividade, graça, alerta, adaptabilidade, coração/espírito, gentileza.

Animais Místicos


Cavalo Alado - Elevação, transmutação, beleza, viagem astral,aventuras, mistério, fascínio.

Centauro - Instinto animal, ligação homem-animal, anarquia, sexualidade, fertilidade, cura.

Dragão - Potência e força viril, proteção Kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.

Elefante Branco - Força, bondade, escolha de caminhos, ligações extraterrestres, mistério.

Fênix - Renascimento, fascínio, animal do Sol, imortalidade da alma, elevação, purificação.

Sátiro - Libertinagem, divertimento, impulso sexual, instintos, fantasias sexuais.

Unicórnio - Rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, inofensivo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cigano Rodrigo – O “Rei dos Ciganos”



Poderosa entidade que hoje incorpora e trabalha em centros espíritas de Umbanda, através da incorporação de médiuns.


Rodrigo nasceu por volta do ano de 1.800, na região da tríplice fronteira, onde se fundiam as terras de Brasil, Paraguai e Argentina, numa área pouco delimitada onde não se sabia ao certo em que país se estava.


Os Ciganos são um povo nômade, estão em constante movimento, para eles não existem barreiras. Na época de Rodrigo, existiam inúmeros grupos ciganos na região, com números que variavam desde 20 até mais de 100 pessoas por grupo.


O pai de Rodrigo, Manolo, já era o Rei dos Ciganos na época, porém sua influência limitava-se a poucas aldeias, pois os povos eram muito separados. Rodrigo, por nascimento, não tinha o trono garantido, pois a família era composta por muitos irmãos, e logo, vários tinham chance de assumir o cargo do pai no futuro.


A infância de Rodrigo foi bastante normal, vivendo junto com sua família. Foi na adolescência que se aproximou de seu pai, com quem aprendeu a gostar das coisas boas e desfrutar a vida; também iniciando a almejar o posto de Rei para seu futuro. Naquela época, se destacar era uma questão de 
realização pessoal, pois as pessoas comuns viviam uma vida sem grandes atrativos.



Por haverem muitos irmãos, Rodrigo sabia que seu cargo não era garantido e teria que se esforçar para conquistar a confiança de todos. Desta forma, procurava se destacar dos demais. Sua cabeça já tinha o objetivo traçado, de forma que dedicava pouco tempo às frivolidades da adolescência. Mulheres, até às tinha, mas não deixava de lado suas obrigações para se dedicar a elas. Rodrigo sabia que poderia usufruir da vida que desejasse e que os prazeres proporcionados pelo poder não lhe faltariam quando chegasse aonde queria.


Certo dia, Rodrigo tomou uma postura e passou a analisar a situação que o cercava. Dos seus cinco irmãos, quem tinha maior chance de um dia ser rei, era o mais jovem, Rômulo, afinal de contas seu pai era saudável e não morreria tão cedo. Rodrigo passou então a proteger, cuidar e de certa forma também limitar os poderes do irmão. O crédito pelos feitos de ambos, invariavelmente era dado a Rodrigo, que além destes, também se destacou por suas próprias conquistas e méritos.


Conforme o tempo passava, Rômulo criou muitas inimizades, porém era sempre defendido por Rodrigo, que intermediava e acalmava as situações. E assim, Rodrigo passou a ganhar cada vez mais crédito junto ao seu grupo de Ciganos. Passou a ser braço direito do seu pai Manolo, e começou a tomar atitudes e resolver muitos problemas no lugar do pai, com a orientação deste.


A partir dos 16 a 17 anos, a fama de Rodrigo se espalhava. Ganhava cada vez mais confiança do Povo Cigano e de seu pai. Quando chegou aos 21 anos, seus créditos se solidificavam, até que passou de fato a governar no lugar do pai, tomando atitudes e decisões importantes, tal a confiança e respeito que tinha perante a família e o povo.


O Rei Manolo, achando estar velho demais, cansado e sem tanto crédito, convocou uma festa para pessoas influentes oriundas de diversos grupos. No auge da festa, Manolo riscou no chão o símbolo de medalhão de rei da família e pediu a Rodrigo que riscasse ao lado o símbolo do sol dos ciganos. Todo o povo observava atentamente enquanto ambos desenhavam no chão. Em seguida, Manolo pediu que cada pessoa colocasse uma moeda num dos símbolos.


 



Sem saber o propósito daquilo tudo, cerca de dois terços do povo colocou moedas no desenho de Rodrigo, enquanto que 1/3 depositou moedas no desenho de Manolo. Após a festa, dias depois, Manolo, pensativo, resolveu concordar com a constatação reafirmada por Rodrigo, que seria a hora de abrir mão do trono.


Uma grande festa se realizou, com a participação de todas as aldeias do grupo e também de grupos vizinhos, amigos. E assim, aos 23 anos, Rodrigo assumia o cargo de Rei dos Ciganos, um rei que foi muito bem recebido por todos, pois a sucessão foi entregue por seu próprio pai, um líder muito admirado.


A primeira idéia de Cigano Rodrigo, no cargo de rei do seu povo, foi de unificar os grupos ciganos. E passou a se dedicar com muito afinco à esta tarefa. Embora as aldeias amigas tenham, a princípio, relutado, ao final todas acabaram aceitando a união, formando um grupo cada vez maior e mais poderoso.


As responsabilidades do cargo eram cada vez maiores, de forma que Rodrigo sentiu a necessidade de obter um apoio, um braço direito. Esta função Rodrigo encontrou no seu irmão mais novo, Rômulo, admirador incontestável do irmão mais velho, que considerava seu protetor e tinha uma dívida de gratidão. E assim, os dois irmãos, trabalhando juntos e unidos, passaram a buscar novos grupos para tornar ainda maior sua comunidade.


Seguindo o plano expansivo, cada grupo que encontravam era convidado a se juntar à próspera comunidade. Quem não aceitava, era alertado que sofreria as conseqüências. Os irmãos cuidavam e protegiam dos seus, ao mesmo tempo que agregavam cada vez mais pessoas ao grupo. Havia segurança e conforto.


Durante o processo de expansão, inevitavelmente Rodrigo e Rômulo fizeram muitos inimigos, que acabaram se unindo em grupos para enfrentá-los. Os grupos pequenos foram dizimados, enquando que os grupos maiores continuaram crescendo e se opondo.


Cigano Rodrigo, finalmente no auge de sua vida e exercendo o poder que tanto desejava, não deixou de seguir os costumes do seu povo, em especial o fato de ter várias mulheres. De fato, Rodrigo vivia sempre com pelo menos sete mulheres, sendo que todas eram igualmente bem tratadas, e para elas nada faltava. Rodrigo estava sempre presente na vida de todas, amparando, cuidando, protegendo e satisfazendo-as por igual.


Em certo momento da história, um ex-líder de um grupo absorvido, chamado Ramirez, resolveu se aproximar de Rodrigo. Ramirez se mostrou uma pessoa muito prestativa, demonstrando genuína vontade de ajudar e estar presente na liderança da comunidade. Rodrigo nunca achou que poderia confiar em duas pessoas ao mesmo tempo, mas dada à insistência e disponibilidade de Ramirez, ignorou seus próprios sentimentos antigos.


Ramirez passou a conquistar liberdade e influência, e assumiu um cargo de confiança ao lado de Rômulo. As brigas passaram a surgir. Rômulo e Ramirez, naturalmente, competiam por sua posição de confiança, atiçando uma disputa ao poder. Ramirez, apesar de tudo, continuava se mostrando da mais útil serventia.


Certo dia, um grupo inimigo bastante grande, mas pouco conhecido de Rodrigo, resolveu se render e se unir à causa comum. Foi planejada uma grande festa para comemorar o acontecimento.
Entretanto, a festa iria terminar em tragédia. No meio da celebração, o grupo recém incorporado mostrou sua verdadeira face, se rebelando e passando a atacar o grupo de Rodrigo. Uma grande briga se sucedeu, causando muita violência e muitas mortes


Rodrigo, perplexo, preparava-se para entrar na briga, quando foi subitamente apunhalado pelas costas. Ao tombar, Rodrigo se virou e constatou, para sua surpresa, que havia sido apunhalado por Ramirez. Tarde demais, o Rei dos Ciganos percebia o grande erro que havia cometido.


Era o fim de sua história. Enquanto Rodrigo agonizava, a briga continuava. Em pouco tempo, Rodrigo veio a falecer. Naquela noite, centenas de mortes se seguiram. Após o acontecido, todos os grupos se separaram e voltaram a ser o que eram. O reino unificado do Rei Rodrigo chegava ao fim.



Rômulo, naturalmente, assumiu o lugar de Rodrigo. Porém, sem o pulso firme do irmão mais velho, pouco pode fazer para conter a vontade de separação e manter o povo unido. Quanto a Ramirez, naquela mesma noite da festa, foi morto por pessoas que presenciaram o cruel assassinato que havia cometido.


Rômulo continuou rei de um grupo pequeno, com menor valor. Os demais grupos passaram a se afastar cada vez mais. Foi o início de uma definitiva separação e diluição da raça cigana nesta região do mundo. Rômulo morreu de velho, ainda no posto de rei.


Rei Rodrigo governou o Povo Cigano no seu auge. Tal como uma estrela supernova, que brilha muito mas extingue rápido, seu brilho ofuscou todos os outros líderes da época.


O Povo Cigano, até hoje, é mal interpretado e perseguido no mundo todo. Muitos atribuem a eles a fama de encrenqueiros ou desonestos. De fato, existem muitos supostos ciganos que nada mais são do que mendigos, com sangue impuro e sem a descendência nobre do povo legítimo.


Entretanto, o verdadeiro Povo Cigano é honesto e batalhador. Seus méritos se fazem por serem exímios negociadores, sendo muito difícil levar a melhor ao negociar com um cigano. Muitos povos, ao levar desvantagem em um negócio, se vingavam ou falavam mal deste povo, justificando um pouco o estigma que carregam.


O lema do Povo Cigano é: “Sempre tenho o que você quer, mas quero o que você tem. Se quer o que eu tenho, pague o meu preço.”



O Cigano como Entidade, é representado por Cigano Rodrigo, Rei dos Ciganos, que possui, como todas as entidades, muitos seguidores em sua falange.


A linha cigana possui, como sua característica, um desapego às linhas tradicionais de esquerda ou direita dos terreiros, seguindo uma filosofia própria. Por serem negociantes, tudo para eles é uma questão de troca. Quem quer receber, terá primeiro que dar, negociar ou prometer.


Cigano Rodrigo não incorpora para conversar com qualquer pessoa, mas somente para aquelas que pensam como ele. Ou seja, pensar grande, não ser mesquinho, ter a mente aberta e profundo desejo de crescimento espiritual e material.


Embora seja muito difícil para alguém seguir e trabalhar na linha dos Ciganos, aqueles que estão ao seu lado alcançam prosperidade e riqueza, além de muitos relacionamentos amorosos. Cigano sempre teve sete mulheres ao seu lado, e com abundância de mulheres e ouro devem andar seus seguidores.







TODAS AS ARMAS PARA A LUTA



Quanto mais estudo religiões mais me convenço que os religiosos, em sua grande maioria, são idiotas fanáticos que desvirtuam completamente os ensinamentos de sua própria Fé. E isto ocorre em todos os movimentos religiosos, até mesmo naqueles onde o que se esperaria a mais monástica serenidade e alto controle, como é o caso do Budismo.

Com o aniversário do atentado de 11/09, toda este clima de "guerra santa" voltou a assombrar o mundo. De um lado, alguns idiotas protestantes que se dizem "pastores" e "pregadores da Palavra de Deus" resolveram colocar fogo no Corão, afrontando cerca de um bilhão de muçulmanos ao redor do planeta.

Do outro, milhares de muçulmanos, igualmente idiotas, comemorando a bárbarie perpetrada por terroristas islâmicos radicais que matou, inclusive, outros muçulmanos inocentes.

Aliás, esta coisa de "terrorista islâmico" virou até mesmo redundância, já que basta falar com qualquer um sobre "terrorismo" e logo o incauto o associa ao Islam. Não é bem assim.

Há séculos cristãos e muçulmanos trocam sopapos no oriente médio, sendo que na época das Cruzadas a justificativa era Jerusalém, mas todos sabemos que, pelo menos no que diz respeito aos cristãos, o interesse era financeiro. Os cristão, por ordem do Papa, saem da Europa, invadem o oriente médio, matam, estupram, espoliam e são tratados como "cavaleiros", enquanto os defensores eram "bárbaros pagãos".

O Estado de Israel é visto, nos dias de hoje, como uma "ilha cercada de terroristas por todos os lados", mas ninguém fala que os judeus usaram de táticas de terrorismo na luta pela criação e reconhecimento do seu país. Havima dois grupos terroristas judeus mais ativos, o Palmaj e o Haganah, que tiveram, respectivamente, Ytzhak Rabin e Ehud Barak como líderes.

Na Europa, apenas apra ficar nos mais conhecidos, vimos ações de grupos terroristas formadas por cristãos, como as Brigadas Vermelhas na Itália, o IRA (Exército Republicano Irlandês) na Irlanda, e o ETA (Euskadi Ta Askatasuna - "Pátria Basca e Liberadade") na Espanha.

Poderiamos falar também do terrorismo étnico perpetrado em alguns países d'África, assim como das FARC's e do extinto Sendero Luminoso na américa latina.

Os ataques contra Terreiros de Umbanda e Centros Espíritas perpetrados por evangélicos, também podem ser associados a uma forma de terrorismo, assim como o "terrorismo psicológico" levado à cabo por alguns "líderes umbandistas" com pomposos títulos em sânscrito e, agora, em yorubá.

Diante desta realidade, realmente, não há como entender esta associação automática entre "terrorismo" e "islamismo". Nunca vi ninguém queimando Bíblias quando ataques do ETA e ou IRA ceifaram centenas de vidas inocentes. Não vejo ninguém queimando a Torah quando o exército judeu ataca a população civil da Faixa de Gaza e descumpre acordos internacionais.

Diante disto tudo, chego à conclusão que somente quando as religiões deixarem de ser lideradas por idiotas fanáticos que se pastoreiam outros o mundo não terá paz. O atual "movimento umbandista" é exemplo disto.

SONHOS

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGZ7tX98eY9e53pRjXdCvGXu1YQY7ssX2QyP65191w78K-s5T7XHF1p49Xcek-PKSZVE64nCltoItt3r0lyz6tSM8t94TRRrTm5vJk3RLw7LFqLhfDH8654xzjz4EWnNi-jlF_VVbsuroP/s1600/lua-cheia_mare_alta.jpg

Chama-se de emancipação da alma, o desprendimento do espírito encarnado, possibilitando-lhe afastar-se, momentaneamente, do corpo físico. No estado de emancipação da alma o espírito se desloca do corpo físico, os laços que o unem à matéria ficam mais tênues, mais flexíveis e o corpo perispiritual, age com maior liberdade.
Sono é um estado em que cessam as atividades físicas motoras e sensoriais. Dormimos um terço de nossas vidas e o sono, além das propriedades restauradoras da organização física, concede-nos possibilidades de enriquecimento espiritual através das experiências vivenciadas enquanto dormimos.

Sonho é a lembrança dos fatos, dos acontecimentos ocorridos durante o sono. Os sonhos em sua generalidade não representam, como muitos pensam, uma fantasia das nossas almas.

A CIÊNCIA E O ESPIRITISMO

A ciência oficial, analisando tão somente os aspectos fisiológicos das atividades oníricas (sonhos), ainda não conseguiu conceituar com clareza e objetividade o sono e o sonho.

Sem considerar a emancipação da alma; sem conhecer as propriedades e funções do perispírito, fica realmente, difícil explicar a variedade das manifestações que ocorrem durante o repouso do corpo físico. Freud, o precursor dos estudos mais avançados nesta área, julgava que os instintos, quando reprimidos, tendiam a se manifestar, e, uma destas manifestaçõe.s seria através dos sonhos.

Allan Kardec, através da codificação espírita, principalmente em O Livro dos Espíritos, cap. VIII - questões 400 a 455, analisou a emancipação da alma e os sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais.

Allan Kardec tece comentários muito importantes acerca dos sonhos: o sono liberta parcialmente a alma do corpo; o espírito jamais está inativo, têm a lembrança do passado e, às vezes, a previsão do futuro; adquire maior liberdade de ação delimitada pelo grau de exteriorização; podemos entrar em contato com outros espíritos encarnados ou desencarnados; enquanto dormem, algumas pessoas procuram espíritos que lhes são superiores (estudam, trabalham, recebem orientações, pedem conselhos); outras pessoas procuram os espíritos inferiores com os quais irão aos lugares com que se afinam.

SONHOS COMUNS

São aqueles que refletem nossas vivências diárias. Envolvimento e dominação de imagens e pensamentos que perturbam nosso mundo psíquico.

O espírito, desligando-se parcialmente do corpo, se vê envolvido pela onda de imagens e pensamentos de sua própria mente, das que lhe são afins e do mundo exterior, uma vez que vivemos e nos movimentamos num turbilhão de energias e ondas vibrando sem cessar.

Nos sonhos comuns quase não há exteriorização perispiritual. São muito freqüentes, dada a nossa condição espiritual. Puramente cerebral, simples repercussão de nossas disposições físicas ou de nossas preocupações morais. É também o reflexo de impressões e imagens arquivadas no cérebro durante a vigília (vivências ocorridas durante o dia, quando acordados).

Nos sonhos comuns o espírito flutua na atmosfera sem se afastar muito do corpo; mergulha, por assim dizer, no oceano de pensamentos e imagens que povoam a sua memória, trazendo impressões confusas, tem estranhas visões e inexplicáveis sonhos.

SONHOS REFLEXIVOS

Há maior exteriorização que nos sonhos comuns. Por reflexivos, categorizamos os sonhos, em que a alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e imagens arquivadas no subconsciente, inconsciente e super-consciente e plasmadas na organização perispiritual. Tal registro é possível de ser feito em virtude da modificação vibratória, que põe o espírito em relação com fatos e paisagens remotos, desta e de outras existências.

Ocorrências de séculos e milênios gravam-se indelevelmente em nossa memória, estratificando-se em camadas superpostas.

A modificação vibratória, determinada pela liberdade de que passa a gozar o espírito, no sono, o faz entrar em relação com acontecimentos e cenas de eras distantes, vindos à tona em forma de sonho.

Mentores espirituais poderão revivenciar acontecimentos de outras vidas, cujas lembranças nos tragam esclarecimentos, lições ou advertências.

Poderão os espíritos inferiores motivar estas recordações com a finalidade de nos perseguir, amedrontar, desanimar ou humilhar, desviando-nos dos objetivos benéficos da existência atual.

Geralmente os sonhos reflexivos são imprecisos, desconexos, freqüentemente interrompidos por cenas e paisagens inteiramente estranhas, sem o mais elementar sentido de ordem e seqüência.

Ao despertarmos, guardaremos imprecisa recordação de tudo, especialmente da ausência de conexão nos acontecimentos que, em forma de incompreensível sonho, estiverem em nossa vida mental durante o sono.

SONHOS ESPÍRITAS

Também chamados de viagem astral ou espiritual; há mais ampla exteriorização do perispírito.

Leon Denis chama a estes sonhos de etéreos ou profundos, por suas características de mais acentuada emancipação da alma.

Durante a viagem astral a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e efetiva, encontrando-se com parentes, amigos, instrutores e também com os inimigos desta e de outras existências. Nas projeções temos que considerar a lei de afinidade.

Nossa condição espiritual, nosso grau evolutivo, irá determinar a qualidade de nossos sonhos, as companhias espirituais que iremos procurar, os ambientes nos quais permaneceremos enquanto o nosso corpo repousa: o religioso buscará um templo; o viciado procurará os antros de perdição; o abnegado do Bem irá ao encontro do sofrimento e da lágrima, para assistí-los fraternalmente; o interessado em aproveitar bem a encarnação irá de encontro a instrutores devotados e ouvirá deles conselhos, esclarecimentos e instruções que proporcionarão conforto, estímulos e fortalecimento das esperanças.

Infelizmente, porém, a maioria se vale de repouso noturno para sair à caça de emoções frívolas ou menos dignas. Ao despertarmos, conserva o espírito impressões que raramente afetam o cérebro físico, em virtude de sua impotência vibratória. Fica em nós apenas uma espécie vaga de pressentimento dos acontecimentos, situações e encontros vividos durante o sono.

RECORDAÇÃO DO SONHO

O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono, mas nem sempre nos lembramos daquilo que vimos ou de tudo o que vimos. Isto porque não temos nossa alma em todo o seu desenvolvimento.

Na questão 403, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga : “Por que não nos lembramos de todos os sonhos? Nisso que chamas sono só tens o repouso do corpo, porque o Espírito está sempre em movimento. No sono ele recobra um pouco de sua liberdade e se comunica com os que lhe são caros, seja neste ou noutro mundo. Mas, como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões recebidas pelo espírito durante o sono, mesmo porque o espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.”

MECANISMO DA RECORDAÇÃO

O registro pelo cérebro físico, do que aconteceu durante a emancipação da alma através do sono, é possível através da modificação vibratória. As diversas modificações vibratórias dos fluidos é que formam os ambientes dimensionais de atuação do espírito. Quanto maior for a velocidade vibratória, mais sutil é o fluido. Quanto mais lenta é a velocidade vibratória, mais denso é o fluido.
Este raciocínio explica aquela dúvida que sempre ouvimos: porque raramente lembro de meus sonhos? É por que não sonhei? A resposta para está dúvida é a seguinte: as pessoas que não se lembram dos sonhos é porque os acontecimentos vividos ou lembrados durante o sono não foram registrados no cérebro físico, ficaram apenas registrados no cérebro do perispírito. Agora, quando recordamos dos detalhes dos sonhos é porque tivemos predisposição cerebral para os registros. O fato de não lembrarmos dos sonhos não significa que não tenhamos sonhado, ou seja, vivemos uma vida no plano espiritual e apenas não recordamos.

Dessa oportunidade se valem nossos amigos do espaço para dar-nos conselhos e sugestões úteis ao desenvolvimento de nossa encarnação. Procuram afastar-nos do mal, fortalecem-nos moralmente e apontam-nos a maneira certa de respeitarmos as Leis Divinas. Ao despertarmos, embora não lembremos deles, ficam no fundo de nossa consciência, em forma de intuições, como idéias inatas.

Podemos dedicar os momentos de semi-libertos à execução de tarefas espirituais, sob a direção de elevados mentores.

Acontece muitas vezes acordamos com uma deliciosa sensação de bem-estar, de contentamento e de alegria. Isto acontece por termos sabido usar bem de nossa estada no mundo espiritual, executando trabalhos de real valor. Contudo, não raras vezes despertamos tristes e com uma espécie de ressentimento no fundo do nosso coração. O motivo dessa tristeza, sem causa aparente, é que muitas vezes nos são mostradas as provas e as expiações que nos caberão na vida, as quais teremos de suportar, e, conquanto sejamos confortados por nossos benfeitores, não deixamos de nos entristecer e ficamos um tanto apreensivos.

Há espíritos encarnados que ao penetrarem no mundo espiritual através do sono, entregam-se aos estudos de sua predileção e por isso têm sempre idéias novas no campo de suas atividades terrenas. Outros valem-se da facilidade de locomoção para realizarem viagens de observação, não só na Terra, mas também nas esferas espirituais que lhe são vizinhas.

Assim como visitamos nossos amigos encarnados, também podemos ir visitar nossos amigos desencarnados e com eles passarmos momentos agradáveis, enquanto nosso corpo físico repousa; disso nos resulta grande conforto.
Estado de Entorpecimento: são comuns nos encarnados cujos espíritos não se afastam do lado do corpo, enquanto este repousa. Ficam junto ao leito, como que adormecidos também.

É comum o sono favorecer o encontro de inimigos para explicações recíprocas. Esses inimigos podem ser da encarnação atual ou encarnações antigas. Os mentores espirituais procuram aproximar os inimigos, a fim de induzí-los ao perdão mútuo. Extingüem-se assim muitos ódios e grande número de inimigos se tornam amigos, o que lhes evitará sofrimentos. É a maior e melhor percepção de que goza o espírito semi-liberto pelo sono, facilita a extinção de ódios e a correção de situações desagradáveis e por vezes dolorosas.

OS SONHOS E A EVOLUÇÃO

Considerável porcentagem de encarnados, ao entregarem seu corpo físico ao repouso, continuam, sono adentro, com suas preocupações materiais. Não aproveitam a oportunidade para se dedicarem um pouco à vida eterna do espírito. Estudam os negócios que pretendem realizar, completamente alheios aos verdadeiros interesses de seus espíritos e nada vêem e nada percebem do mundo espiritual no qual ingressam por algumas horas.

Há encarnados que, ao se verem semi-libertos do corpo de carne pelo sono, procuram os lugares de vícios, com o fito de darem expansão às suas paixões inferiores, na ânsia de satisfazerem seus vícios e seu sensualismo. Outros se entregam mesmo ao crime, perturbando e influenciando perniciosamente suas vítimas, tornando-se instrumentos de perversidade.
No livro Mecanismos da Mediunidade, psicografado por Chico Xavier, André Luiz nos diz que quanto mais inferiorizado, mais dificuldade terá o Homem em se emancipar espiritualmente. Qual ocorre ao animal de evolução superior, no Homem de evolução positivamente inferior o desdobramento da individualidade, por intermédio do sono, é quase que absoluto estágio de mero refazimento físico.

No animal o sonho é puro reflexo das atividades fisiológicas, e, no Homem primitivo, em que a onda mental está em fase inicial de expansão, o sonho, por muito tempo, será invariavelmente ação reflexa de seu próprio mundo consciencial e afetivo.

Há leis de afinidade que respondem pelas aglutinações sócio-morais-intelectuais, reunindo os seres conforme os padrões e valores. Estaremos, então, durante o repouso noturno, nos emancipando espiritualmente, vivenciando cenas e realizando tarefas afins.

Buscamos sempre, durante o sono, companheiros que se afinam conosco e com os ideais que nos são peculiares. Procuraremos a companhia daqueles espíritos que estejam na mesma sintonia, para realizações positivas, visando nosso progresso moral ou em atitudes negativas, viciosas, junto àqueles que, ainda, se comprazem em atos ou reminiscências degradantes, que nos perturbam e desequilibram a alma.

Parcialmente liberto pelo sono, o Espírito segue na direção dos ambientes que lhe são agradáveis durante a lucidez física ou onde gostaria de estar, caso lhe permitissem as possibilidades normais.

Os sonhos espíritas, isto é, naqueles que nos liberamos parcialmente do corpo e gozamos de maior liberdade, são os retratos de nossa vivência diária e de nosso posicionamento espiritual. Refletem de nossa realidade interior, o que somos e o que pensamos.

O tipo de vida que levarmos durante o dia determinará, invariavelmente, o tipo dos sonhos que a noite nos ofertará, em resposta às nossas tendências. Dorme-se, portanto, como se vive, sendo-lhe os sonhos o retrato emocional da sua vida moral e espiritual.

ANÁLISE DOS SONHOS

A análise dos sonhos pode nos trazer informações valiosas para nosso auto-descobrimento. Devemos nos precaver contra as interpretações pelas imagens e lembranças esparsas. Há sempre um forte conteúdo simbólico em nossas percepções psíquicas que, normalmente nos chegam acompanhadas de emoções e sentimentos.

Se ao despertarmos, nos sentirmos envolvidos por emoções boas, agradáveis, vivenciamos uma experiência positiva durante o sono físico. Ao contrário, se as emoções são negativas, nos vinculamos certamente a situações e espíritos desequilibrados. Daí, a necessidade de adequarmos nossas vidas aos preceitos do bem, vivenciando o amor, o perdão, a abnegação, habituando-nos à prece e à meditação antes de dormir, para nos ligarmos a valores bons e sintonia superior. Assim, teremos um sono reparador e sonhos construtivos.

PREPARA-SE PARA BEM DORMIR

Elizeu Rigonatti, no livro Espiritismo Aplicado, diz que para termos um bom sono, que ajude o nosso espírito a desprender-se com facilidade do corpo, é preciso que prestemos atenção no seguinte: o mal e os vícios seguram o espírito preso à Terra. Quem se entregar ao mal e aos vícios durante o dia, embora o seu corpo durma à noite, seu espírito não terá forças para subir e ficará perambulando por aqui, correndo o risco de ser arrastado por outros espíritos viciosos e perversos. A excessiva preocupação com os negócios materiais também dificulta o espírito a desprender-se da Terra.

A prática do bem e da virtude nos levarão, através do sono, às colônias espirituais onde fruiremos a companhia de mentores espirituais elevados; receberemos bom ânimo para a luta diária; ouviremos lições enobrecedoras e poderemos nos dedicar a ótimos trabalhos.

Oremos ao deitar, mas compreendamos que é de grande valia a maneira pela qual passamos o dia; cultivemos bons pensamentos, falemos boas palavras e pratiquemos bons atos, evitando a ira, rancor e ódio. E de manhã ao retornarmos ao nosso veículo físico, elevemos ao Senhor nossa prece de agradecimento pela noite que nos concedeu de repouso, ao nosso corpo, e de liberdade ao nosso espírito.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

No estado de vigília, quando estamos acordados, as percepções se fazem com o concurso dos órgãos físicos; os estímulos exteriores são selecionados pelos sentidos e transmitidos ao cérebro pelas vias nervosas. No cérebro físico, são gravados para serem reproduzidos pela memória biológica a cada evocação.

Quando dormimos cessam as atividades físicas, exceto as autônomas, motoras e sensoriais. O espírito liberto age e sua memória perispiritual registra os fatos sem que estes cheguem ao cérebro físico; tudo é percebido diretamente pelo espírito. Por “adaptação vibratória”, as percepções da alma poderão repercutir no cérebro físico; quando lembramos, dizemos que sonhamos, mas na verdade sonhamos todo dia.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRIJAthkOYQ1koIg0d0U44gJCwWvnxVbqSb8SqKyULz-1VN06l36Glb-k_jaqUhQyJtis5JieEmLNrkEaLPnFBhj8grmBn5KriSGKIcXUtyNSBwZo7bF3-u7axJJbYK55OvIcETb-6eAE/s400/sonhos5.jpg

AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA

1. - Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. - Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. - Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus. Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. - Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. - Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. - Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor! 


7. - Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

8. - Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

9. - Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. - Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? 


Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? 

Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas?
 

Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. 

Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!



por Edenilson Francisco 

Puxada, ou quando a corda não precisa carregar caçamba extra - I


Este texto nasceu da experiência trocada entre os participantes de comunidade Umbanda Sem Medo, sobre um assunto que pesquisando, pouco se encontrou discutido e aprofundado e cremos tem pertinência para o dia dia de muitos. Como mero escriba, deixo especial agradecimento para ANA, Cris, Cláudio Zeus e Fernando.


Estamos falando das famosas puxadas, que é o ato de trazer para um ou mais médiuns, cargas energéticas ou presenças espirituais deletérias dos campos áuricos das pessoas. Este tipo de médium para muitos é conhecido como médium ponte. O termo puxada também é usado para denominar quando ocorre a aproximação da entidade protetora e o Guia da Casa auxilia o médium em desenvolvimento a manifestá-la. 


Outro esclarecimento importante, muitos terreiros se apropriam de termoskardecistas para ilustrarem suas práticas, a puxada em Umbanda, também é conhecida como transporte, e o médium por sua vez denominado médium de transporte, porém sem conhecerem devidamente o que isto quer dizer. Encontramos no Livro dos Médiuns, Cap. V, Manifestações Físicas Espontâneas, O Fenômeno de Transporte, em resumo;


“Consiste no transporte espontâneo de objetos que não existem no lugar da reunião. Trata-se geralmente de flores, algumas vezes de frutos, de confeitos , de joias, etc.”


Cremos não ser preciso detalhar mais a explicação para que se configure a enorme diferenciação entre o significado original e o atribuído em Umbanda.


Uma pequena ilustração para que nos sirva de introdução a alguns posicionamentos e descrição de condutas sobre a puxada;


Reconheci que o processo de incorporação comum era mais ou menos idêntico ao da enxertia da árvore frutífera. A planta estranha revela suas características e oferece seus frutos particulares, mas a árvore enxertada não perde sua personalidade e prossegue operando em sua vitalidade própria.” Missionários da Luz, Cap. Incorporação – André Luiz

Para que a puxada tenha objetivo e finalidade correta é importante ressaltar;

1- Que exista mediunidade de fato (não seja um anímico);

2- Não tenha medo, e confie naqueles que vão ampará-lo neste trabalho, tanto na parte material como na espiritual - se não confiar, nem é bom tentar;

3- Tenha recebido treinamento adequado ou, se for iniciante, que tenha à sua volta uma corrente muito bem firmada por espíritos que tenham este tipo de treinamento;

4- Que saiba controlar moderadamente as atitudes do "puxado" para que não haja excessos. O exemplo da ilustração acima em azul é uma pista;

5- Tenha protetores de fato que tanto o prepare para a (s) puxada (s) quanto para a limpeza posterior, sempre necessária (fator imprescindível);

6- Entenda que ele é um intermediário e que está ali para permitir ou facilitar o contato do obsessor com os espíritos que vão encaminhá-lo depois e que, por isto mesmo, não pode entrar em sintonia máxima com o obsessorsob pena de dificultar a sua retirada por parte dos espíritos auxiliares em casos em que esses obsessores se tornam ou se mostram muito obstinados.

No processo de puxada, dependendo muito do treinamento do médium para isto, ele vai sentir  a aproximação; vai sentir a "entrada" da entidade até o ponto em que ele médium permitir, sem perder a consciência. Mantendo-a, mesmo que parcialmente, não poderá deixar que todas as sensações "físicas" da entidade, bem assim como os comportamentos sejam expostos em toda a sua plenitude, fato este que denotará que, mesmo parcialmente incorporado, o dono do corpo é ele - o médium - o que fará ver à entidade que "ela não é tão forte como quer parecer", nos casos em que isto se torna evidente.

Se o médium se deixar comandar totalmente é sinal de que ele é "mais fraco" que a entidade, o que por si só já transmite a ela a idéia (quase sempre correta) de que pode "mandar no pedaço" e fazer o que bem quer com este médium.

Indicação Chave: Neste tipo de processo, tudo o que o médium não pode é FICAR TENSO. Pelo contrário, deve deixar fluir por seu corpo todas as sensações que forem necessárias de uma forma que ele mesmo não acabe prendendo-as e com isto continue a senti-las após a saída do "invasor". Se sentir enjoo, não deve se ligar a ele; se sentir ânsia de vômitos não deve forçá-lo, mas se ele vier, deve deixar vir o mais naturalmente possível, sem se importar com o que os outros vão pensar porque, de outra forma, prenderá toda a energia que provoca a ânsia dentro de si dificultando o trabalho dos espíritos que o assistem de fora. De uma forma geral, num processo bem coordenado, essas sensações (e possíveis outras) PASSAM pelo médium e, se ele não as bloquear dentro de si por tensões e medos, vão embora assim como vieram.

Liberdade de comando do corpo só se dá aos espíritos seguramente amigos (Ou seja, seus Protetores de fato e direito) e nunca aos que apenas passam por nós, temporariamente, para que possam vir a ser encaminhados. Questão de segurança!

Médiuns em desenvolvimento, em sua maior parte já tendem a não deixarem QUALQUER ENTIDADE lhes tomar adequadamente (por medo mesmo, quase sempre). Se aprenderem com a prática a deixarem se tomar por Protetores e não se deixarem tomar por "invasores", já terão um bom caminho andado nesta prática.

Os médiuns mais antigos que não tiveram este tipo de treinamento inicial, costumam ter maiores dificuldades e às vezes não conseguem se livrar de todas as sensações que esses espíritos trazem consigo e passando mal, após, por conseguinte. Em casos mais problemáticos, digamos assim, não conseguem nem se livrar do próprio obsessor, de tanto que lhe deram permissão de invasão.


CONTINUA...



por Edenilson Francisco

EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE IV


CONTINUANDO ENTÃO ...

Infelizmente, creio eu, para alguns, Espíritos Exus (OS APELIDADOS DE) são, como todos os outros, apenas ES-PÍ-RI-TOS, podendo pertencer tanto ao gênero humano quanto ao elemental, mas espíritos e não deuses, orixás, senhores do sobrenatural, etc.

Como por seus apegos à matéria permanecem em planos vibracionais bastante densos, próximos ao Plano Físico, a matéria astral que compõe seus corpos tende a ser densa, condensada, e, por isto mesmo, a exemplo de outros mais densos ainda e de menor nível evolutivo espiritual, têm uma certa facilidade de acesso, de tangência à matéria física de que somos formados e, desta forma, no caso de não se tratarem de Espíritos Exus Coroados ou Batizados SOB O PONTO DE VISTA DA UMBANDA (ponto de vista este que não é de agora e sim de muitos e muitos anos atrás), sendo amorais portanto, costumavam (e costumam ainda, infelizmente, por uma certa casta de humanos tão ou mais amorais que eles) ser buscados para trabalhos de "baixo-espiritismo" com efeitos mais rápidos. Também por esta facilidade de acessar a matéria física são contatados mais facilmente pela mediunidade, bem assim como podem dominar seus médiuns mais facilmente quando em processo de incorporação.

Pelas afirmativas acima explica-se o porquê de ser tão mais fácil "dar-se passagem" a espíritos desta categoria, deste nível evolutivo, do que a "Medalhões do Astral" - os verdadeiros, porque o que tem de mistificador se passando por medalhão por aí,passando mensagens que não passam pelo menor crivo de razão e sendo "engolidos" pelo que apresentam de fachada e não pelo que são de verdade ...

A todos esses que julgam conhecerem profundamente quaisquer das personalidades que se apresentam como Exus ou mesmo que assim não se apresentem mas são Exus por seus comportamentos, ideais, objetivos, eu faria uma simples pergunta:

- Você tem certeza de que conhece profundamente seu ou sua filha? Seu marido? Sua esposa e até mesmo seu pai ou mãe?

Claro que não! Ninguém pode dizer, racionalmente, que conhece profundamente qualquer outro ser que esteja encarnado e que, inclusive, viva sob seu próprio teto diuturnamente. Se disser que sim está sendo, ou ingênuo demais ou hipócrita!

E se não podemos conhecer profundamente sequer os encarnados que podemos ver e tocar todos os dias, quem é que pode dizer que conhece perfeitamente "seu" Exu, Pomba Gira, que são difíceis de serem conhecidos e compreendidos a fundo como seres independentes que são, e também qualquer outra entidade espiritual que pense por si e aja de acordo com seus próprios princípios e idéias de realidade (livre arbítrio)?

Isso você até poderia apelar para dizer que é um mistério, só que não é "um mistério exu" mas sim um mistério da vida, embasado nos mais diversos tipos de personalidades que se formam ao longo da existência de cada um.

Como se aprofundar no conhecimento sobre um determinado ser?

Só mesmo o acompanhando nas mais diversas situações (quanto mais melhor), analisando o que fala, o que prega no dia a dia e, principalmente, se seus atos estão de acordo com o que fala e prega em todas as ocasiões ou se a pregação é uma e as atitudes são outras.

Será que se pode fazer isto em relação a qualquer entidade espiritual? Acho "um pouco meio muito difícil demais", se é que você me entende.

Vamos tratar a partir de agora de LINHA ESPIRITUAL ou só LINHA a todos esses grupamentos de Espíritos que se enquadram na categoria de EXUS que, da mesma forma que Caboclos e Pretos Velhos, trabalham em falanges com diversos nomes, atraídos que são por semelhanças e sintonias, da mesma forma que nós aqui, os encarnados, costumamos nos reunir em grupos que "tenham algo a ver conosco".

Você sabe como, em princípio, criam-se diversos grupos de espíritos (falanges)? 

Por assemelhação de intenções, de idéias, de forma de agir e reagir, de entender isto ou aquilo pela forma que aprenderam, e, dessa forma, por essas semelhanças, se criarem as amizades que os fazem trabalhar em harmonia uns com os outros ...

É da mesma forma que se juntam aqui em grupos, pessoas de mesma religião, que torcem por um mesmo time, que costumam se reunir para aquela cervejinha todos os dias a uma determinada hora e num mesmo local e que, a partir dessas semelhanças e reuniões, passam a conviver mais profundamente uns com os outros e até mesmo a criarem objetivos para o grupo, como nos casos em que se formam clubes sociais de amigos, times de futebol (ou outro esporte qualquer) para disputas entre amigos, podendo acontecer também daí as formações de pequenas empresas, cultos e até quadrihas criminosas se o pessoal for "da pesada".

Uma coisa é certa e deve ser OBSERVADA ATENTAMENTE: Nenhum espírito vai se unir a uma falange e, PRINCIPALMENTE ASSUMIR O NOME DELA se não tiver algo em comum com a filosofia/doutrina padrão desta falange. Isto não teria a menor lógica.

Ou você se sentiria à vontade unindo-se a um grupo religioso, por exemplo, que não tenha algo em comum com o que você tem como religião? Ou time? Ou idéias políticas? Ou a grupos em que os padrões de moralidade sejam muito diferentes dos seus?

Parou? Pensou bem sobre isto? Então continuemos.

Se você ainda não entendeu porque eu enveredei por estes caminhos vai perceber agora.

Repare que no início a LINHA dos ekuruns apelidados de exus dividia-se em diversas falanges que assumiam nomes como:  Tranca Ruas, Sete Encruzilhadas, Marabô, Tronqueira, Sete Covas e outros mais, e os espíritos que se apresentavam davam como "nome próprio" o nome dessas FALANGES sem que nenhuma delas demarcasse claramente os aspectos da personalidade de cada um desses espíritos ou mesmo da filosofia central da falange em si. O que os punha como EXUS eram suas idéias e comportamentos que, estes sim, demonstravam o quanto se assemelhavam ao descrito como Exu africano.

De uns tempos para cá formaram-se falanges com nomes como MALANDROS, MALANDRINHOS, PELINTRAS (esta adotada dos Catimbós) que, claramente, pelo nome que assumem, já apresentam, de cara, o tipo de formação e filosofia que têm como central, ou seja: a malandragem, a pilantragem, porque não me venha dizer que um espírito passa a se chamar de pilantra ou malandro ou se unir a uma falange destas SE NÃO HOUVER ALGO EM COMUM entre ele e os demais, como já vimos acima, pois ninguém o faria de boa vontade.

Não vamos dar uma de "mães enganadas" que mesmo vendo seus "queridos filhinhos ou filhinhas" que apareçam em casa quase sempre com uma roupa novinha em folha, tenis da onda, chegam em casa em altas horas e sempre em estado alterado de consciência (leia-se bêbado ou drogado), sem estudar às vezes, ou trabalhar quase sempre, continua achando que "É MUITO NORMAL", é "COISA DA ADOLESCÊNCIA" e "quando ele crescer" vai mudar tudo isto!


Se acontecer é EXCEÇÃO e não REGRA; e que se agradeça muito a DEUS por esta exceção.


Já diziam os mais antigos, com muita sabedoria: "Diga-me com quem andas [ou o que fazes, complemento eu] que te direi quem és!"


Da mesma forma que as "mães enganadas" procuram sempre alguma coisa que não as leve a encarar a realidade e tentam justificar todos os atos desregrados de seus filhinhos pelo fato de que assim agindo entenderem erradamente que "os estão amando acima de qualquer coisa", há muitos entre nós que, mesmo estando de frente a um espírito que se auto-intitule MALANDRO, PELINTRA (pilantra), só pelo fato de os "amarem", normalmente por algum ou alguns êxitos que através deles conseguiram obter, passam a entender que eles não têm defeitos, que são divindades e até orixás, como já vi comentarem.

Desde quando um grupo de ESPÍRITOS DE LUZ, VER-DA-DEI-ROS, assumiriam como grupamento e nome, estes acima citados ou outros que poderiam criar como Zé TRAFICANTE, Joâo DOIDÃO DE PEDRA, Chico ASSALTANTE ... o que cairia mais ou menos no mesmo nível dos Malandros, Malandrinhos e Pilantras?

O que os levaria a assumir estes nomes que revelam categorias de comportamentos não adequados, que eu não compreendo?

Você, de sã consciência, se for alguém de caráter e personalidade reta, criaria ou se uniria a um grupo que tivesse o nome de "BANDIDOS DO ALÉM", por exemplo? Será?

Mas, como isso pode voltar a insuflar a Pelintromania principalmente, é sempre bom lembrar que existe evolução, mesmo dentro dessas falanges e que alguns espíritos podem, muito bem, crescer espiritualmente:

a) na medida em que adquirirem compreensão de suas condições atuais;

b) na medida em que deixarem de ser amorais;

c) na medida em que passarem a entender e praticar a filosofia da Umbanda por terem-na aprendido estando em contato com outros espíritos já BATIZADOS NA BANDA e com dirigentes e médiuns que saibam que trabalham com estes espíritos para os alavancarem para cima e não para baixo e que não se deixam enfeitiçar pelos fenômenos que eles podem produzir por suas situações de adensamento de matéria, como já explicamos antes, fenômenos estes que acabam criando DEVOTOS E FANÁTICOS deslumbrados que daí pra diante, seja o que lhes for "ensinado" por seus ídolos, passa a ser "verdade irrefutável".

Foi por isto que expliquei, ainda na PARTE III deste trabalho, que podemos encontrar até espíritos de uma certa boa condição evolutiva em falanges como estas, até porque É POR SINTONIA TAMBÉM, que os espíritos se achegam a nós para trabalharem e, dependendo do médium ...

O que não se pode é, por esses espíritos já "umbandizados", avaliarmos todos os da mesma falange que só pelo nome já nos traduz a que vieram, dizendo por conseguinte, que os demais, por seus comportamentos, ou não existem (são médiuns mistificando) ou são kiumbas disfarçados, porque "a coisa" não é bem por aí não e os que destoam são justamente os "umbandizados" (iniciados e aceitos como tal na Banda, pelo menos). Os demais continuam pensando e agindo de acordo com o padrão da falange que é AMORAL, lembre-se disto.

O que se sabe é que os espíritos, na medida em que se modificam interiormente e passam a aceitar e praticar a doutrina/filosofia da Umbanda, tendem a abandonar antigas falanges (grupamentos) e se acertar com novas outras. Neste caso, ou abandonam também seus médiuns (se eles permanecerem estáticos em suas crenças) ou passam a trabalhar como se outro espírito fosse, ou seja, dando outro nome, agora da falange a que se uniu. E se abandonam os médiuns, é principalmente porque nunca foram GUIAS DE FATO e sim PROTETORES enquanto com eles estiveram.

Vem daí, exatamente, o ensinamento de que o espírito Exu, ao evoluir e se desprender de sua falange, deixa de ser um Exu (isto fica muito claro pelo que já foi explicado sobre o porquê serem chamados de exus) e passa para outras falanges (outros grupos), podendo vir com outros nomes, novos comportamentos e ideais....

E que falanges poderiam ser estas para as quais passariam os antes Exus?

Da mesma forma que antes se uniam por semelhanças de idéias e ideais (aqueles antigos e em acordo com suas compreensões anteriores) ás falanges antigas, serão aceitos (ou se unirão) agora, em vista de tudo o que aprenderam sobre suas situações de ESPÍRITOS e também dos NOVOS OBJETIVOS que entendam estar em harmonia com seus jeitos de serem, em falanges nas quais melhor se adaptarem.

Levando-se isto em consideração, vemos que poderão adentrar a uma falange de Pretos Velhos, de Caboclos, de Oguns, de Xangôs, etc., LINHAS ESTAS de ESPÍRITOS TRABALHADORES e não DE ORIXÁS, como somos levados a entender pelos nomes a elas dados.

O que podemos observar então, por estas apreciações?

Que as diversas LINHAS de trabalho que atuam na Umbanda, também compostas de INÚMERAS FALANGES DE ESPÍRITOS, mantém nessas falanges espíritos de diversas categorias (inclusive ETNIAS) sendo muitos deles antigos espíritos Exus que, por terem evoluído, deixado de ser amorais, terem assumido novos e mais retos comportamentos, já podem assumir o nome da falange a que vai se unir e desenvolver novas formas de trabalho com isto.

Mas esta é apenas uma faceta da "coisa", porque mesmo dentro de LINHAS como de Ogum, Xangô, Oxossi, etc., ESTAGIAM diversos espíritos ainda em condição de EXUS, como auxiliares diretos dos que são de fato, merecedores de suas posições dentro dessas LINHAS e suas FALANGES.

A gente quase não os nota como Exus porque, ou atuam por fora (sem incorporarem) no auxílio direto a este ou aquele espírito Ogum confirmado, ou, mesmo que incorporem, já não agem mais como Exus (bebendo marafo, ou sendo amorais...). Agem sim, como mais um elemento da falange a que estão unidos, fazendo entender aos mais preocupados com as exteriorizações e menos com as vibrações energéticas, que são tão Oguns como qualquer outro, se bem que por observações sem idolatrias, podemos muito bem diferenciar um "Ogum Ogum", de um Ogum metá Exu ou Ogum Cruzado como os chamamos, valendo a mesma nomenclatura, tanto para Xangôs (metá Exu ou Cruzados), Pretos Velhos (idem), Caboclos (idem), etc. Daí eu repetir aqui que o simples fato de se estar em frente a uma entidade que dê um determinado nome (que é o da falange e não o dela) não ser segurança total de que se está em frente a uma entidade da Lei (já totalmente enquadrada na filosofia/doutrina da Umbanda). Podemos muito bem estar em frente a um metá, um cruzado ou ainda quimbandeiro estagiário, sem que estejamos nos dando conta disto, pelo acima exposto.

****************


Continua brevemente.
por C.ZEUS